33. Depois das mentiras

Deus Todo-Poderoso diz: “Vocês devem saber que Deus gosta de pessoas honestas. Deus tem a substância da fidelidade, então a Sua palavra é sempre digna de confiança. Além disso, as Suas ações são irrepreensíveis e inquestionáveis. É por isso que Deus gosta daqueles que são absolutamente honestos com Ele. Ser honesto significa entregar seu coração a Deus; jamais traí-Lo em nada; ser aberto com Ele em todas as coisas, nunca esconder a verdade; nunca fazer aquilo que engana seus superiores e que ilude seus subordinados e nunca fazer aquilo que simplesmente pareça impressionar bem a Deus. Resumindo, ser honesto é abster-se da impureza em suas ações e palavras e não enganar nem a Deus nem aos homens” (‘Três admoestações’ em “A Palavra manifesta em carne”). O Senhor Jesus também disse: “Em verdade vos digo que se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18:3). Pelas palavras de Deus, vemos que Ele é fiel, que gosta dos honestos e despreza os enganadores, e que só os honestos podem ser salvos e entrar no reino dos céus. É por isso que Deus exige, vez após vez, que sejamos honestos e resolvamos nossas motivações mentirosas e enganosas. Mas, na vida real, toda vez que algo tinha a ver com minha reputação e status, eu não conseguia deixar de mentir e enganar. Sem o julgamento e a revelação das palavras de Deus, sem Seu castigo e disciplina, eu nunca teria me arrependido de verdade, nem me afastado das mentiras e praticado a verdade como uma pessoa honesta.

Há alguns anos, eu cumpria meu dever como líder da igreja. Um dia, minha líder me chamou para uma reunião de colaboradores. Fiquei muito feliz. Pensei no quanto tinha me esforçado na obra da igreja ultimamente, realizando reuniões, sempre comunicando, e com muitos irmãos e irmãs ativos em seus deveres. Alguns grupos progrediram bastante, então na reunião, eu teria a chance de ser notada. Eu mostraria à líder e aos colaboradores o quanto eu era capaz, que eu era melhor que os outros. Quando cheguei, notei a irmã Liu com um ar preocupado, que me disse com um suspiro: “Como vai sua obra de regar e apoiar os irmãos e irmãs? Estamos com dificuldades. Devo estar deficiente da realidade da verdade. Não consigo resolver vários problemas”. Sorri e disse: “O trabalho de rega está indo muito bem em nossa igreja, muito melhor que antes”. A líder entrou logo depois e começou a perguntar sobre o trabalho de rega nas igrejas. Pensei que seria minha chance de brilhar, então teria que fazer uma boa apresentação. Para minha surpresa, ela não perguntou sobre o sucesso do trabalho de rega, e sim sobre que dificuldades haviam surgido, como foram resolvidas por meio da comunicação da verdade, e que dificuldades não foram resolvidas. Entrei em pânico. Geralmente, eu só organizava o trabalho e não sabia dos detalhes, então não tinha feito nenhuma rega de verdade. Eu não sabia o que fazer. O que dizer quando a líder me perguntasse? Dizendo a verdade, será que ela não pensaria que eu não estava fazendo obras práticas? Tinha acabado de me exibir para a irmã Liu, dizendo que a obra que eu liderava estava indo bem. Se eu não pudesse falar sobre os detalhes, ela diria que me gabei por nada? O que fazer? Fiquei cada vez mais preocupada. Naquele instante, o irmão Zhou falou de alguns problemas que enfrentava na rega na igreja e das corrupções que revelou em seu trabalho. Depois, explicou como procurou a verdade para resolver tudo aquilo. Explicou de um jeito bem prático e detalhado, que nos mostrou uma senda da prática. Senti verdadeira vergonha depois de ouvir a comunicação dele. Sabendo que eu não tinha feito nenhuma obra prática, abaixei a cabeça e senti meu rosto queimar. Então, a líder pediu que eu falasse. Meu coração disparou. O que eu diria? Não tinha detalhes para compartilhar, e só um resumo mostraria que eu não estava realizando obras práticas. O que pensariam de mim se eu dissesse a verdade? Senti que não poderia ser franca. Então, falei: “Minha situação é basicamente igual à do irmão Zhou. Nem preciso repetir”. A líder escutou e não disse nada, então começou a reunião com a leitura das palavras de Deus. Naquela reunião, senti como se tivesse roubado algo de alguém. Eu estava tensa, temendo o dia em que minha líder fosse verificar ou supervisionar meu trabalho, e descobrisse que minha prática não estava como a do irmão Zhou. Ela me removeria do meu dever por não realizar obras práticas, por mentir e enganar. Minha ansiedade aumentava, mas ainda me faltava coragem para contar a verdade. Decidi em silêncio: “Definitivamente, devo trabalhar como o irmão Zhou, para compensar minha desonestidade de hoje”.

Quando voltei à igreja, me encontrei com os diáconos e líderes de group sem demora, dando uma comunicação pessoal e detalhada, e fiz com que começassem imediatamente. Depois, fui de bicicleta à casa da irmã Lyu. Contei em detalhes sobre a senda do irmão Zhou e lhe disse que compartilhasse isso com os irmãos que tinham o dever de regar. Três dias se passaram voando, e eu estava feliz, esperando para colher os frutos de minhas obras. Para minha surpresa, eles disseram que encontraram vários problemas em seu trabalho de rega, alguns dos quais não puderam resolver, e que novos membros haviam sido ludibriados pelas mentiras do PCCh e dos pastores religiosos porque não foram regados a tempo, por isso não ousaram mais vir às reuniões. Minha mente girava. Como aquilo pôde ter acontecido? Voltei correndo à casa da irmã Lyu, que assim que me viu, disse ansiosamente: “E agora? O que faremos sobre esses problemas em nosso trabalho de rega? Eu realmente não sei”. Eu não sabia o que dizer. Eu a havia especialmente instruído por meio de comunhão nos mínimos detalhes, mas ela não tinha entendido. Eu me perguntava qual era o problema deles? Comuniquei claramente, e ainda não entenderam. O que a líder pensaria de mim se meu trabalho não fosse bem? Quanto mais pensava naquilo, mais me sentia frustrada e deprimida. Fiquei me revirando na cama naquela noite, incapaz de dormir, totalmente desprovida de energia. Finalmente, me pus diante de Deus em oração: “Deus, me esforcei muito mais em meu dever ultimamente, mas não realizei nada. Não consigo sentir Tua orientação, e estou vivendo na escuridão. Deus, estou fazendo algo contrário à Tua vontade, incitando Tua repulsa e Teu ódio? Por favor, ilumina-me para que eu entenda meu estado”.

E então, li estas palavras reveladoras de Deus: “Seus objetivos são formulados pensando em Mim? Suas palavras e ações se sustentam na Minha presença? Eu examino todos os seus pensamentos e ideias. Você não se sente culpado? Você coloca uma fachada falsa para os outros verem e calmamente assume um ar hipócrita; isso é feito para você se proteger. Você faz isso para esconder sua maldade e até mesmo procurar maneiras de empurrar essa maldade para outra pessoa. Quanta traição habita o seu coração!” (‘Capítulo 13’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Não aja de uma maneira na presença dos outros e de outra maneira pelas suas costas; Eu vejo claramente tudo que você faz e, embora possa enganar os outros, você não pode enganar a Mim. Eu vejo tudo isso claramente. Não é possível que você esconda nada; tudo repousa em Minhas mãos. Não se ache tão esperto demais para fazer seus pequenos cálculos mesquinhos resultar em sua vantagem. Eu lhe digo: por mais planos que o homem possa incubar, até os milhares e milhões, no fim eles não podem escapar da palma da Minha mão. Todas as coisas e todos os objetos são controlados pelas Minhas mãos, sem fazer caso de uma simples pessoa! Não tente se evadir de Mim nem se esconder, não tente adular nem se ocultar. Você ainda não consegue ver que o Meu semblante glorioso, a Minha ira e o Meu julgamento foram revelados publicamente? Todos que não Me querem sinceramente, Eu os julgarei de imediato e sem misericórdia. Minha piedade chegou ao fim; não resta mais nada. Não sejam mais hipócritas e ponham um fim em seus modos desregrados e incautos” (‘Capítulo 44’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Refleti sobre mim mesma após ler isso. Eu me ocupava realizando reuniões e comunhões com diáconos e líderes de grupo, mas com que propósito? Realmente o fazia pelo bem do trabalho da igreja, pela vida dos meus irmãos? Fazia isso para resolver seus problemas práticos? Então, pensei em como tinha mentido naquela reunião. Quando a líder perguntou sobre o trabalho de rega, eu sabia que não tinha feito nenhuma obra prática, mas os enganei para não parecer tola, para que não percebessem como eu era nem me desprezassem. Voltei correndo para tapar os buracos no meu trabalho, só para que a líder não descobrisse minha mentira. Percebi depois que trabalhei tanto só para manter minha mentira, para encobrir a verdade de que eu não tinha feito nenhuma obra prática e pela minha própria reputação e status. Só tinha usado a senda sobre a qual o irmão Zhou comunicou, em vez de entender de verdade as dificuldades reais dos irmãos e irmãs e resolver suas questões comunicando a verdade. Fui negligente em meu dever, escondendo aquela motivação desprezível. “Como aquilo poderia estar de acordo com a vontade de Deus?” Deus enxerga o que há nas profundezas de nosso coração. Como não estaria enojado de mim, por tentar ludibria-Lo, traí-Lo e enganá-Lo daquele jeito? A escuridão na qual eu havia caído era Deus me castigando e me disciplinando. Perceber isso me deixou com um pouco de medo e pensei em praticar a verdade e me abrir na reunião seguinte. Mas me preocupei ao pensar sobre como havia contado uma mentira daquelas. O que os outros pensariam de mim se eu admitisse? Diriam que eu era ardilosa?

Então, li outra passagem das palavras de Deus: “Quando conta uma mentira, você não perde o prestígio ali e então, mas em seu coração sente que ficou completamente desacreditado e sua consciência o acusará de ser desonesto. No fundo, você se desprezará e se verá com desdém, e pensará: ‘Por que eu vivo de uma forma tão lamentável? É tão difícil assim falar a verdade? Preciso contar essas mentiras só para o bem da minha reputação? Por que a vida é tão cansativa para mim?’. Você não tem de viver uma vida cansativa, mas não escolheu uma senda fácil e de liberdade. Escolheu uma senda de preservar sua reputação e sua vaidade, então, para você, a vida é muito exaustiva… Você não consegue renunciar a coisas como sua reputação e seu prestígio, então pode apenas defendê-los com mentiras. Você acha que consegue usar as mentiras para se agarrar a essas coisas, mas, na verdade, não consegue. As suas inverdades não só não conseguiram manter sua integridade e dignidade, como também, e o mais importante, você perdeu a chance de praticar a verdade. Mesmo se tiver defendido sua reputação e seu prestígio, você perdeu a verdade; perdeu a oportunidade de pô-la em prática, bem como a chance de ser uma pessoa honesta. Essa é a maior das perdas” (Registros das falas de Cristo). Cada palavra de Deus foi direto para o meu coração. Mantive minha reputação após mentir, mas não senti um pingo de felicidade. Em vez disso, fiquei apreensiva, me sentindo horrível pelo que tinha feito. Às vezes, não queria olhar nos olhos das pessoas enquanto falava, com medo que enxergassem minha farsa e não confiassem mais em mim. Até tentei de tudo para encobrir minha mentira, para torná-la plausível. Era um modo difícil e cansativo de se viver, e eu não conseguia encontrar um alívio. Eu tinha mentido, enganado, e vivia de modo desprezível e indigno. Sem querer mais me encobrir, orei a Deus para me confessar e me arrepender e decidi que renunciaria à carne e me abriria na próxima vez que visse os irmãos e irmãs.

A líder veio participar de uma reunião conosco dias depois e senti que era Deus me dando uma chance de praticar a verdade. Orei a Ele: “Deus, estou disposta a revelar minha mentira e enganação. Por favor, dá-me determinação para praticar a verdade”. Quando cheguei, soube que ela veio escolher uma de nós, líderes da igreja, como colega de trabalho. Uma luta interna cresceu dentro de mim. Dos líderes da igreja, meu calibre e realizações eram melhores que dos outros, então talvez já me viram como uma candidata adequada. Mas se eu dissesse a verdade e revelasse minha mentira, pensariam mal de mim? Achariam que fui ardilosa demais e não me escolheriam? Como eu poderia dar as caras outra vez se outra pessoa fosse escolhida? Achei que era melhor não falar nada. Ainda perdida em meus pensamentos, a líder me pediu para contar como eu estava ultimamente. Tropeçando em minhas palavras, eu disfarcei: “Estou em ótimo estado. Ao enfrentar dificuldades, oro a Deus e procuro a verdade para resolvê-las…” Após dizer aquilo, senti que tinha feito algo vergonhoso e fui tomada pela ansiedade. Comecei a suar. Vendo que eu não parava de enxugar o suor, a líder me deu uma xícara de água morna e perguntou, gentilmente, se eu estava gripada. Eu disse: “Não sei por que, mas me sinto ansiosa e não paro de suar”. De fato, eu sabia muito bem que era por ter mentido de novo e não ter praticado a verdade. Orei silenciosamente a Deus: “Deus, minto repetidamente, recusando-me com teimosia a praticar a verdade. Sou tão inflexível, tão rebelde. Por favor, guia-me para que eu possa praticar a verdade e ser honesta”.

Então, a irmã Liu sugeriu que cantássemos um hino das palavras de Deus. “Ser honesto significa entregar seu coração a Deus; jamais traí-Lo em nada; ser aberto com Ele em todas as coisas, nunca esconder a verdade; nunca fazer aquilo que engana seus superiores e que ilude seus subordinados e nunca fazer aquilo que simplesmente pareça impressionar bem a Deus. Resumindo, ser honesto é abster-se da impureza em suas ações e palavras e não enganar nem a Deus nem aos homens… Se suas palavras forem infestadas de desculpas e justificativas sem valor, então digo que você é extremamente reticente para colocar a verdade em prática. Se você tiver muitas confidências as quais relute em compartilhar e se estiver muito indisposto a desnudar seus segredosou seja, suas dificuldadesdiante dos outros de forma a buscar o caminho da luz, então digo que você é alguém que não receberá a salvação facilmente e que não emergirá facilmente das trevas. Se buscar o caminho da verdade o agrada, então você é alguém que habita sempre na luz” (‘Deus abençoa quem é honesto’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Enquanto cantava o hino, senti angústia e vergonha. Tinha orado antes da reunião pois queria me abrir sobre como eu havia mentido e enganado, mas quando descobri que a líder estava escolhendo alguém para trabalhar com ela, não quis revelar nada. Temi que a líder e os colaboradores, sabendo que não realizei obras práticas e que até tinha mentido, dissessem que eu era ardilosa e não me escolheriam para o cargo. E então, eu perderia minha chance de ser líder. Estava sendo tão enganosa! Deus vê todas as coisas. Posso até enganar os outros, mas Deus? E estas palavras me impactaram: “Se você tiver muitas confidências as quais relute em compartilhar e se estiver muito indisposto a desnudar seus segredosou seja, suas dificuldadesdiante dos outros de forma a buscar o caminho da luz, então digo que você é alguém que não receberá a salvação facilmente e que não emergirá facilmente das trevas” Fiquei ainda mais incomodada. Eu não estava sendo alguém com muitos segredos, relutante em compartilhá-los, justo como Deus disse? Eu estava bem ciente de que não conhecia as especificidades do trabalho de rega, mas, quando a líder me perguntou, fui evasiva, menti conscientemente, e quando voltei à igreja, não me abri com os outros para revelar minha corrupção e as falhas em minha obra. Mas não, tentei encobrir minhas mentiras e mantê-las enquanto aparentava cumprir meu dever. Como aquilo era cumprir meu dever? Foi tudo para proteger meu nome e status. Estava tentando enganar a Deus e iludir as pessoas. E, mais uma vez, para ganhar aquele novo cargo, descaradamente desisti de minha promessa, enganando a Deus e aos homens. Eu estava mentindo e enganando repetidamente! Então, estas palavras de Deus me ocorreram: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno” (Mateus 5:37). “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira” (João 8:44). Eu sabia muito bem que Deus gosta dos honestos, mas tinha mentido e acobertado minhas mentiras vez após vez, tentando enganar a Deus e meus irmãos e irmãs. Em que eu era diferente de Satanás? Eu tinha ao menos uma gota de humanidade normal? Se não me arrependesse e mudasse, eu sabia que estaria destinada ao mesmo fim que Satanás. Aquele pensamento me apavorou, então orei a Deus e reuni coragem para despedaçar minha própria reputação. Revelei em detalhes como andei mentindo e encobrindo, minhas motivações desprezíveis e ardilosas, sem deixar nada de fora. Depois de ser totalmente honesta, senti como se um peso enorme tivesse sido tirado de mim e me senti muito mais relaxada. Me senti livre e em paz em meu coração.

Não fui menosprezada, e a líder até leu uma passagem das palavras de Deus para mim: “Quando as pessoas recorrem ao engano, que intenções resultam disso? Que tipo de caráter elas revelam? Por que são capazes de expressar esse tipo de caráter? Qual é a raiz disso? É que as pessoas veem os interesses próprios como sendo mais importantes que todo o resto. Elas recorrem ao engano para se beneficiar e assim o caráter enganoso delas é revelado. Como esse problema deveria ser resolvido? Primeiro, você precisa abrir mão dos interesses próprios. Conseguir que as pessoas abram mão de seus interesses é a coisa mais difícil de fazer. A maioria não busca nada além de lucro; os interesses das pessoas são a sua vida, e fazê-las desistir dessas coisas equivale a obrigá-las a desistir da vida. Então, o que você deveria fazer? Precisa aprender a renunciar, a abandonar, a sofrer e a suportar a dor de desistir dos interesses que ama. Tendo suportado essa dor e abandonado alguns de seus interesses, você se sentirá um pouco aliviado e um tanto liberado e, dessa forma, dominará a carne. No entanto, se você se agarrar a seus interesses e não desistir deles, dizendo: ‘Fui enganado, mas e daí? Deus não me puniu, então o que as pessoas podem fazer comigo? Não vou abrir mão de nada!’, quando você não abre mão de nada, ninguém mais sofre perda alguma, é você mesmo que acaba perdendo. Quando reconhece o próprio caráter corrupto, essa, de fato, é uma oportunidade de você entrar, progredir e mudar; é uma chance de se apresentar diante de Deus e aceitar Seu escrutínio e Seu julgamento e castigo. Além disso, é uma oportunidade para você alcançar a salvação. Se você desistir de buscar a verdade, isso então equivale a desistir de uma oportunidade de alcançar a salvação e de aceitar o julgamento e castigo. [...] Se optarem por praticar a verdade, então, mesmo se tiverem perdido os interesses próprios, as pessoas estão ganhando a salvação de Deus e a vida eterna. Essas pessoas são as mais inteligentes. Se se beneficiam à custa da verdade, então o que as pessoas perdem é a vida e a salvação de Deus; essas são as mais estúpidas. Em relação ao que a pessoa escolherá no fiminteresses próprios ou a verdadeessa é uma questão que revela uma pessoa mais que qualquer outra. Aqueles que amam a verdade escolherão a verdade; escolherão submeter-se a Deus e segui-Lo. Preferem abandonar os interesses próprios. Não importa o quanto tenham de sofrer, eles estão determinados a dar testemunho para satisfazer a Deus. Essa é a rota fundamental de praticar a verdade e entrar na realidade da verdade” (Registros das falas de Cristo). Ouvir essas palavras iluminaram meu coração. Refleti sobre como menti e enganei repetidas vezes, só por me importar tanto com reputação e posição e por ter uma natureza enganosa. Fui educada e doutrinada por Satanás desde pequena, e havia absorvido muitos de seus venenos, como “Cada um por si e o demônio pega quem fica por último”, “Assim como uma árvore vive com sua casca, o homem vive com a sua face”, “Uma mentira se tornará verdade se for repetida dez mil vezes”, “O homem não consegue nada sem contar mentiras”, “Pense antes de falar e então fale com reservas” e por aí vai. Essas filosofias satânicas tinham se tornado minhas leis para sobreviver. Vivi segundo essas leis, tornando-me mais egoísta, enganadora e falsa. Eu sempre pensava só em meus próprios interesses e não conseguia deixar de mentir e enganar para alcançá-los. Embora me sentisse culpada, repreendesse a mim mesma após mentir e quisesse me arrepender diante de Deus e me abrir com os outros, com medo de ser humilhada e que rissem de mim, continuei acobertando a mim mesma e exibindo uma imagem enganosa. Não me dispus a me abrir e revelar meus motivos ardilosos e meu comportamento traiçoeiro. Em especial, eu não tinha a coragem de tirar a máscara e ser honesta, achando que no momento que eu contasse a verdade as pessoas veriam como eu realmente era e não me teriam mais em alta estima. Preferi lutar na escuridão e sofrer a praticar a verdade e ser honesta. Vi o quanto estava profundamente corrompida por Satanás! Se Deus não me expusesse daquela forma, sem o julgamento e a revelação de Suas palavras, eu nunca teria visto o quanto minha natureza era ardilosa, e não teria sido motivada a praticar a verdade e revelar meu eu verdadeiro. Percebi então, que o julgamento e castigo de Deus eram Ele me protegendo e me salvando, e senti o quanto é importante buscar a verdade e praticar ser honesta.

Desde então, decidi praticar o hábito de contar a verdade e ser honesta. Após um tempo, notei que uma líder que se juntou às nossas reuniões era arrogante e hipócrita às vezes e não aceitava as sugestões dos outros facilmente. Quis mencionar isso a ela algumas vezes, mas pensei: “Tudo bem se ela aceitar o que eu disser, mas, se não, o que ela vai pensar de mim?” Decidi esperar para ver. Um dia, ela me perguntou: “Irmã, já nos conhecemos há algum tempo. Se vir algum problema em mim, por favor, me avise. Me ajudaria muito”. Olhei para ela e estava quase dizendo: “Não notei nada. Você é ótima”. Mas percebi que aquilo seria enganoso, então orei a Deus e me dispus a aceitar Seu escrutínio. Não podia continuar mentindo e enganando, provocando a repulsa de Deus. Então, me abri com ela e falei de seu problema. Ela escutou, assentiu rapidamente e disse: “Graças a Deus! Eu nunca teria notado isso se você não me dissesse. Preciso realmente refletir sobre mim e entender isso”. Fiquei tão feliz quando vi que ela aceitou o que eu disse. Tive uma sensação incrível de paz e libertação, e experimentei como é maravilhoso praticar a verdade e ser honesta!

Anterior: 32. Adeus, meu sonho de ser uma estrela

Próximo: 34. Essa minha provação

Quando o desastre vem, como nós cristãos devemos lidar com ele? Convidamos você a participar da nossa reunião online, onde podemos explorar juntos e encontrar o caminho.
Contate-nos
Entre em contato conosco pelo Whatsapp

Conteúdo relacionado

46. A proteção de Deus

Deus Todo-Poderoso diz: “As pessoas não podem mudar o próprio caráter; elas devem submeter-se ao julgamento e castigo, e ao sofrimento e...

Configurações

  • Texto
  • Temas

Cores sólidas

Temas

Fonte

Tamanho da fonte

Espaçamento entre linhas

Espaçamento entre linhas

Largura da página

Sumário

Busca

  • Pesquise neste texto
  • Pesquise neste livro