Como buscar a verdade (8) Parte seis

Adorar socializar, e ser recluso

Adorar socializar — que aspecto é esse? (É uma condição inata.) É uma condição inata, um método para os tratos mundanos entre grupos de pessoas. Algumas pessoas gostam de se associar com os outros, nunca se cansam disso e, independentemente da personalidade das outras pessoas, elas conseguem e estão dispostas a se associar com elas. Algumas pessoas, no entanto, preferem evitar multidões e não estão dispostas a se associar com os outros. Isso tem certa conexão com sua personalidade inata. Quando algo envolve a personalidade, definitivamente envolve condições inatas. Adorar socializar está relacionado à personalidade de uma pessoa; não envolve os méritos ou defeitos de humanidade e, é claro, não envolve nenhum caráter corrupto. Essa é uma manifestação relativamente simples. Ser recluso — em que aspecto isso se enquadra? (É parte da personalidade inata.) (É um defeito de humanidade.) Há certa discordância aqui — então, que tipo de problema, exatamente, é ser recluso? (Ser recluso indica que a personalidade é ruim.) Ter uma personalidade ruim é um defeito de humanidade. A personalidade em si também é um aspecto das condições inatas de uma pessoa, então esse traço de ser recluso é tanto uma condição inata quanto um defeito de humanidade. Isso não pertence a um caráter corrupto e não envolve a conduta pessoal. Ser recluso significa sempre evitar pessoas, não estar disposto a comunicar seus pensamentos aos outros, preferir fazer as coisas sozinho, não gostar de se associar com os outros e não gostar de viver entre pessoas. Tais pessoas gostam apenas de ficar em um ambiente solitário ou em um canto. Quando há muitas pessoas, elas não se dispõem a falar. Não são boas em se comunicar com os outros. Quando se comunicam com os outros, ficam ansiosas e entram em pânico ou acabam em algumas situações embaraçosas e constrangedoras. Esse é um problema de personalidade dentro das condições inatas e, é claro, também é um defeito de humanidade, certo? (Certo.)

Ser medroso, e ser ousado

Agora, vejamos o que é ser medroso — a que tipo de problema isso pertence? (É uma condição inata.) (É um defeito de humanidade.) É uma condição inata e também um defeito de humanidade. Digam-Me, o que significa ser medroso? Ter medo de sair à noite, ter medo de ratos, centopeias e escorpiões, bem como ter medo de se meter em encrenca e não estar disposto a enfrentar problemas complicados — todas essas são manifestações de ser medroso. Algumas pessoas desmaiam de medo quando veem uma cobra. Algumas ficam tão assustadas que o corpo todo estremece quando ficam sabendo de um acidente de carro. Outras, ao ouvir que os crentes em Deus são perseguidos e podem ser presos, condenados e encarcerados, ficam com tanto medo que não ousam crer. Há também aqueles que não se atrevem a andar de montanha-russa. Pessoas assim não ousam participar de nada nem tentar nada se houver sequer um pouco que não consigam perceber bem ou se for algo que nunca fizeram antes. Elas não só não ousam tentar trabalhos ou atividades perigosos, mas também têm medo de fazer coisas que as pessoas normais deveriam fazer na vida diária. Por exemplo, quando solicitadas a aprender a dirigir, elas dizem: “Não me atrevo a dirigir. Há tantos carros na estrada, e eles andam tão rápido — e se eu for atingido?”. Alguém diz: “Por que você sempre se preocupa com um acidente de carro? Não pode ser um pouco mais cauteloso ao dirigir?”. Mas elas continuam com medo: “Quando o carro começa a andar, ele está fora do meu controle. Se um acidente realmente acontecer, ninguém poderá controlá-lo!”. Seu pensamento sempre toma um rumo negativo, por isso não conseguem realizar nada. Ser medroso é uma condição inata e é também um defeito de humanidade. Pessoas medrosas são excessivamente cautelosas e meticulosas em tudo o que fazem. Geralmente, elas não cometem grandes erros nem malfeitos significativos. Mas, sob qualquer perspectiva, isso não pode ser considerado um mérito — isso é um defeito de humanidade. E quanto a ser ousado? Que termos são comumente associados a ser ousado? (Ser tolamente ousado, agir de forma imprudente por ousadia.) “Agir de forma imprudente por ousadia”, “ser escandalosamente ousado” e “ter uma ousadia sem limites”, tudo isso se refere a ser ousado. Então, ser ousado é bom ou não? (Depende da questão.) Depende da situação e do tipo de pessoa que alguém é. Se visto da perspectiva da humanidade, ser ousado não pode ser classificado como mérito ou defeito — vamos categorizar isso como uma condição inata. A ousadia de uma pessoa deve ser considerada em termos da questão; além disso, você tem que ver se ela tem limites ao fazer as coisas e como é a índole dela. Se a índole é ruim, a ousadia pode levá-la a violar a lei, a praticar o mal e a cometer crimes, a tirar vantagem, fazendo ganhos ilícitos, e a enganar e trapacear os outros em todos os lugares. Se alguém lhe oferecer dinheiro para cometer um malfeito, ela é capaz de fazer isso. A fim de tirar vantagem, ela ousa cometer qualquer ato mau, sem se importar com as consequências ou considerar os outros. Agir de forma imprudente por ousadia dessa forma é bom? (Não.) Algumas pessoas enganam os outros em todos os lugares em prol de seus negócios. O negócio que administram é ilegal — é apenas uma empresa de fachada, sem operações reais. Mas, por causa da sua ousadia, em combinação com sua capacidade de enganar, elas fazem fortuna temporariamente, vivem em mansões e dirigem sedãs — desfrutam de uma vida muito boa, mas todo o dinheiro e todos os bens materiais que desfrutam foram obtidos por meio de engano como resultado da sua ousadia. Isso é algo bom? Digam-Me, essa ousadia é boa? (Não.) Portanto, quando se trata de pessoas ousadas, você precisa analisar a senda que elas trilham. Se ousam ludibriar e trapacear os outros por causa da ousadia, estão cometendo um grande mal. Quanto mais você enganar e mais se aproveitar dos outros, mais severa será a punição que você receberá no futuro, certo? Isso não traz calamidade? (Sim.) Se você é medroso e quer ludibriar e trapacear os outros, você cometerá um pouco menos de enganação, e a punição que receberá no futuro será mais leve. Portanto, quanto a essas pessoas que não trilham a senda certa, é melhor que sejam um tanto medrosas ou um tanto ousadas? (Ser um tanto medroso é melhor.) No que diz respeito a essas pessoas que não trilham a senda certa, que são capazes de ludibriar e trapacear os outros, que desconsideram a lei e sempre procuram explorar brechas legais para fazer ganhos de modo inadequado e que podem violar a lei a qualquer momento, a ousadia é uma calamidade — é um defeito e uma falha de sua humanidade. Ser medroso, por outro lado, torna-se uma coisa boa — é até uma salvaguarda para elas. Pessoas medrosas ganham um pouco de dinheiro para que possam suprir as necessidades básicas da família e de si mesmas e também para desfrutar de alguns luxos, e param por aí. A punição que receberão no futuro será mais leve. Pessoas ousadas se atrevem a cometer malfeitos de forma imprudente, e trapaceiam e ludibriam os outros, tomando o que pertence aos outros para que elas mesmas possam desfrutar mais coisas. Elas tiram vantagem dos outros — não terão que compensar isso no futuro? (Sim.) Se tiverem uma próxima vida, a punição que receberão será severa — talvez nem consigam compensar isso totalmente em uma ou duas vidas. Algumas pessoas passam a vida inteira administrando restaurantes ou fazendo negócios, ganhando um ou dois milhões ou até dezenas de milhões em ativos, mas não conseguem desfrutar de nada disso porque tudo é usado para quitar dívidas. Mesmo quando alcançam os setenta ou oitenta anos, ainda não terminaram de pagar. O que está acontecendo aqui? Isso é retribuição causal — talvez seja porque, em suas vidas passadas, elas tiraram muito dos outros por ganância, por isso vêm pagando dívidas ao longo dessas várias vidas. Não é que, em suas vidas passadas, elas foram gananciosas demais, ousadas demais, e se aproveitaram demais dos outros, resultando em retribuição na sua vida atual? (Sim.) Para as pessoas que não trilham a senda certa, ser um pouco medroso é uma salvaguarda, enquanto a ousadia é um sinal ruim.

Se uma pessoa trilha a senda certa, a ousadia é boa? (Sim.) O que há de bom nisso? (Se for ousada, ela ainda poderá persistir em crer em Deus ao enfrentar perseguição.) Essa ousadia não se refere apenas à coragem carnal. Se é o tipo de ousadia que é coragem carnal, então é imprudência e precipitação — é um tanto impulsiva e cega. Por exemplo, se você é ousado e é preso por crer em Deus, você terá medo de ser torturado? Terá medo da morte? Terá medo de ser encarcerado por vinte ou trinta anos? Se tiver medo, então você ter dito “não tenho medo” quando começou a crer em Deus foi imprudência, não ousadia verdadeira. Que manifestação não é imprudência? É aquela em que, ao começar a crer em Deus, você tem certa coragem, mas também tem fé genuína. A que se refere essa fé genuína? Significa que, ao crer em Deus, você tem determinação: “Se eu for perseguido, preso e torturado por crer em Deus, devo estar pronto para entregar minha vida. Não importa como eu seja atormentado ou em que medida, não entregarei a igreja nem me tornarei um judas — não temo a morte!”. Esse é um aspecto. O outro aspecto é que, se você for realmente preso e perseguido e o grande dragão vermelho o ameaçar para que você entregue a igreja, você consegue perceber bem os esquemas de Satanás, não ser constrangido por ele e permanecer firme em seu testemunho, dizendo: “Tudo relacionado a uma pessoa, incluindo sua vida e morte, está nas mãos de Deus. Não tenho medo!”. Isso não é imprudência nem mera coragem; isso é fé genuína. Ter essa fé genuína e ser capaz de permanecer firme em seu testemunho é mérito seu. Suponha que você não tenha fé genuína e apenas diga: “Não tenho medo — na pior das hipóteses, é apenas a morte”, mas quando é preso, fica com tanto medo que molha as calças. Depois de ser preso, a primeira coisa que você pensa é: “Serei torturado? Minha carne sofrerá? Se um ferrete elétrico for pressionado contra o meu corpo, serei capaz de suportar? Se a tortura for severa, será que morrerei? Se eu morrer, Deus não Se lembrará de mim? Não serei capaz de alcançar a salvação? Se eu realmente não conseguir suportar, entregarei a igreja e me tornarei um judas. Se eu for punido e destruído depois de me tornar um judas, que seja — pelo menos não sofrerei dor agora”. Nesse caso, você não está perdendo seu testemunho? Digamos que, então, o Partido Comunista o ameace, usando sua família para chantageá-lo — não permitindo que seus filhos frequentem a universidade, negando a seus pais acesso ao plano de saúde, retirando todos os direitos da sua família —, você ficará com medo e não terá fé genuína. Para onde foi sua coragem? Você é verdadeiramente ousado? Se você não tem fé genuína, sua ousadia é apenas imprudência. Sua coragem só é genuína quando você tem fé genuína. Antes de ser preso, se você pensa: “Deus não permitirá que eu seja preso”, e cria coragem por causa desse pensamento, isso não é fortidão nem fé verdadeira. Suponha que, antes de ser preso, você já tenha pensado bem em tudo isso e diga: “A vida e a morte de uma pessoa estão nas mãos de Deus. Se Deus realmente quiser tirar a minha vida, devo me submeter. Quanto à minha destinação futura, isso é determinado por uma única palavra de Deus. Não importa como Deus me trate, e qualquer que seja a destinação que Ele me conceda, tudo é justiça de Deus, e eu me submeterei. Se Deus arranjar para que eu morra na prisão, isso é honra minha — estou disposto a oferecer esta vida a Deus. Não importa quão grande seja o sofrimento que eu experimente, terei um credo imutável, que é confiar minha vida às mãos de Deus e, por mais que Satanás me atormente, me devaste ou me inflija tortura, nunca cederei a ele. Não me preocupo se morrerei. Mesmo que morra, isso está sob a soberania de Deus, e Ele preordenou isso. Ainda assim, agradecerei e louvarei a Deus!”. Esse é o tipo de fé que você deve ter; somente com tal fé você pode ter coragem verdadeira. Digamos que, antes de ser preso, antes que isso realmente aconteça com você, você percebeu bem essas questões, tem fé genuína em Deus, submissão genuína a Ele e entendimento e aceitação genuínos das questões da vida e da morte, e consegue se entregar completamente nas mãos de Deus, e, quando for realmente preso e enfrentar a possibilidade da morte, esses entendimentos em seu coração permanecerão inalterados — então sua fé não vacilará. Não importam quais sejam as circunstâncias, se sua fé não for esmagada nem derrotada, você sempre terá coragem. Suponha que, antes de ser preso, antes que isso realmente aconteça com você, você não pensou bem nessas coisas e apenas fantasia: “Estou disposto a oferecer minha vida. Minha vida foi dada por Deus — na pior das hipóteses, morrerei como mártir por Deus!”. Nesse caso, quando o grande dragão vermelho o torturar e depois o sentenciar a dez anos de prisão, você ficará perplexo: “Pensei que morrer seria o fim de tudo. Se eu fosse martirizado, Deus Se lembraria de mim. Eu não esperava que não conseguiria dar esse testemunho e, no fim, seria condenado a dez anos. Dez anos — não são dez dias ou dez meses! Como vou suportar isso?”. Como você não refletiu sobre essas coisas antes, será fácil entendê-las nesse momento? Será um tanto difícil, certo? (Sim.) Quando surgem dificuldades, as pessoas só pensam em como lidar com elas e como escapar delas. Se seu ímpeto para escapar das dificuldades for forte, seu ímpeto para se adaptar a elas em meio a uma situação difícil será extremamente fraco. Portanto, ao enfrentar dificuldades, fica muito difícil, para você, se submeter a tal ambiente. Então, como essas situações devem ser resolvidas? Você deve buscar imediatamente a verdade e refletir bem sobre essas questões; você também precisa descobrir a senda de como praticar a verdade. Por exemplo, se estiver para ficar encarcerado por dez anos, o que você pensará? “Minha esposa (ou meu marido) se divorciará de mim? Que idade meus filhos terão depois de dez anos? Não terei cumprido minha responsabilidade para com eles — será que me renegarão e se recusarão a cuidar de mim na minha velhice? Como viverei depois de ser solto? Depois de dez anos, meus pais estarão velhos e eu não terei cumprido minha responsabilidade filial para com eles — isso não me tornará não filial? A obra de Deus estará concluída depois de dez anos? Não terei ganhado nada na prisão — não terei participado de nenhuma reunião nem ouvido nenhum sermão, e não terei entendido a verdade. Não terei ficado para trás durante esses dez anos? Isso não significará que fui eliminado? Deus ainda me desejará? Se eu passar por esse sofrimento, Deus Se lembrará disso? Se Ele não Se lembrar disso e eu não puder alcançar a salvação, então não terei passado esse tempo na prisão em vão? Muita coisa mudará em dez anos, e não ganharei nada, ao mesmo tempo que perderei muito.” Quando você pensa nessas coisas, as dificuldades surgem. Como você deveria enfrentar essas dificuldades? Não deveria refletir sobre como passar cada dia? Se você não pensou bem nessas coisas e não chegou a um ponto em que entende a verdade e vê as coisas com clareza, então, quando for preso, sua vida e sua morte dependerão de um único pensamento: um momento de timidez e medo, um único pensamento ou ideia, pode fazer com que você se torne um judas, entregue a igreja e desperdice todos os seus esforços anteriores. Se você não consegue pensar bem nem perceber bem essa questão, será muito difícil não se preocupar com suas perspectivas e sua sina, e será muito difícil entregar sua vida e sua morte nas mãos de Deus e permitir que Ele orquestre como desejar. Se você não consegue perceber bem as questões de vida e morte e ainda abriga uma mentalidade de tentar a sorte, querendo dar um jeitinho, então, quando um ambiente o acometer, você será revelado. Todos aqueles que se tornaram judas quando foram presos, e assinaram as “Três Declarações”, fizeram isso da noite para o dia e foram marcados por Satanás com a marca da besta. Às vezes, a vida e a morte de uma pessoa dependem de um único pensamento. Sem a verdade, é muito difícil superar as crises. Então, o que é ousadia verdadeira? Se alguém realiza algo confiando em um ímpeto de força bruta, isso é ousadia verdadeira? Não é — é impulsividade. Uma pessoa verdadeiramente corajosa tem certo nível de discernimento no coração com relação a muitas coisas positivas e negativas. Ela é capaz de, internamente, concordar, aceitar e reconhecer firmemente as coisas positivas, alcançando o ponto de ser capaz de se submeter à verdade e à soberania de Deus. Somente dessa forma você pode ter coragem verdadeira. Se você não possui essas coisas no coração, sua ousadia é apenas uma ousadia tola — como um bezerro recém-nascido que não teme um tigre. Portanto, em um país que resiste a Deus, crer e seguir a Deus não exige apenas coragem, mas, e isso é o mais importante, exige fé. Você ousa crer em Deus não porque é ousado, mas porque tem fé. Algumas pessoas dizem: “Acho que creio em Deus simplesmente porque sou ousado e não tenho medo de perseguição”. Essa afirmação pode estar correta. Você crê por causa da audácia, mas, em vista de sua tolice, ignorância e simplicidade, Deus lhe demonstra uma graça especial, estabelecendo certos ambientes para você, além de lhe dar a rega e a provisão da verdade. Por meio disso, você passa a entender e a ganhar muitas verdades. Com o tempo, sua audácia ganha elementos de fé genuína, e é só então que a sua coragem aumenta, e você ousa mais enfrentar ambientes ou perseguições futuros. Se uma pessoa não tem fé genuína e confia em um ímpeto de força, dizendo: “Ouso crer em Deus! Não tenho medo de perseguição nem de ser preso e encarcerado!” — esse tipo de coragem não durará muito. Sem a provisão da verdade, sem que Deus estabeleça ambientes na vida real para treinar você, para levá-lo a praticar e para ensiná-lo a enfrentar várias coisas, sua ousadia é pura audácia, e não é, de forma alguma, fé genuína. Entenderam? (Sim.) Se é realmente audácia, isso faz de você uma pessoa imprudente, tola e ignorante. Algumas pessoas que creem em Deus têm pensamentos muito simples, imaginam que as coisas são muito diretas, sem antecipar os perigos que estarão envolvidos em seguir a Deus. Mas quando encontram contratempos, só então percebem que seguir a Deus não é uma questão direta. Se a ousadia de uma pessoa é um mérito de humanidade, então, no mínimo, ela é simples e direta, não complicada, e não se preocupa com isto e aquilo. Mas suponha que sua ousadia é impulsionada por uma intenção de obter bênçãos e você pensa: “Se você crê em Deus, pode ir para o Céu, obter grandes bênçãos, escapar dos desastres e evitar a morte, então eu crerei, aconteça o que acontecer!”. Em outras palavras, sua crença é impulsionada por um ímpeto de força audaciosa e bruta; não é você desejando, de maneira simples, crer em Deus; em vez disso, é buscar bênçãos. Nesse caso, sua ousadia é, na melhor das hipóteses, audácia e não pode ser classificada como um mérito de humanidade. Portanto, quando se trata de pessoas ousadas, você precisa ver como é a humanidade essência delas. Se não têm consciência e razão e são meramente audaciosas, elas têm pouco valor e não conseguem realizar nada significativo. Mas se são capazes de crer em Deus e aceitar a verdade, então essas pessoas têm valor. Se uma pessoa é ousada, mas não tem capacidade de compreensão, não consegue entender a verdade e crê em Deus apenas para obter bênçãos, e está disposta a abandonar sua família e carreira e não teme a perseguição a fim de ganhar bênçãos — isso não é um mérito de humanidade, mas sim um pensamento e um ponto de vista errados. Pensamentos e pontos de vista errados estão alinhados com as intenções de Deus? (Não.) Quer alguém seja medroso ou ousado, isso envolve suas condições inatas e tem pouca relação com a essência da sua humanidade.

Se não comunicássemos as várias manifestações das condições inatas, da humanidade e dos caracteres corruptos, vocês conseguiriam discerni-las por conta própria? (Talvez conseguíssemos discernir as manifestações simples, mas não as mais complexas.) Agora que as distinções entre condições inatas, humanidade e caracteres corruptos foram comunicadas, vocês conseguem discerni-las agora? (Conseguimos discerni-las um pouco melhor do que antes.) Se Eu der alguns exemplos mais incomuns, então, vocês conseguirão discerni-los com base no que Eu comuniquei? É difícil dizer, certo? Então, na próxima vez, continuaremos comunicando questões relacionadas a esse tópico. Conforme formos comunicando mais, vocês identificarão algumas regras para discernir diferentes tipos de problemas. No que diz respeito às várias manifestações de humanidade, condições inatas e caracteres corruptos, vocês basicamente conseguem discernir as manifestações que foram comunicadas. Quanto àquelas que não foram comunicadas, talvez apenas pessoas com entendimento espiritual ou aquelas que sabem buscar a verdade consigam discernir algumas delas. Aqueles de calibre baixo podem ficar aquém e ser incapazes de discerni-las, por isso precisam ouvir mais e fazer mais perguntas. Se não comunicarmos esses problemas, eles sempre permanecerão vagos para vocês, e o que vocês dizem também será pouco claro; sempre haverá uma lacuna entre o entendimento de vocês e o entendimento puro da verdade, certo? (Sim.)

Hoje, comunicamos questões de calibre. Agora, vocês conseguem discernir como é o calibre das pessoas? (Conseguimos discernir em linhas gerais.) Se não conseguem discernir, então experienciem as coisas com calma. Na vida diária, vocês se depararão com essas questões. Aprendam a aplicar as palavras da nossa comunhão à vida real, associando-as pouco a pouco às manifestações das pessoas — discernindo a si mesmos e discernindo os outros, passando a conhecer a si mesmos e passando a conhecer os outros. Aos poucos, você será capaz de avaliar essas coisas e terá um padrão para fazer isso. Os princípios para ver as pessoas e as coisas, bem como para se conduzir e agir, se tornarão cada vez mais claros. Comunicamos muito os vários aspectos de discernir condições inatas, humanidade e caracteres corruptos. Não importa quais manifestações ou quais revelações de humanidade comunicamos, nada disso são palavras vazias — todas essas coisas podem ser encontradas, vistas e sentidas na vida real. Portanto, você deve aprender a ver várias coisas e vários tipos de pessoas associando as palavras de Deus a elas. Somente aprendendo a associar os vários estados e questões da nossa comunhão à vida real você poderá progredir gradualmente em ver as pessoas e as coisas, bem como em se conduzir e agir, ter um entendimento preciso de várias questões relacionadas à verdade e captar gradualmente as várias verdades princípios. Vocês entendem? (Sim.) Embora as questões que discutimos sejam usadas principalmente para discernir os vários estados e revelações exibidos pelas pessoas e não o capacitem diretamente a entender e entrar na verdade, todas essas questões afetarão seu entendimento da verdade, bem como sua entrada na verdade realidade. Portanto, embora, nas noções das pessoas, essas questões aparentam envolver apenas humanidade, condições inatas ou alguns caracteres corruptos óbvios, cada questão e cada declaração está relacionada à entrada das pessoas na verdade. E assim, essas são as questões que você deve enfrentar na senda de entrar na verdade — você não pode evitá-las. Todas as várias questões e manifestações de humanidade, sejam elas positivas ou negativas, são coisas que você enfrentará e encontrará em vários ambientes na vida diária. Se, ao enfrentar várias questões, você não conseguir discernir nenhuma delas e generalizar todas, considerando as verdades princípios da nossa comunhão como regulamentos ou doutrinas, você nunca será capaz de entrar na verdade realidade. Por que isso? Porque você nunca entenderá o que é a verdade.

Muito bem, termina aqui nossa comunhão de hoje. Adeus!

25 de novembro de 2023

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