Palavras diárias de Deus | "O Próprio Deus, o Único III" | Trecho 126

Progênie: a quinta conjuntura

Depois de se casar, a pessoa começa a nutrir a próxima geração. Ninguém decide quantos nem que tipo de filhos tem; isto também é determinado pelo destino da pessoa, predeterminado pelo Criador. Esta é a quinta conjuntura pela qual uma pessoa deve passar.

Se uma pessoa nasce para cumprir o papel de filho de outro, ela cria a seguinte geração para cumprir o papel de pai de outro. Esta mudança de papéis faz com que a pessoa experimente distintas fases da vida de diferentes pontos de vista. Ela também lhe dá diferentes conjuntos de experiências de vida, nos quais se chega a conhecer a mesma soberania do Criador, bem como o fato de ninguém poder ultrapassar ou alterar a predestinação do Criador.

1. Ninguém tem controle sobre o que resulta da sua descendência

Nascimento, crescimento e casamento trazem diversos tipos e diferentes graus de desapontamento. Algumas pessoas estão insatisfeitas com suas famílias ou sua aparência física; algumas não gostam de seus pais; algumas têm ressentimento ou muitos motivos para criticar o ambiente em que cresceram. E, para a maioria das pessoas, desses desapontamentos todos o casamento é o mais insatisfatório. Independentemente de quão insatisfeito alguém esteja com seu nascimento, seu crescimento ou seu casamento, quem já passou por eles sabe que não pode escolher onde e quando nascer, que aparência ter, quem são seus pais nem quem seu cônjuge é, mas deve simplesmente aceitar a vontade do Céu. No entanto, quando chegar o momento de as pessoas criarem a seguinte geração, elas vão projetar em seus descendentes todos os desejos irrealizados na primeira metade de suas vidas, esperando que sua prole vai compensar todos os desapontamentos que experimentaram até então. Por isso elas se entregam a todo tipo de fantasias sobre seus filhos: que suas filhas crescerão para ser belezas estonteantes, e seus filhos, cavalheiros atraentes; que suas filhas serão cultas e talentosas, e seus filhos, alunos brilhantes e atletas destacados; que suas filhas serão gentis, virtuosas e sensatas, e seus filhos, inteligentes, capazes e sensíveis. Esperam que, quer sejam filhas ou filhos, eles respeitarão seus anciãos, terão consideração por seus pais, serão amados e elogiados por todo mundo… Aqui as esperanças de vida brotam novamente e novas paixões se acendem nos corações. As pessoas sabem da sua impotência e desesperança nesta vida, que não terão outra chance, outra esperança de sobressair a outros, e que não têm opção a não ser aceitar seus destinos. Por isso elas projetam todas as suas esperanças, seus desejos e ideais frustrados na próxima geração, esperando que sua prole possa ajudá-las a concretizar seus sonhos e tornar seus desejos realidade; que seus filhos e filhas trarão glória para o nome da família, se tornarão importantes, ricos ou famosos; em suma, elas querem ver a fortuna de seus filhos subir rapidamente. Os planos e as fantasias das pessoas são perfeitos; elas não sabem que não lhes cabe decidir quantos filhos têm, a aparência e as capacidades deles e assim por diante, que o destino de seus filhos de modo algum está em suas mãos? Os seres humanos não são senhores de seu próprio destino, mas desejam mudar os destinos da geração mais jovem; são incapazes de fugir a seu próprio destino, mas tentam controlar o de seus filhos e filhas. Eles não estão se superestimando? Isso não é tolice e ignorância humana? As pessoas fazem tudo o possível por sua prole, mas no fim o número de filhos que elas têm e como eles são não correspondem a seus planos e desejos. Há pessoas que não têm um tostão, mas geram muitos filhos; outras são ricas, mas não têm filho algum. Algumas querem uma filha, mas têm negado esse desejo; algumas querem um filho, mas não conseguem gerar um menino. Para algumas, filhos são uma bênção; para outras, eles são uma maldição. Alguns casais são brilhantes, mas têm filhos obtusos; alguns pais são esforçados e honestos, mas criam filhos indolentes. Alguns pais são bons e íntegros, mas têm filhos que se tornam ardilosos e cruéis. Alguns pais são sadios de corpo e mente, mas geram filhos incapacitados. Alguns pais são medíocres e malsucedidos, mas têm filhos que conseguem grandes coisas. Alguns pais são de baixa condição social, mas têm filhos que ascendem a nível de eminência…

2. Após criarem a seguinte geração, as pessoas adquirem uma nova compreensão do destino

A maioria das pessoas que se casam o faz por volta dos trinta anos de idade, e neste ponto da vida em que não se tem compreensão alguma do destino humano. Mas quando começam a criar filhos, à medida que eles crescem, elas observam a nova geração repetir a vida e todas as experiências da geração anterior, veem seu próprio passado refletido nela e percebem que a estrada percorrida pela geração mais jovem, como a delas, também não pode ser planejada nem escolhida. Em face disto, elas não têm opção a não ser admitir que o destino de toda pessoa é predeterminado; e, quase sem se darem conta, gradualmente vão abandonando seus próprios desejos, e as paixões bruxuleiam e se esvaem em seus corações… Durante este período, na maioria dos casos as pessoas têm passado pelos marcos importantes e adquiriram uma nova compreensão da vida, adotaram uma atitude nova. Quanto pode uma pessoa dessa idade esperar do futuro e quais as perspectivas que ela tem? Qual a mulher de cinquenta anos que ainda sonha com o Príncipe Encantado? Qual o homem de cinquenta anos que ainda procura a sua Branca de Neve? Qual a mulher de meia-idade que ainda esperar virar de patinho feio para cisne? A maioria dos homens mais velhos têm o mesmo impulso profissional que os moços? Em suma, quer seja homem ou mulher, quem vive até essa idade é provável que tenha uma atitude relativamente racional e prática quanto a casamento, família e filhos. Essencialmente, uma pessoa assim não tem mais escolhas nem anseio de desafiar o destino. Pelo que a experiência humana indica, assim que atinge essa idade a pessoa desenvolve naturalmente a seguinte atitude: “Temos de aceitar o destino; nossos filhos têm suas próprias sinas; o Céu determina o destino humano.” A maioria das pessoas que não entendem a verdade, após ter resistido todas as vicissitudes, frustrações e dificuldades deste mundo, resumirá seus insights sobre a vida humana em duas palavras: “É o destino!” Embora esta frase sintetize a conclusão e a concepção das pessoas mundanas sobre o destino humano, expresse a impotência da humanidade e possa ser considerada penetrante e exata, ela está longe de ser uma interpretação da soberania do Criador e simplesmente não substitui o conhecimento da Sua autoridade.

Extraído de “A Palavra manifesta em carne”

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