Como buscar a verdade (4) Parte dois

Exemplo 3: Parecer taciturno

Algumas pessoas são naturalmente caladas; desde pequenas, não gostam de falar muito. Quando interagem com outras pessoas, falam em termos simples e não profusos e, quando muitas coisas as acometem, não têm muitos pensamentos nem muita linguagem para expressá-los. Mesmo que se expressem, elas o fazem de forma muito simples. Que tipo de problema é esse? (Esse é um problema relacionado à sua personalidade.) Esse é um problema com sua personalidade, que faz parte de suas condições inatas. Sua personalidade é naturalmente taciturna. Usam uma linguagem simples, não têm pensamentos muito complexos e relutam em falar quando interagem com os outros. Quando a verdade é comunicada durante as reuniões, elas apenas ouvem os outros falarem e já é muito bom quando conseguem dar uma resposta simples depois que os outros terminam de falar. Se você lhes perguntar: “Qual é o seu entendimento sobre isso?”, elas dirão: “Meu entendimento é semelhante ao seu”. Se você pedir que sejam específicas, dirão: “Penso o mesmo que você” e não terão mais nada a dizer. Essa é a personalidade delas; se você pedir que digam mais, elas não terão nada a dizer. Isso faz parte de suas condições inatas. Existe outro tipo de pessoa que, embora pareça não ter muito a dizer e, muitas vezes, seja taciturno por fora, gosta de perguntar sobre fofocas em particular, dizendo coisas como: “O irmão Fulano de Tal ou a irmã Sicrana de Tal é de que região pastoral? Soube que ele acredita em Deus há oito anos — alguma vez já foi líder? Quantos anos tem? É verdade que se divorciou e tem um filho?”. Que tipo de manifestação é essa? Por fora, ele não fala muito e não gosta de falar em ambientes públicos. Sua linguagem não é muito rica e lhe faltam palavras para se comunicar normalmente com os outros. Entretanto, em outros aspectos, ele tem muito a dizer e sempre gosta de fazer perguntas sobre os outros, dizendo coisas como: “Aquela pessoa fez cirurgia de pálpebra dupla? Sua pele é tão clara — ela costuma ir a salões de beleza?”, ou: “Vejo que Fulano de Tal sempre usa o computador mais moderno e todas as suas roupas são de marcas famosas e bastante caras. Sua família é abastada? A família faz que tipo de negócio? Seu pai é um funcionário público?”. Que problemas envolvem essas manifestações? (Envolvem problemas com sua humanidade.) Gostar de perguntar sobre fofocas, reunir informações sobre assuntos pessoais triviais e gostar de conversar sobre os assuntos de outras pessoas — essas são manifestações relacionadas à humanidade da pessoa. Essas manifestações são boas? (Não.) Em que sentido não são boas? Que problemas de humanidade elas envolvem? Ele não prejudicou nem atormentou ninguém, nem prejudicou os interesses dos outros, por que, então, essas manifestações são consideradas ruins? (Esse tipo de pessoa sempre quer saber sobre os assuntos dos outros, sempre bisbilhota os negócios dos outros pelas costas. Há um problema com a razão de sua humanidade.) Isso está relacionado à razão de sua humanidade. Se ele perguntasse de forma franca e direta, por exemplo, “Irmão Fulano de Tal, quantos anos você tem?”, isso seria uma manifestação normal de humanidade? (Sim.) Perguntar desse jeito não é aberto e às claras? Não é apropriado? (Sim.) Então, por que algumas pessoas não fazem perguntas ou dizem coisas diretamente aos envolvidos? Por que recorrem a manobras obscuras pelas costas dos outros? Se é possível que alguém pergunte sobre um tópico ou o discuta pessoalmente, isso deveria ser feito abertamente. Por que sussurrar segredos pelas costas dos outros? Isso não envolve certa atitude e um método de se conduzir e lidar com as coisas? Essa atitude e esse método são bons? (Não.) Por que essa atitude e esse método não são considerados bons? Essas pessoas que gostam de investigar as coisas secretamente gostam de vasculhar a privacidade alheia e escrutinar as pessoas pelas costas? (Sim.) Por que gostam de escrutinar as pessoas pelas costas? Se têm perguntas, por que não as fazem diretamente? Há alguma dificuldade em perguntar cara a cara? Elas acham que não é fácil nem possível perguntar diretamente, por isso investigam pelas costas dos outros. Não é por isso que agem dessa forma? (Sim.) Na verdade, algumas coisas podem ser perguntadas diretamente, como, por exemplo, perguntar a alguém: “Há quantos anos você crê em Deus? Você frequentou a faculdade? Qual é seu nível de escolaridade? Quantos anos você tem?”. Todas essas perguntas podem ser feitas cara a cara. Se algumas pessoas não estiverem dispostas a contar-lhe, não pergunte, tampouco investigue pelas costas delas. Se você acha que elas estariam dispostas a compartilhar certas coisas com você, ou se vocês se conhecem e elas confiam em você o suficiente para conversar, então você pode perguntar-lhes diretamente. Por que insistir em circular por aí para investigar pelas costas? Isso é realmente necessário? Isso não parece bastante baixo? Essas pessoas não ousam perguntar diretamente porque temem que a outra pessoa não lhes conte. No entanto, elas querem muito saber e descobrir essas coisas. Se não descobrirem, elas se sentirão desconfortáveis, mas assim que obtiverem a informação, sentir-se-ão à vontade, como se tivessem obtido um tesouro precioso. Que tipo de pessoas são essas? Ter prazer em investigar e captar informações pessoais ou assuntos particulares dos outros — essas pessoas são propensas a fofocar e a julgar os outros, não são? (Sim.) Se você acredita que a outra pessoa estaria disposta a responder às suas perguntas, você pode perguntar a ela e descobrir essas coisas diretamente. Se a outra pessoa achar que algumas de suas perguntas são excessivas e passam dos limites do que você deveria perguntar e se recusar a respondê-las, tudo bem. Se ela não quiser responder ou não quiser que você saiba de certas coisas, também não faça perguntas pelas costas dela. Se você insistir em descobrir informações ou assuntos particulares de outra pessoa, por um lado, ela começará a olhar para você com desconfiança: “Por que você quer saber essas coisas? Por que está tentando descobrir algo sobre mim pelas minhas costas? Está querendo controlar-me, atormentar-me ou trair-me?”. Esse é um aspecto. Por outro lado, qual é a necessidade de você saber sobre os outros? Que direito você tem de saber coisas sobre eles? Você quer coletar informações sobre todos? Você tem de saber tudo — é especializado em reunir informações? Esse é seu trabalho? A casa de Deus não deu a ninguém essa comissão. Se sempre tenta se informar sobre os assuntos particulares dos outros, investigando coisas que não querem que você saiba, isso faz com que eles o achem muito irritante. Como é a humanidade de alguém que os outros acham irritante? No mínimo, essa pessoa é descarada. Como os não crentes chamam uma pessoa desse tipo? De canalha audaciosa. Sua humanidade é baixa, falta-lhe dignidade e ela quer investigar tudo, conduzindo-se de forma imprópria. Não é assim que ela é? (Sim.) A humanidade desse tipo de pessoa é boa ou ruim? (Sua humanidade é ruim.) No mínimo, sua humanidade não é boa. Essa é uma manifestação dentro da categoria de não ter humanidade boa — comportar-se de forma inadequada e sempre fazer manobras obscuras. Por fora, ele parece ser educado, respeitoso e cortês com você, aparentando ser bem-educado e correto na maneira como se conduz. No entanto, pelas costas, ele faz manobras obscuras, faz perguntas sobre sua idade, seu contexto familiar e outros aspectos seus, sem discutir abertamente ou perguntar diretamente. Quando interage e conversa com outras pessoas, ele não é franco nem direto; em vez disso, sempre faz manobras obscuras pelas costas das pessoas, fazendo coisas que não suportam a luz do dia. Ele reflete constantemente sobre os assuntos particulares dos outros e sobre o que exatamente os outros estão pensando, sempre se preocupa com esses assuntos. A humanidade desse tipo de pessoa não é boa e, qualquer que seja o grupo, ninguém gosta de gente assim. Não é que as pessoas não queiram que você saiba coisas pessoais ou que estejam escondendo algo de você; é que sua humanidade e seu método de se conduzir e de lidar com as coisas fazem com que os outros não gostem de você. A razão pela qual as pessoas não gostam de você é que seu método de se conduzir e de lidar com as coisas é um tanto esquálido; as táticas que você usa são baixas e sórdidas, em vez de apropriadas e às claras. Algumas pessoas parecem não ter problemas ao interagir com os outros cara a cara, mas, pelas costas, sempre fazem as coisas de forma furtiva. Quando os outros se afastam, elas abrem rapidamente o computador deles para ver com quem estão conversando, sobre o que falaram, o que escreveram em seu diário e quais são as percepções que têm. Às vezes, quando alguém tem uma senha em seu computador, elas tentam convencê-lo a revelá-la, dizendo: “Você mudou a senha do seu computador? Acabei de mudar a minha para 1234567, talvez você deva mudar a sua também”. Qual é o propósito de dizer isso? “Estou lhe revelando minha senha — você também deveria me dizer a sua, para que eu possa ter a chance de verificar seu computador.” Algumas pessoas até ousam vasculhar as bolsas e os pertences dos outros quando não estão por perto. Por exemplo, se virem alguém usando novos fones de ouvido e quiserem saber como é a qualidade do som, podem se atrever a pegar os fones e ouvir quando a pessoa não estiver por perto. Se pedir abertamente os fones de ouvido dessa pessoa e ela concordar, você poderá experimentá-los legitimamente. Se ela não concordar, você não deve experimentá-los. Essa não é a maneira correta de lidar com isso? Independentemente de os outros concordarem ou não, você deveria lidar com as coisas abertamente na frente deles, não pelas costas. Esse tipo de pessoa simplesmente não consegue fazer isso — ele sempre faz manobras obscuras. Até que ponto? Assim que você se afasta, ele imediatamente mexe em suas coisas, verificando o que você escreveu nas anotações de seus devocionais espirituais e copiando-as rapidamente, com medo de perder alguma coisa. Por fora, ele parece ansiar pela verdade, mas suas ações nos bastidores são sórdidas. Quando vê que você comprou um computador novo, fica com inveja. Por fora, diz que o novo computador é ótimo e rápido, mas, por dentro, pensa: “Rápido? Tomara que quebre algum dia!”. Um dia, você menciona que o novo computador não está funcionando bem e está lento, e secretamente ele fica feliz: “Você bem que merece por usar um computador novo! Eu nem cheguei a usar um, então é melhor que você também não use!”. Sua mente está cheia de pensamentos baixos e sórdidos que não suportam a luz do dia. Algumas pessoas veem que alguém tem uma roupa bonita e querem experimentá-la também. Mas, em vez de pedir diretamente, elas apenas têm de esperar por uma oportunidade para vesti-la secretamente quando a pessoa não estiver por perto. Elas se olham no espelho, achando que a roupa fica ótima nelas, mas assim que ouvem os passos da pessoa voltando, elas rapidamente tiram a roupa e a colocam de volta no lugar. Embora as manobras obscuras desse tipo de pessoa e suas maneiras de lidar com as coisas possam não envolver um caráter corrupto nem ser tão sérias quanto um caráter corrupto, sua atitude em relação a se conduzir e lidar com as coisas e a maneira como tratam as pessoas são bastante repulsivas e detestáveis, e isso afeta a vida normal dos outros em algum nível. Portanto, pode-se dizer que esse tipo de pessoa tem sérios problemas com sua humanidade. Quão sérios são? Ele é impróprio em como se conduz, faz muitas manobras obscuras nos bastidores e sua maneira de lidar com os problemas é esquálida e sórdida. Ele sempre é sigiloso; nunca faz as coisas abertamente e sempre as faz pelas costas das pessoas. Quando os outros não estão por perto, não estão prestando atenção ou quando ninguém pode ver ou descobrir o que estão fazendo, eles fazem as coisas furtivamente. A humanidade desse tipo de pessoa não é boa. Ele sempre vive em cantos escuros, envolto em uma atmosfera de escuridão, incapaz de encarar a luz ou outras pessoas. Sua humanidade é baixa e sórdida. Essas manifestações de sua humanidade baixa são instintivas? (Não.) Ele sente vergonha de fazer as coisas na frente dos outros; prefere fazê-las pelas costas e, quando age pelas costas dos outros, não demonstra nenhum tipo de restrição. Isso tem algo a ver com sua personalidade? (Não.) Se você dissesse que essas manobras obscuras ou o que ele revela e vive em sua humanidade estão relacionados a certo aspecto dos caracteres corruptos, isso não seria acurado. No entanto, suas manobras obscuras são constantes. Por fora, parece que ele não cometeu nenhum erro grave e, quando a igreja lhe atribui um dever, na maioria das vezes, ele se dedica de coração e é obediente; ele até parece bastante bem-comportado por fora. Mas, nos bastidores, a história é outra — igual a um rato, assim que ninguém o observa, ele começa a fazer manobras obscuras e a aprontar. Essas pessoas não são exatamente iguais a ratos? Pense bem — se essa é a humanidade delas e a maneira como interagem com os outros e lidam com as coisas, se a índole moral de sua humanidade é desse tipo e elas têm esse tipo de humanidade essência, como é que elas tratam Deus e a verdade? Elas tratam Deus e a verdade da mesma forma que tratam as pessoas? (Sim.) Elas também fazem manobras obscuras nos bastidores, não é? Tentam todas as formas possíveis para evitar a supervisão de líderes e obreiros, agem de uma forma na frente deles e de outra pelas costas. Não aceitam o escrutínio de Deus, tampouco aceitam a verdade no fundo do coração. Não importa o que as palavras de Deus digam, elas as abordam à sua maneira, fazendo algumas manobras obscuras e algumas coisas para se exibir, de modo que, por fora, ninguém possa ver nenhum problema ou irregularidade. Por fora, parecem não fazer nada de errado e parecem estar praticando a verdade, mas, nos bastidores, já fizeram suas manobras obscuras, e os erros já foram cometidos em segredo, sem que ninguém soubesse. Elas não acreditam no escrutínio de Deus nem o aceitam e, portanto, não aceitam a verdade. O que isso envolve? Envolve caracteres corruptos. Quando tratam a Deus, a verdade e o dever que têm com esse tipo de humanidade e essa maneira de interagir com os outros e lidar com as coisas, as manifestações específicas da humanidade que revelam envolvem caracteres corruptos. O que esses caracteres corruptos incluem? No mínimo, incluem enganação. Se suas ações são ainda mais secretas e enganosas, o que isso envolve? (Isso passa a ser perversidade.) Envolve a enganação e a perversidade em seus caracteres corruptos. Além disso, no fundo do coração, elas sempre abrigam dúvidas sobre a verdade e sobre o escrutínio de Deus. Isso está profundamente arraigado nelas. Elas pensam: “Ninguém sabe o que faço nos bastidores. Não vi a Deus em lugar nenhum, então Ele certamente também não sabe — só eu”. Isso também não envolve um caráter corrupto? A que aspecto dos caracteres corruptos isso se refere? (À intransigência?) Elas realmente têm um caráter intransigente dentro delas. Então, a essência desses pensamentos é uma aversão à verdade? (Sim.) Sua atitude em relação à verdade é de resistência e oposição. Além de serem intransigentes, elas são particularmente avessas à verdade, o que torna isso um problema sério. Uma vez que envolve um caráter corrupto, é mais sério do que apenas uma humanidade ruim. Envolve rebeldia contra Deus, oposição a Ele e a essência de ir contra a verdade. Envolve a atitude de uma pessoa em relação a Deus e à verdade. Uma vez que envolve um caráter corrupto, envolve as verdades princípios e a necessidade de resolver caracteres corruptos com a verdade.

Exemplo 4: Importar-se com a aparência externa

Algumas pessoas são naturalmente altas e têm uma figura graciosa e, além disso, têm traços bem proporcionais, claros e refinados que os outros acham agradáveis. Não importa a roupa que vistam, os outros as admiram, dizendo: “Essa pessoa realmente parece um anúncio ambulante de revista — tão atraente, tão bela, tão deslumbrante!”. Isso se enquadra em suas condições inatas, em sua humanidade ou em seus caracteres corruptos? (Essa é sua aparência natural.) Ela nasceu com boa aparência. Por ser naturalmente atraente e ter uma boa figura, desde pequena, os mais velhos a elogiavam, os colegas a invejavam e seus pais a mimavam. Todos os dias, seus pais a arrumavam e, antes de completar três ou cinco anos, um dia a vestiam como uma menininha e, no dia seguinte, como um garotinho. Em suma, ela era amada como um brinquedinho querido. À medida que cresce, passa a gostar particularmente de ter uma aparência boa. Criada em um ambiente moderno e privilegiado, desenvolve o hábito de se arrumar. Especialmente depois de ganhar acesso a vários insights sobre moda, começa a gostar de combinar cores, cortes e estilos; veste-se com muito bom gosto, exalando uma postura refinada. Até uma simples camiseta e uma calça jeans ficam diferentes nela e, quando combinados com um par de sapatos de cores harmoniosas, seu estilo se torna ainda mais impressionante — é absolutamente deslumbrante e incrivelmente bonita. Só o fato de vê-la já é um deleite para os olhos. Sempre que aparece em locais públicos ou na rua, com certeza chama a atenção de muita gente. Como nasceu com boa aparência, tem essa condição inata e sabe se vestir bem, exalando uma postura particularmente refinada, não importa como se arrume, pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto gostam particularmente de interagir e de se relacionar com ela. As pessoas ficam ansiosas para se sentar perto dela, conversar e interagir com ela de perto, para que sua beleza lhes proporcione prazer. Isso é culpa dela? (Não.) Devido à sua condição inata favorável, as pessoas são sempre tolerantes com quaisquer problemas, falhas ou defeitos que ela possa ter. Assim, não importa para onde vá, tal pessoa é particularmente bem recebida e popular. Mesmo que diga algo desagradável, os outros ainda assim se agradam ao ouvi-la. Quando seu temperamento se exalta ou quando ela fica de má vontade, as pessoas não se importam nem se ofendem — até percebem isso como uma recompensa. À medida que essas experiências se acumulam, sua condição inata lhe dá um senso de superioridade. Ela começa a pensar: “Ter beleza, ter uma postura refinada e me vestir bem me permitem ser popular aonde quer que eu vá — isso é fantástico! Esta sociedade, esta humanidade, realmente valoriza isso. Parece que essa condição inata que meus pais me deram é meu capital. Encontrar um emprego é mais fácil e, durante as provas, se eu quiser copiar o trabalho de alguém, tudo que preciso fazer é dar-lhe uma piscada, e a pessoa me mostrará as respostas”. Muitas pessoas do sexo oposto a perseguem e, entre as do mesmo sexo, também há muitas que a tratam bem e elogiam constantemente sua beleza e boa aparência. Com o tempo, isso faz com que ela aproveite cada vez mais essa vantagem. Essa vantagem lhe traz muitas conveniências, muitos benefícios e muito tratamento preferencial, permitindo que desfrute de muitas coisas. Portanto, nesse tipo de ambiente, essa pessoa desenvolve certas exigências para si mesma. Ela não sai de casa sem se maquiar e, se tiver uma única espinha, não ousa mostrar-se. É cautelosa com sua dieta, evita alimentos picantes e molho de soja, fica preocupada e se pergunta: “Quando essa espinha vai sumir? Não posso espremê-la — temo que isso deixe uma cicatriz. Mas se eu não a espremer, será que os membros do sexo oposto, que antes me admiravam, vão vê-la e pensarão que não sou mais atraente, que não sou mais a pessoa dos sonhos deles? Eles começariam a me ignorar? O que devo fazer? Acho que terei de esperar até que a espinha desapareça para eu sair. De forma alguma posso permitir que as pessoas me vejam assim; isso arruinaria a imagem perfeita que tenho em sua mente”. Algumas pessoas precisam combinar perfeitamente as cores, os cortes e os estilos de suas roupas. Antes de sair, precisam se olhar no espelho de todos os ângulos, e algumas até tiram selfies para se certificar de que estão perfeitas à luz do sol ou sob uma iluminação artificial, certificando-se de que aspectos como a pele, a compleição, o penteado, as roupas e a postura sejam agradáveis aos olhos dos outros e atraiam sua simpatia, e só então se sentem prontas para sair. Mesmo depois de começarem a desempenhar um dever, elas continuam mantendo esse estilo de vida. Se, devido a circunstâncias especiais, não tiverem tomado banho naquele dia e alguém do sexo oposto se aproxima, elas rapidamente o evitam. Acham que, se não tomaram banho, não estão aptas a serem vistas. Como são muito exigentes em relação à sua aparência e à sua postura, isso afeta sua vida diária. Se vão a algum lugar onde não podem tomar banho, sentem-se angustiadas e sofrem muito, e não conseguem comer nem dormir bem. Elas pensam: “O que vou fazer se não puder tomar banho? Nunca fiquei mais de três dias sem tomar banho. Se eu começar a cheirar mal, as pessoas vão me desprezar? Minha imagem deixará de ser perfeita? Não serei mais a pessoa dos sonhos dos outros? O que devo fazer?”. Se estiverem em um lugar com condições de vida precárias e refeições que não sejam suficientemente nutritivas ou equilibradas, elas começam a se preocupar: “Isso afetará minha pele? Minha pele ficará áspera ou envelhecerá? Ficarei com rugas? Não posso ficar neste lugar — preciso sair daqui!”. O senso de superioridade causado por sua condição inata torna sua vida especialmente complicada, fazendo com que vivam de forma particularmente exaustiva e restringida. Elas se preocupam extremamente com a opinião dos outros a seu respeito, principalmente com a forma como os outros avaliam seus trajes, sua postura, e seu porte, preocupando-se tanto com a forma como os outros as percebem — a tal ponto que isso chega a que nível? A ponto de isso afetar sua vida, seu trabalho e seu desempenho do dever normais. O senso de superioridade que vem de sua aparência as tornou muito superficiais, muito preocupadas com sua aparência e muito preocupadas com a forma como os outros as percebem. Que tipo de problema é esse? Todas essas manifestações são uma atitude correta para lidar com as questões da vida diária? (Não.) Essas são opiniões distorcidas que elas desenvolveram ao longo da vida diária? (Sim.) Então, essas manifestações estão relacionadas a quê? (Estão relacionadas à sua humanidade.) Isso diz respeito a qual aspecto de sua humanidade? Qual é o problema com sua conduta? É a superficialidade? (Sim.) A superficialidade é um problema em sua humanidade. Que mais? A vaidade, a preocupação com como os outros as percebem, o desejo de ser a pessoa mais perfeita aos olhos dos outros e uma fragilidade específica e uma incapacidade de suportar a adversidade. Além disso, há também o egoísmo. Para manter sua imagem, fazem com que todos esperem por elas e as sirvam, enquanto se recusam a suportar até mesmo a menor adversidade. O senso de superioridade causado por sua aparência natural faz com que queiram que todos girem em torno delas. O foco central de sua vida diária e o objetivo que almejam alcançar são a preservação de sua aparência externa. Em uma ocasião, por exemplo, ao tirar uma foto, alguém percebe um pedaço de alface preso em seus dentes quando sorriem. A partir desse momento, elas deixam de comer verduras. Mesmo que essa seja a única opção disponível e que não tenham outra escolha a não ser comê-las, elas enxáguam imediatamente a boca depois de comer e precisam se olhar no espelho para ver se não há nada preso em seus dentes antes de se atreverem a sair e ver outras pessoas. Isso é um problema em sua humanidade? (Sim.) Esses problemas comuns da vida diária estão dentro do escopo da humanidade e não alcançaram o nível de um caráter corrupto. Os problemas com os quais elas lidam estão relacionados apenas a aspectos da vida humana — elas tentam manter sua beleza e o alto nível de atenção dos outros concentrando-se em sua aparência física e em suas demandas internas. Não importa o que façam — seja comer, arrumar-se ou suportar adversidade e pagar um preço — ao lidar com essas questões, todos os seus pontos de vista e atitudes estão voltados para manter sua imagem externa para que sempre agradem aos olhos, garantindo que os outros tenham uma boa impressão delas e que elas atraiam muita atenção. Isso envolve sua humanidade? (Sim.) Todas essas manifestações envolvem sua humanidade — elas mostram que sua humanidade é excessivamente superficial.

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