27. Por que eu não ousava apontar os problemas dos outros
No passado, eu tinha uma vizinha que falava de forma bem direta. Sempre que via alguém fazendo algo errado, ela apontava isso diretamente, e, como resultado, muitas vezes ofendia as pessoas. Os outros vizinhos falavam dela pelas costas, dizendo: “Como uma pessoa que parece tão esperta pode fazer coisas tão tolas?”. Com o tempo, eles começaram a se espalhar se ela se aproximava enquanto estavam conversando. Aos poucos, ela ficou isolada. Essas coisas mexeram muito comigo, e então passei a acreditar que não deveria ser tão franca quanto ela ao interagir com os outros no futuro, para que as pessoas gostassem de mim. Como dizem os ditados: “calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura”, e “se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles”. Quando você repara nos problemas dos outros, basta estar ciente deles no seu coração — não precisa apontá-los para as pessoas. Se fizer isso, você as fará passar vergonha e poderá ofendê-las. Portanto, sempre que notava os problemas dos outros, eu não falava sobre eles diretamente. Os vizinhos ao meu redor ficavam felizes em socializar comigo, e se dispunham a conversar comigo sobre qualquer coisa. Além disso, elogiavam-me por ser popular e fácil de conviver. Depois que comecei a crer em Deus, passei a lidar com meus relacionamentos com os irmãos da mesma maneira. Se notava seus problemas ou revelações de corrupção, eu não me dispunha a apontá-los e expô-los. Eu acreditava que fazer isso os envergonharia e seria apenas apontar suas deficiências, e que eu os ofenderia. Foi só depois de experienciar algumas coisas que entendi que viver me valendo dessas maneiras de lidar com o mundo era contrário à verdade.
Em meados de setembro de 2023, fui para uma igreja para servir como líder. Alguns irmãos relataram que a irmã Zhao Zhen, que estava pregando o evangelho, tinha um caráter arrogante. Ela falava sem considerar os sentimentos dos outros, e eles se sentiam um pouco constrangidos perto dela. Eles me pediram para me comunicar com ela e dissecar-lhe os problemas, e ajudá-la a se entender. Pensei comigo: “Tenho que ajudar e dissecar os problemas dela. Caso contrário, ela continuará a falar e agir com base nesse caráter arrogante. Não só meus irmãos serão constrangidos por ela, como o trabalho será afetado, também”. No entanto, depois pensei: “Sou nova nesta igreja e não conheço bem Zhao Zhen. Não seria embaraçoso, para ela, se eu a expusesse e dissecasse assim que chegasse? Como nos daríamos bem no futuro?”. Depois de pensar muito, eu ainda não sabia o que fazer, mas, no final, a contragosto, fui ver Zhao Zhen. Quando a vi, minha boca parecia estar lacrada com fita adesiva, e demorei muito para conseguir dizer alguma coisa. Pensei que teria que conviver com ela com frequência no futuro. Se eu a ofendesse, não estaria arranjando problemas para mim mesma? Decidi dissecar e expor seus problemas mais tarde. Portanto, só lhe dei um lembrete sutil para, no futuro, ter cuidado com o modo como falava, e para não demonstrar descontentamento no rosto, pois isso tendia a constranger as pessoas. Ela ouviu isso e disse: “Eu sou direta e não tinha intenção alguma ao dizer aquilo. Terei mais atenção no futuro”. A caminho de casa, refleti que Zhao Zhen não tinha entendimento de seu caráter corrupto, e, no meu coração, senti um pouco de autorreprovação. No entanto, pensei, então: “Já apontei alguns problemas para ela. Se, no futuro, eu a vir revelando um caráter arrogante de novo, posso me comunicar com ela e expô-la, então”. Pouco tempo depois, a diaconisa de rega relatou que, em várias ocasiões, Wang Hong, líder da equipe de rega, usou riscos ambientais como desculpa para não desempenhar seu dever e não participar das reuniões, negligenciando os dois grupos pelos quais era responsável. Depois de entender a situação, descobri que ela tinha medo de ser presa e condenada. Vivendo com medo, ela sempre desconfiava que alguém a estava seguindo. Ela havia recebido comunhão em várias ocasiões, mas não tinha obtido entendimento algum, e por isso a diaconisa de rega queria que eu me comunicasse com ela. Eu sabia que tinha que encontrar Wang Hong para me comunicar com ela assim que possível, mas então pensei: “Wang Hong e eu ainda não nos conhecemos. Se eu expuser seus problemas assim que chegar, será que ela pensará que sou insensível? E se eu a ofender? Sou nova nesta igreja. Se eu andasse por aí dissecando e expondo as pessoas desde o início, ofendendo todo mundo, todos sentirão repulsa por mim e me isolarão. Então será difícil, para mim, fazer o trabalho de liderança no futuro. É melhor esperar até que eu me familiarize com todos os aspectos do trabalho da igreja”. Portanto, não fui conversar com Wang Hong, mas pedi à diaconisa de rega que se comunicasse com ela no meu lugar. No entanto, essa comunhão não produziu resultado algum. Assim, o problema de Wang Hong se arrastou, e ela acabou não participando de nenhuma reunião nem desempenhando seu dever por mais de um mês. Dois meses depois, os líderes superiores nos escreveram para inquirir sobre quão bem estávamos cumprindo nossos deveres, e se estávamos fazendo apontamentos e ajudando os irmãos prontamente quando encontrávamos os desvios, os problemas e os estados corruptos deles. A carta citava uma passagem das palavras de Deus a respeito das responsabilidades de líderes e obreiros, o que comoveu meu coração. Lembrei que, quando cheguei a esta igreja e os irmãos me relataram o problema de Zhao Zhen, eu apenas falei de maneira branda com ela sobre a questão, e não dissequei a natureza e as consequências de ela agir com base nesse seu caráter arrogante. Como resultado, ela não obteve entendimento de si mesma, e seu caráter arrogante não mudou em nada. Além disso, Wang Hong vivia constantemente em timidez e não participava das reuniões. Não estava desempenhando os deveres. Apesar disso, não me comuniquei com ela nem a ajudei. Como líder na igreja, se eu notasse um problema com um irmão ou uma irmã e não o apontasse nem o ajudasse, não cumprisse minhas responsabilidades, isso não significaria que eu não estava fazendo trabalho real? Ao pensar nisso, senti-me culpada e inquieta. Mais tarde, encontrei Zhao Zhen e expus e dissequei as manifestações, a natureza e as consequências de ela atuar segundo um caráter arrogante. Depois de me ouvir, ela obteve algum entendimento de si mesma e se dispôs a reverter as coisas. Em seguida, fui ver Wang Hong com a diaconisa de rega. Nós nos comunicamos e dissecamos seus problemas, incorporando as palavras de Deus, e ela entendeu seu caráter corrupto egoísta e desprezível. Mais tarde, ela começou a desempenhar seu dever novamente. Depois da comunhão, quando vi que não as ofendi, como havia imaginado, mas que, pelo contrário, eu as ajudei, eu me arrependi de não ter me comunicado com elas antes.
Depois, refleti sobre mim mesma: que caráter corrupto me fazia não ousar expor e dissecar os problemas dos meus irmãos? Orei a Deus: “Deus, quando vejo problemas nos irmãos, como líder, eu deveria comunicar a verdade, apontar os problemas e ajudá-los. Mas eu tinha medo de ofendê-los, por isso não ousava me comunicar e expor seus problemas. Sei que isso não estava de acordo com Tuas intenções. Que Tu me esclareças e me guies para que eu me entenda e aprenda lições”. Ao buscar, li as palavras de Deus: “Existe uma doutrina nas filosofias para os tratos mundanos que diz: ‘calar diante das falhas de bons amigos ajuda a criar uma amizade boa e duradoura’. Significa que, a fim de preservar essa boa amizade, é preciso calar-se sobre os problemas do amigo, mesmo que sejam vistos claramente. Eles obedecem aos princípios de não bater na cara das pessoas nem apontar suas deficiências. Eles enganam um ao outro, escondem coisas um do outro e tramam um contra o outro. Embora saibam com clareza cristalina que tipo de pessoa o outro é, eles não o dizem diretamente, mas empregam métodos astutos para preservar seu relacionamento. Por que alguém desejaria preservar tal relacionamento? Trata-se de não querer fazer inimigos nesta sociedade, dentro do grupo a que se pertence, o que significaria sujeitar-se com frequência a situações perigosas. Sabendo que alguém se tornará seu inimigo e o prejudicará depois de você ter apontado as deficiências dele ou tê-lo magoado, e não desejando colocar-se em tal situação, você emprega a doutrina das filosofias para os tratos mundanos que diz: ‘se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles’. À luz disso, se duas pessoas estão nesse tipo de relacionamento, elas contam como amigas verdadeiras? (Não.) Elas não são amigas verdadeiras, muito menos são confidentes uma da outra. Então que tipo de relacionamento, exatamente, é esse? Não é um relacionamento social básico? (É sim.) Em tal relacionamento social, as pessoas não podem se envolver em discussões francas, nem ter conexões profundas, nem conversar sobre o que quiserem. Elas não podem dizer em voz alta o que está no coração, nem os problemas que veem em outras pessoas, nem palavras que beneficiariam outras pessoas. Em vez disso, escolhem coisas agradáveis para dizer, para bajular os outros. Elas não ousam falar a verdade nem sustentar os princípios, impedindo assim que os outros desenvolvam pensamentos hostis contra elas. Quando ninguém representa uma ameaça para uma pessoa, ela não vive em paz e tranquilidade relativas? Não é esse o objetivo das pessoas ao propagarem o ditado: ‘se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles’? (É.) É claro que esse é um modo de sobrevivência tortuoso e enganoso, com um elemento de atitude defensiva e cujo objetivo é a autopreservação. Ao viverem assim, as pessoas não têm confidentes nem amigos próximos a quem possam dizer o que quiserem. Entre as pessoas, existe uma postura defensiva, uma exploração e maquinação mútuas, sendo que cada pessoa tira do relacionamento o que precisa. Não é assim? Em sua raiz, o objetivo de ‘se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles’ é não ofender os outros e não fazer inimigos, é proteger-se não machucando ninguém. É uma tática e um método que se adota para que a pessoa não se machuque” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “O que significa buscar a verdade (8)”). Com a exposição nas palavras de Deus, percebi que, se viver pela filosofia para os tratos mundanos de “se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles”, você só se tornará cada vez mais enganoso e traiçoeiro. Você se tornará incapaz de dizer o que realmente pensa para qualquer outra pessoa, não ousará dizer coisas mesmo quando são benéficas para o outro, e não será de nenhuma ajuda real para ninguém. É assim que os não crentes lidam com os tratos mundanos. Todos estes anos, eu vivi pela filosofia de Satanás para os tratos mundanos. Eu considerava “se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles” como meu modo de sobrevivência. Eu acreditava que, quando notava os problemas ou as deficiências de outra pessoa, bastava mencioná-los com tato, e que eu não deveria expô-los ou dissecá-los, ou então eu a ofenderia, ganharia um inimigo e faria mal a mim mesma. Quando via algo errado com qualquer um dos meus vizinhos, eu nunca dizia nada, com medo de ofendê-los e, como resultado, ser isolada. Depois que passei a crer em Deus, continuei a viver segundo essa perspectiva. Como líder de igreja, quando vi alguma corrupção revelada pelos meus irmãos, eu deveria tê-los ajudado com amor e apontado seus problemas. Essa era a responsabilidade que eu devia cumprir, mas não fiz trabalho real algum. Quando meus irmãos relataram o problema de Zhao Zhen, eu soube muito bem que, se não me comunicasse com ela nem dissecasse seu problema, ajudando-a a se entender e reverter as coisas, ela constrangeria ainda mais irmãos e afetaria o trabalho. No entanto, tive medo de ofendê-la e de que seria difícil me dar bem com ela no futuro, o que dificultaria meu trabalho de liderança. Portanto, apenas mencionei tudo de maneira branda. Como resultado, Zhao Zhen não obteve entendimento do seu caráter arrogante e não mudou em nada. Foi o mesmo com Wang Hong. Eu via claramente que ela vivia em timidez e medo, e não estava participando das reuniões nem desempenhando seu dever, o que atrasou o trabalho. No entanto, pensei que, se eu expusesse e dissecasse seus problemas na primeira vez que nos encontrássemos, ela diria que eu era insensível. O que eu faria se a ofendesse? Portanto, não quis expor nem apontar seus problemas, e até usei um truque: empurrei o problema para que a diaconisa de rega resolvesse. Usei filosofias satânicas para manter meus relacionamentos com as pessoas, e estava me dando bem com todos, mas, na verdade, eu tinha prejudicado meus irmãos e atrasado o trabalho. Se eu pudesse ter praticado a verdade antes e exposto e dissecado os problemas de Zhao Zhen e de Wang Hong, elas teriam se entendido mais cedo, e o dano causado ao trabalho da igreja e à entrada delas na vida poderia ter sido evitado. Eu vi que “se bater nos outros, não lhes bata na cara; se expuser os outros, não exponha as falhas deles” não é uma coisa positiva, mas uma maneira escorregadia e enganosa de conduzir os tratos mundanos. É completamente contrário à verdade. Se eu tivesse continuado a viver segundo filosofias de Satanás, eu teria feito muitas coisas que prejudicariam tanto aos outros quanto a mim mesma, causando interrupção e perturbação no trabalho da igreja e incorrendo no ódio e no nojo de Deus. E, no final, eu teria sido revelada e eliminada.
Mais tarde, li outra passagem das palavras de Deus e vim a entender o que é apontar as deficiências dos outros, e o que é apontar e ajudar adequadamente. Deus Todo-Poderoso diz: “A palavra ‘apontar’ no ditado ‘se você chamar a atenção dos outros, não aponte suas deficiências’ é boa ou ruim? A palavra ‘apontar’ tem o significado de as pessoas serem reveladas ou expostas como tem nas palavras de Deus? (Não tem.) Em Meu entendimento da palavra ‘apontar’ como existe na linguagem humana, ela não significa isso. Ela tem um tanto a natureza de uma forma de exposição maliciosa; significa expor os problemas e deficiências das pessoas, ou algumas coisas e comportamentos que os outros desconhecem, ou alguma intriga, ideia ou opinião que opera nos bastidores. Esse é o significado da palavra ‘apontar’ na frase ‘se você chamar a atenção dos outros, não aponte suas deficiências’. Se duas pessoas se dão bem e são confidentes, sem nenhuma barreira entre si, e elas esperam ser de benefício e assistência para a outra, então seria melhor que se sentassem juntas e falassem com clareza sobre os problemas à mão de forma aberta e sincera. Isso é correto, e não é apontar as deficiências dos outros. Se você descobre os problemas de outra pessoa, mas vê que ela ainda não é capaz de aceitar o fato de você chamar a atenção para isso, simplesmente não diga nada, para evitar briga ou conflito. Se quiser ajudá-la, você pode pedir a opinião dela primeiro e perguntar: ‘Vejo que você está tendo um probleminha, e quero dar-lhe um conselho. Não sei se você pode aceitá-lo. Se puder, eu lhe direi. Se não puder, eu o guardarei para mim por ora e não direi nada’. Se ela disser: ‘Eu confio em você. Não importa o que você diga, será apropriado. Posso aceitá-lo’, isso significa que você recebeu permissão e então pode comunicar-lhe os problemas um após o outro. Não só ela aceitará completamente o que você disser, mas também se beneficiará disso, e vocês dois ainda conseguirão manter um relacionamento normal. Isso não é tratar um ao outro com sinceridade? (É, sim.) Esse é o jeito correto de interagir com os outros; não é apontar as deficiências dos outros” (A Palavra, vol. 6: Sobre a busca da verdade, “O que significa buscar a verdade (8)”). Com as palavras de Deus, entendi que apontar as deficiências de alguém é um ataque malicioso, aproveitando-se deliberadamente das deficiências, dos assuntos particulares e até dos maiores tabus dos outros para expô-los; é envergonhá-los intencionalmente e só lhes causa dano. Na casa de Deus, por outro lado, quando vemos nossos irmãos revelando caracteres corruptos ou agindo de modo contrário aos princípios, nós expomos, dissecamos e apontamos seus problemas de acordo com as palavras de Deus, ajudando-os a entender seu caráter corrupto. Isso é benéfico para sua entrada na vida. Esse tipo de dissecação e exposição não é para expor os defeitos deles, mas sim ajudá-los por amor. Ao lidar com o problema de Zhao Zhen, quando expus e dissequei seu caráter arrogante à luz das palavras de Deus, eu a estava ajudando a refletir sobre seus problemas e conhecê-los, para que ela pudesse mudar, alcançar entrada na vida e cooperar harmoniosamente com os irmãos para desempenhar bem o dever. Isso foi uma coisa benéfica para ela. Além disso, quando me comuniquei com Wang Hong e dissequei seu problema de ser egoísta e se preservar, o objetivo era ajudá-la a ganhar um entendimento da sua natureza essência egoísta e desprezível, para que ela pudesse se arrepender, mudar e desempenhar seu dever. Isso também foi uma ajuda para ela. Esse tipo de exposição e dissecação está de acordo com as verdades princípios e é uma coisa positiva; não é expor os defeitos das pessoas. Para determinar a diferença entre expor os defeitos e orientação e ajuda adequadas, o principal a observar são a intenção e o ponto de partida. Além disso, eu sempre me preocupei que expor e dissecar os problemas dos outros os ofenderia e faria com que me tratassem como inimiga, o que dificultaria meu trabalho de liderança. Portanto, mantive meus relacionamentos com os outros todas as vezes. Na verdade, a casa de Deus é diferente da sociedade. Na casa de Deus, a verdade reina. Para desempenhar bem seu dever, você deve agir de acordo com as verdades princípios, e não é que você só consegue fazer bem o trabalho mantendo bons relacionamentos com os outros. Percebi que minhas ideias eram distorcidas demais e não se conformavam nem um pouco com a verdade.
Continuei a buscar: que tipo de caráter corrupto me levou a não ousar expor os problemas dos outros? Li as palavras de Deus: “Consciência e razão deveriam ser os componentes da humanidade de uma pessoa. Ambas são as coisas mais fundamentais e importantes. Que tipo de pessoa é a que não tem consciência e não tem a razão da humanidade normal? Em termos gerais, ela é uma pessoa que não tem humanidade e uma pessoa de uma humanidade realmente terrível. Mais especificamente, que características são encontradas em tais pessoas? Que manifestações específicas de não ter humanidade elas têm? (Elas são egoístas e baixas.) Pessoas egoístas e baixas são perfunctórias em suas ações e deixam as coisas passarem se elas não as afetarem pessoalmente. Elas não pensam nos interesses da casa de Deus, nem mostram consideração pelas intenções de Deus. Elas não têm um senso de fardo ou de responsabilidade quando se trata de desempenhar seus deveres ou de testemunhar de Deus. […] Esse tipo de pessoa tem consciência e razão? (Não.) Uma pessoa sem consciência e razão sente repreensão própria por agir assim? Ela não sente repreensão própria; a consciência desse tipo de pessoa não serve propósito nenhum. Elas nunca sentiram repreensão de sua consciência, elas podem, então, sentir a repreensão ou disciplina do Espírito Santo? Não, não podem” (A Palavra, vol. 3: Os discursos de Cristo dos últimos dias, “Ao dar o coração a Deus, você pode ganhar a verdade”). Depois de ler as palavras de Deus, senti meu coração perfurado; senti-me culpada e incomodada pelo que tinha feito. Pessoas de consciência e humanidade suportam um fardo em seus deveres e têm senso de responsabilidade, consideram os interesses da igreja todas as vezes, e expõem e dissecam pessoas que fazem coisas que interrompem e perturbam o trabalho da igreja. Em contraste, quem não tem humanidade pensa primeiro em seu medo de ofender as pessoas e ganhar inimigos. Eles apenas protegem os próprios interesses e se comportam como bajuladores, sem proteger de modo algum os interesses da igreja. Quando refleti sobre mim, vi que eu era exatamente o tipo de pessoa egoísta e desprezível, de humanidade baixa, que Deus havia exposto. Eu estava claramente ciente de que meus irmãos estavam sendo constrangidos por Zhao Zhen, e que isso já tinha tido um impacto no trabalho da igreja e na entrada dos irmãos na vida. Além do mais, Wang Hong usou riscos para sua segurança como desculpa para abandonar seus deveres. Como líder de igreja, eu deveria ter me comunicado com elas e dissecado esses problemas assim que possível, para que elas pudessem entender o dano e as consequências de continuar assim, reverter seus estados incorretos a tempo e desempenhar bem seu dever. No entanto, tive medo de que, se as ofendesse, elas ficariam ressentidas e me isolariam, então não me comuniquei com elas. Todas as vezes, protegi meus interesses, e só pensei em manter bons relacionamentos com as pessoas e causar nelas uma boa impressão. Não considerei nem um pouco os interesses da igreja, nem considerei se a vida dos irmãos sofreria uma perda. Fui totalmente egoísta e desprezível e não tive o menor senso de retidão! Não estava, de modo algum, desempenhando meu dever. Estava fazendo o mal e resistindo a Deus! Se não me arrependesse e mudasse, no final eu incorreria no ódio de Deus e seria eliminada. Quando entendi isso, arrependi-me do que tinha feito. Senti-me em dívida com Deus, e senti que tinha decepcionado meus irmãos. Orei a Deus: “Deus, estou disposta a me arrepender e a me tornar uma pessoa de humanidade e senso de retidão. Quero ter consideração por Tuas intenções no futuro e proteger os interesses da igreja”.
Por meio da oração e da busca, encontrei uma senda de prática nas palavras de Deus. Deus Todo-Poderoso diz: “Se você quer estabelecer um relacionamento normal com Deus, seu coração precisa estar voltado para Ele; tendo isso como fundamento, você, então, terá relacionamentos normais com outras pessoas também. Se você não tiver um relacionamento normal com Deus, então não importa o que faça para manter seus relacionamentos com outras pessoas e quanto se empenhe no trabalho ou quanto esforço invista, tudo isso será uma filosofia para os tratos mundanos. Você estará mantendo sua posição entre as pessoas e alcançando seus elogios por meio de perspectivas e filosofias humanas, em vez de estabelecer relacionamentos interpessoais normais de acordo com a palavra de Deus. Se você não se concentrar nos seus relacionamentos com outras pessoas, mas, em vez disso, mantiver um relacionamento normal com Deus, e estiver disposto a entregar o coração a Ele e aprender a se submeter a Ele, então seus relacionamentos com todas as pessoas se tornarão normais também naturalmente. Esses relacionamentos, então, não serão construídos na carne, mas no fundamento do amor de Deus. Você quase não terá interações carnais com outras pessoas, mas haverá comunhão num nível espiritual, bem como amor, conforto e provisão mútuos entre vocês. Tudo isso é feito sobre o fundamento de um desejo de satisfazer a Deus — esses relacionamentos não são mantidos por meio de filosofias para os tratos mundanos, mas são formados naturalmente quando você tem um senso de fardo por Deus. Eles não requerem nenhum esforço humano da sua parte, e você só precisa praticar de acordo com os princípios das palavras de Deus” (A Palavra, vol. 1: A aparição e a obra de Deus, “É muito importante estabelecer um relacionamento normal com Deus”). Com as palavras de Deus, entendi que, nos relacionamentos com nossos irmãos, devemos tratar os outros de acordo com as verdades princípios. Quando descobrimos que nossos irmãos têm algum tipo de caráter corrupto, devemos nos comunicar e ajudá-los com amor, para que possam refletir sobre si mesmos e passar a se entender, e alcançar um pouco de entrada na vida. Não devemos depender de filosofias para os tratos mundanos para manter nossos relacionamentos com os outros. Às vezes, quando os outros não veem seus problemas, temos que expô-los e dissecá-los. Desde que sejam irmãos que buscam a verdade, eles conseguirão tratar isso corretamente e fazer mudanças depois. No entanto, aqueles que não buscam a verdade argumentarão e resistirão quando as coisas forem apontadas e expostas. Isso é uma revelação deles, e, ao mesmo tempo, ajuda-nos a ganhar certo discernimento sobre eles. Mais tarde, notei que a diaconisa de rega não suportava um fardo no dever. Ela enrolava para implementar o trabalho, e até arranjava desculpas, dizia que tinha calibre baixo e não entendia a verdade. Eu quis apontar esses problemas para que ela suportasse um fardo maior no dever, mas então pensei: “Se eu expuser diretamente seus problemas e, assim, ofendê-la, como vamos cooperar no futuro?”. Ao pensar nisso, senti-me um pouco hesitante. Mais tarde, pensei em algumas palavras de Deus que eu tinha lido antes, e percebi que estava novamente tentando manter meus relacionamentos com os outros baseando-me em filosofias satânicas para os tratos mundanos. Mas eu sabia com clareza no coração que, não importa quão bem mantenho meus relacionamentos com os outros, isso não é praticar a verdade, e Deus não aprova isso. Orei a Deus para que me desse a determinação para eu me rebelar contra a carne e praticar a verdade. Mais tarde, apontei o problema da diaconisa de rega de ser perfunctória no dever, e me comuniquei sobre a natureza e as consequências de ser perfunctório. Depois dessa comunhão, ela entendeu o problema, e se dispôs a se rebelar contra sua carne e praticar a verdade. Experienciei que, quando trata as pessoas de acordo com as verdades princípios, você se sente tranquilo. Graças a Deus!