Como buscar a verdade (7) Parte dois
Quando se trata do tópico da capacidade de avaliar e apreciar as coisas, mesmo que não envolva o problema de buscar a verdade para se livrar de caracteres corruptos, em termos da vida humana em si, se não possui a capacidade de apreciar as coisas, você não tem pontos de vista sobre nada do que vê nem opiniões no nível do pensamento — olha para tudo como se houvesse uma camada de gaze cobrindo seus olhos, não consegue ver que há um problema — e só conhece o processo do desenrolar de todo o evento ou as pessoas, os eventos e as coisas envolvidos, mas não sabe qual é a essência do problema nem quais são os pensamentos e pontos de vista relacionados das pessoas, isso indica que você é uma pessoa de calibre baixo. Isso porque você não tem nenhum pensamento em relação a todos os problemas da sua vida. Você não sabe considerar, pensar ou definir os problemas no nível do pensamento. Não sabe como considerar, com base na sua idade, na maturidade da sua humanidade ou nas suas experiências passadas, que tipo de problema algo realmente é, o que você deveria aprender e extrair dele, que impacto ele tem sobre você, que lição ele traz para você, a partir de que perspectiva você deveria ver e lidar com esse tipo de problema nem como deveria agir e o que deveria evitar se encontrar esse tipo de assunto novamente. Você carece de todas essas reflexões. Não importa o que lhe aconteça, você é tão simplório quanto um animal e não tem pontos de vista. Não importa a idade que tem nem quanto experienciou, você ainda não sabe refletir sobre os problemas. Não sabe usar suas experiências passadas, seu conhecimento nem o que aprendeu para refletir sobre os problemas em vários aspectos. Pessoas assim são as de calibre baixo. Para pessoas de calibre baixo, esqueçam sua entrada na verdade — mesmo de assuntos triviais do dia a dia, elas não conseguem deduzir nenhum padrão. Mesmo que vivam até os quarenta, cinquenta, setenta ou oitenta anos de idade, elas continuam sendo pessoas confusas que não conseguem compartilhar nenhuma experiência. Tais indivíduos são pessoas ignorantes sem pensamentos. Como seu calibre é baixo e elas carecem da capacidade de avaliar e apreciar as coisas, não importa a idade que essas pessoas alcançam, elas nunca olham para nada no nível do pensamento. Não sabem como ver as coisas e nada conseguem perceber bem. Portanto, ao avaliar o calibre de uma pessoa, especificamente se ela tem a capacidade de avaliar e apreciar as coisas, não olhem para a idade dela nem para as experiências passadas dela. Em vez disso, o que vocês deveriam analisar? (Deveríamos analisar se ela tem pensamentos.) Ou seja, vocês deveriam analisar se, depois de ter experienciado várias pessoas, eventos e coisas por quarenta ou cinquenta anos, ela tem alguma apreensão pessoal no nível do pensamento, bem como se as experiências passadas dela envolvem o valor da vida humana, a senda que as pessoas trilham ou coisas relacionadas às profundezas do pensamento humano e de seu mundo espiritual. Se as experiências dela se referem apenas a certos assuntos e não envolvem coisas no nível do pensamento, ela não possui a capacidade de avaliar e apreciar as coisas. Por exemplo, algumas pessoas costumam dizer: “Na nossa geração, vivíamos com uma mão na frente e outra atrás. Não era fácil comer algo bom; só podíamos comer um pouco de carne durante o Ano-Novo ou em outros feriados. As pessoas da nossa geração eram tão simples e sem malícia, e nós nos vestíamos de forma tão simples”. Elas ficam falando de coisas desse tipo. Ao que outras respondem: “Por que sua geração é tão digna de ser lembrada? Há coisas que podem inspirar a nós, jovens, e sobre as quais podemos nos comunicar em nível de pensamento?”. Elas respondem: “Na nossa época, quando íamos para o campo de batalha lutar, passávamos dias sem dormir porque tínhamos de marchar continuamente. Às vezes, não fazíamos uma única refeição durante todo o dia. Quando alcançávamos o acampamento, os novos recrutas iam dormir imediatamente, mas nós, veteranos, comíamos primeiro e depois dormíamos. Caso contrário, tínhamos de seguir caminho novamente após a refeição e acabávamos passando fome na estrada”. As outras dizem: “Isso é apenas um incidente; não conta como algo no nível do pensamento. Compartilhem algo que vale a pena aprender para nós, jovens, ou algumas lições que possam nos ajudar a evitar desvios e impedir que cometamos erros ou desvios de baixo nível devido à tolice”. Elas respondem: “Naquela época, não éramos iguais aos jovens de hoje, que são preguiçosos, glutões e adoram a tranquilidade e odeiam o trabalho. Naquela época, só queríamos suportar mais dificuldade, trabalhar mais e ter um bom desempenho para que pudéssemos chamar a atenção de nossos líderes e ser promovidos”. Há algo no nível do pensamento nessas palavras? (Não.) Depois de ouvir isso, você acha que essas são as palavras de um mentor espiritual, o tipo de fala inspiradora que os não crentes fazem? Isso amplia seu pensamento, eleva seu nível de pensamento, melhora sua capacidade de conhecer as coisas ou o ajuda a descobrir algumas coisas novas ou pensamentos e pontos de vista corretos que você nunca havia tido antes? (Não.) Então, tais pessoas têm a capacidade de avaliar e apreciar as coisas? Não importa como as pergunte sobre assuntos que envolvam o nível do pensamento, você não conseguirá extrair nada delas. Na verdade, não é que elas não estão dispostas a falar; é que elas simplesmente não têm nada dentro de si. Isso é o que significa ter um calibre baixo. Mesmo que alcancem os cinquenta ou sessenta anos de idade, elas não têm pensamentos nem pontos de vista; simplesmente vão enrolando assim pela vida. Não sabem que viver não se trata apenas de buscar perspectivas, uma boa família, um bom emprego ou uma boa vida, mas que também há questões no nível do pensamento que exigem reflexão, ponderação e destilação constante nas profundezas do coração. Não sabem que, na senda da vida humana, as pessoas encontrarão muitas coisas desconhecidas, tampouco sabem como deveriam enfrentá-las. Quando nada lhes acontece, elas não pensam nem contemplam com antecedência para evitar desvios ou seguir a senda errada. Elas também não sabem por que agiram de determinada forma em algumas coisas que experienciaram, se agir dessa forma foi certo ou errado, nem como devem trilhar a senda à frente para viver felizes, com paz de espírito, vivendo uma vida de valor, sem viver em vão. Já que essas pessoas têm calibre baixo, elas não refletem sobre esses problemas. Quando chegam aos sessenta anos, essas pessoas ficam sentadas, relembrando e dizendo: “Quando era jovem, eu era bonito e talentoso; tantas pessoas corriam atrás de mim! Ah, na minha juventude…”. Elas só falam das histórias de seus dias de glória, daquelas coisas que não merecem ser mencionadas. Pessoas de calibre baixo, não importa a idade que têm, não refletem sobre problemas relacionados à vida humana, à senda que as pessoas trilham nem sobre como deveriam viver. Elas não refletem sobre o tipo de ponto de vista que as pessoas deveriam ter ao lidar com vários assuntos. Como resultado, não importa como vivam, seu nível de pensamento não melhorará, seus pensamentos carecerão de substância, seu mundo espiritual permanecerá empobrecido, e elas não terão uma experiência de vida genuína. Isso é o que significa ter um calibre baixo. Quando você interage com tais pessoas, aos vinte anos de idade, elas são bastante infantis e simples, são cheias de vigor e têm um temperamento forte. Quando chegam aos trinta anos, continuam do mesmo jeito desagradável. Aos cinquenta anos, seu jeito de falar continua no mesmo nível — elas só sabem dizer algumas frases simples. Seu rosto tem mais rugas e manchas de velhice, e elas são mais grisalhas. É evidente que têm alguma idade, mas não têm pensamentos nem pontos de vista. Quando conversam com os outros, nunca têm nada a dizer. Todos esses anos de sua vida foram desperdiçados, e elas não fizeram progresso. Pessoas de calibre baixo são assim na vida, e, se acreditam em Deus, suas manifestações são as mesmas do começo ao fim. Quando começam a crer em Deus, aos vinte anos, são assim. Quando chegam aos trinta ou cinquenta anos, continuam assim, sem ter feito nenhum progresso. As coisas que dizem continuam iguais a antes. Só que experienciaram algumas coisas ao crer em Deus, passaram a entender algumas palavras e doutrinas e conseguem usar a terminologia espiritual de forma mais completa. Entretanto, elas não têm compreensão experiencial real. Seus pensamentos ainda carecem de profundidade, seus pontos de vista sobre as coisas não mudaram, seu conhecimento de Deus e da verdade não aumentou e seu autoconhecimento não cresceu. Elas não passaram por nenhuma mudança, certo? (Certo.) Acumular algumas palavras e doutrinas ou terminologia espiritual decorando-as, ou por meio do temperar do tempo, não é mudança, não é progresso, e certamente não é ganho. Essa é precisamente a manifestação de pessoas de calibre baixo. Não importa por quantos altos e baixos maiores passam, ou quantos contratempos, fracassos ou frustrações experienciam, elas não aprendem nenhuma lição, não ganham nenhuma experiência e não conseguem obter nenhum benefício. Quando algo acaba, simplesmente acaba para elas — elas só passam pelo processo e, no fim, não alcançam nada. Tais pessoas podem ser descritas como muito lamentáveis. Dizemos que tais pessoas têm um calibre muito baixo justamente porque carecem da capacidade de avaliar e apreciar as coisas. Pode-se dizer menos ainda que elas têm alguma capacidade de compreender a verdade, tampouco pode-se dizer que têm alguma mudança.
Quanto às pessoas de calibre baixo, em termos da capacidade de avaliar e apreciar as coisas, elas não estão à altura. As pessoas sem qualquer calibre carecem ainda mais da capacidade de avaliar e apreciar as coisas — elas não conseguem apreciar as coisas e, mais ainda, não conseguem avaliá-las. Quando você compartilha seus pensamentos e pontos de vista sobre algo, as pessoas de calibre baixo ficam perplexas enquanto ouvem e não demonstram reação. Em seu coração, pensam: “Há pensamentos e pontos de vista nisso? Como é que eu não percebi isso?”. Mesmo que consigam entender um pouco do que você diz, elas só conseguem ouvir isso como palavras e doutrinas ou como uma fórmula. Quanto às pessoas sem calibre, quando ouvem os outros comunicarem os pensamentos e pontos de vista em algo ou a essência do problema e a postura que as pessoas deveriam adotar em relação a ele, elas não conseguem entender. Elas apenas sentem que é algo um tanto profundo, mas que está fora do seu alcance. Quanto mais você comunica pensamentos e entendimento, mais confusas elas ficam. Elas pensam: “Como esse assunto comum se tornou complicado? Por que não consigo entender nada sobre pensamentos, pontos de vista ou posturas? Que postura? Só temos que acreditar em Deus e desempenhar nossos deveres adequadamente, e Deus aprovará. Por que, quanto mais tempo se acredita em Deus, mais complicadas ficam as coisas? Ouvindo você, parece que ninguém consegue entrar no reino!”. Você pode se comunicar com tais pessoas? (Não.) Não só você não pode se comunicar com elas, como elas também podem dizer coisas irracionais: “Esses pensamentos e pontos de vista que você mencionou são realmente tão bons e tão corretos? Acho que não! As pessoas nunca conseguem viver sem dinheiro. Elas sempre deveriam comer bem e desfrutar de coisas boas. Sem dinheiro para gastar ou boa comida para comer, como alguém pode desempenhar seu dever?”. Que tipo de lógica é essa? Elas dizem: “Você sempre fala sobre a vida humana, sobre os valores, pensamentos e pontos de vista das pessoas e sobre a senda que trilham. Por que você não fala sobre comida e roupa? Por que não fala sobre como cuidar do corpo para que possa desempenhar bem o seu dever?”. É nessas coisas que elas pensam — será que ainda conseguem compreender a verdade? Você simplesmente não consegue se comunicar com tais pessoas. Quando tenta falar com elas, elas só falam em ganhar dinheiro. Tratam ganhar dinheiro, viver a vida, buscar o mundo e passar a vida comendo, bebendo e se divertindo como os principais assuntos da vida humana e como a senda que as pessoas deveriam trilhar na vida. Quanto ao que as pessoas deveriam buscar ou ganhar ao crer em Deus, essas coisas não existem nos pensamentos ou na consciência delas. Elas acreditam que, não importa quantos anos as pessoas creiam em Deus, elas ainda precisam comer e viver, e que, para viver bem, não se pode prescindir de dinheiro — ter dinheiro significa ter uma vida boa, e sem dinheiro, a vida não pode continuar. Essa é sua lógica; tais pessoas são propensas a distorções. As pessoas propensas a distorções não têm pensamentos ou pontos de vista corretos; são como pessoas desalmadas. Que diferença há entre a vida de tais pessoas e a de porcos ou cachorros? (Não há diferença.) Se você tentar educar um cachorro ou um gato para que ele seja obediente e aja como uma criança bem-comportada, ele conseguirá entender? (Não conseguirá.) O que um cão pode entender, no máximo? Se você disser “sente-se” e depois lhe der um pedaço de carne, ele se lembrará. Depois disso, assim que você disser “sente-se”, não importa a distância, ele se sentará imediatamente e esperará que você lhe dê carne. Um cão consegue se lembrar dessa ação mecânica; desde que você lhe diga que se sentar resulta em uma recompensa, ele obedecerá. Os pensamentos dele são simples assim. Então, qual é a diferença entre os pensamentos das pessoas sem calibre e os dos animais? (Não há diferença significativa.) Quando os animais terminam de comer todos os dias, eles saem para brincar. Quando chega a hora de comer novamente e você os chama de volta, eles vêm correndo imediatamente. Não importa se você os amarra ou ordena que se sentem, eles obedecerão. Por que é assim? Porque há comida para comer. Eles ficam mais do que felizes em obedecer às suas ordens por causa daquele bocadinho de comida. Os pensamentos dos animais são simples assim. Para eles, basta obedecer a um regulamento ou a uma fórmula que os beneficie; eles não pensam em muito mais. Como os instintos que Deus dá aos animais são limitados a essas coisas, que são suficientes para sustentar sua sobrevivência, e Deus não lhes deu nenhuma comissão, os animais não precisam considerar a vida, o futuro, sua destinação ou suas responsabilidades e obrigações. Eles também não precisam considerar que senda trilhar nem buscar uma vida significativa e assim por diante. Mas as pessoas são diferentes. Deus dotou as pessoas de vários instintos e também concedeu a verdade para ser sua vida. Portanto, Deus tem padrões exigidos para as pessoas. Assim, as pessoas deveriam considerar essas questões; somente isso as ajuda a ganhar a verdade como sua vida. Essas são a responsabilidade e a obrigação que as pessoas deveriam ter, e, é claro, isso também é seu direito. Mas se você não consegue exercer esse direito ou não tem essa capacidade de refletir sobre as questões, isso prova que seu calibre é muito baixo. Entre os seres vivos no nível dos humanos, você pertence à categoria daqueles que têm calibre baixo. Você não consegue pensar por conta própria e, mesmo quando os outros lhe explicam as coisas, você não consegue entender. Em casos mais graves, você resiste, zomba, ridiculariza ou até mesmo critica os outros. Se seu calibre é tão baixo assim, isso significa que você não tem calibre algum. Por exemplo, uma pessoa sem calibre lê um artigo de testemunho experiencial e você lhe pergunta: “Esse artigo é bom?”. Ela diz: “Ele é muito bom. Cada parágrafo é dividido corretamente, e a pontuação é, em grande parte, correta. O primeiro parágrafo explica a hora e o local, o segundo, o histórico dos personagens, o terceiro começa narrando o desenrolar da história e, em seguida, passa para o clímax e a conclusão”. Se você lhe pergunta quais são os pensamentos e pontos de vista do autor, ela diz: “Há pensamentos e pontos de vista? A seção das palavras de Deus que o autor citou são os pensamentos e pontos de vista”. Você pergunta: “As palavras de Deus que ele cita são relevantes? Os pensamentos e pontos de vista que quer expressar são acurados?”. Ela responde que não sabe. Em seguida, você faz perguntas como: “O entendimento que o autor compartilhou é genuíno e prático? O que ele entende é doutrina ou se aproxima da realidade? Ele edifica os outros ou tem valor para eles? Oferece ajuda ou benefício aos leitores?”. Ela não sabe nada disso e não consegue perceber. É isso que significa ter um calibre muito baixo. Se você lhe comunica os erros nos pensamentos e pontos de vista do artigo, quais partes são práticas e quais não são, ela continua não sabendo e não consegue relacionar isso ao artigo. Isso demonstra falta de calibre? (Sim.) Mesmo quando outros comunicam os problemas existentes, ela continua não sabendo. Isso não demonstra falta de calibre? É igual a alguns líderes de igreja: quando pessoas malignas ou descrentes aparecem na igreja, eles não sabem lidar com estes. Quando você lhes comunica as verdades princípios, eles não entendem e pedem que você dê um exemplo. Quando você dá um exemplo, eles continuam não sabendo como lidar com essas pessoas. Eles dizem: “Por favor, ensine-me. Como, exatamente, devo lidar com essa pessoa? Devo colocá-la em uma igreja comum, em um grupo B ou removê-la? Como devo me comunicar com essa pessoa? Por favor, explique-me palavra por palavra. Vou gravar isso e depois seguir ao pé da letra para lidar com a situação — dessa forma, consigo fazer isso”. Se a pessoa é assim, qual é o sentido de lhe comunicar princípios? Mesmo quando você lhe dá exemplos, ela não entende e não consegue lidar com o assunto. Tais pessoas simplesmente não têm capacidade de compreensão. No fim, elas ainda perguntam: “Diga-me o que devo fazer com relação a esse problema de agora, e eu o farei”. Você lhes diz aonde devem ir para tratar do assunto, o que dizer a quem para que isso seja feito e em que medida o assunto deve ser tratado para ser considerado completamente resolvido. Quando você termina de explicar, elas parecem entender, mas ainda assim não conseguem lidar com isso, e você precisa encontrar alguém que coopere com elas para concluí-lo. Tais pessoas são extremamente lentas e não têm calibre. Por exemplo, suponha que você diga às pessoas que estão aprendendo a dançar que os passos de certa dança são muito bons e faça com que elas acompanhem um vídeo para aprendê-los. Depois de alguns dias, quando você perguntar como progrediram, algumas pessoas mentalmente lentas dirão que não conseguiram identificar quais passos eram bons. Mesmo com material didático, elas não conseguem aprender. Não sabem quais movimentos são bons ou quais podem ser usados e não sabem escolher. O que elas acabam fazendo? Elas têm uma tática e dizem: “Simplesmente escolha alguns passos de dança que eu devo aprender e eu os seguirei — fim de papo”. Elas têm esse traquejo; embora não entendam os princípios, elas têm um pouco de astúcia. Não são iguais a robôs? Elas podem ter conhecimento e instrução, mas carecem da capacidade de avaliar e apreciar as coisas — é isso que significa não ter calibre. Elas não sabem por que devem aprender o que você as instrui a aprender. Quanto às coisas que você as instrui a não aprender, elas não sabem o que há de errado com elas ou por que não deveriam aprendê-las. Mesmo depois de serem informadas, elas ainda não conseguem ver. Digam-Me, tais pessoas têm calibre? (Não.) Carecer da capacidade de estar ciente das coisas por conta própria e carecer da capacidade de identificar e julgar independentemente o certo e o errado — é isso que significa não ter calibre. Como gado ou cavalos, elas sempre precisam de alguém que as conduza — nesse caso, não são apenas ferramentas? Se você tivesse calibre, ainda precisaria de alguém para conduzi-lo? Então, para que você tem um cérebro? Seu cérebro é inútil. Para ser mais preciso, você não tem calibre. Você precisa ouvir os outros e ser conduzido por eles — você é apenas uma ferramenta. Não importa quanto tempo pessoas como essas estudem uma certa profissão ou quantos princípios relacionados a ela ouçam, elas ainda assim não conseguem entendê-los ou captá-los. No fim, não sabem aplicar nem implementar esses princípios. Esse é o tipo de pessoa com o calibre mais baixo — aquele que não tem calibre. Algumas pessoas dizem: “Não pense que, só porque ele não tem a capacidade de avaliar e apreciar as coisas e sempre segue seu exemplo ao desempenhar o dever, isso significa que ele tem calibre baixo. Na verdade, ele só não tem calibre quando se trata de compreender a verdade. Quando se trata de assuntos que envolvem os próprios interesses, ele sempre pensa em todas as maneiras de se proteger contra qualquer perda. Nessas coisas, ele é perspicaz — definitivamente não é uma pessoa mentalmente lenta. Na igreja, ele parece ser mentalmente lento, mas se voltasse ao mundo, não seria mentalmente lento. Nas coisas de que gosta, ele tem pensamentos e criou trabalhos; talvez consiga ter algum sucesso”. Há também pessoas que cometem malfeitos imprudentes na igreja, e todos dizem que elas têm calibre baixo, mas elas mesmas não se convencem: “Você diz que tenho calibre baixo, mas se eu estivesse no mundo não crente, ainda conseguiria ganhar dinheiro e me sustentar. Ainda conseguiria prosperar — não é certeza que eu me sairia pior do que os outros!”. O mundo não crente avalia tudo segundo as verdades princípios? Ele se baseia nas palavras de Deus como fundamento? Caso contrário, mesmo que suas obras criadas consigam se sustentar no mundo não crente, isso não prova que as pessoas têm calibre. Por exemplo, algumas pessoas pintam, e, à primeira vista, as cores, a composição, a iluminação, as proporções das figuras e outros aspectos de suas pinturas parecem muito bons. Entretanto, quando pintam certos santos antigos na casa de Deus, surgem problemas. Eu digo: “As obras desse pintor costumavam vender muito bem entre os não crentes, e as pessoas as apreciavam. Mas por que acho suas representações de Abraão, Jó e Noé tão estranhas? Como essas três pessoas de períodos diferentes acabaram parecendo pertencer a uma única família? Eles eram israelitas antigos, e a estrutura óssea de seus traços faciais deveria refletir as características desse grupo étnico. Mesmo que não conheça a personalidade de cada figura, no mínimo ele deveria entender a estrutura óssea e as características dessa etnia. Não importa a que período pertença a pessoa que ele está pintando, as características étnicas deveriam ser enfatizadas e evidenciadas por meio do cabelo, das características faciais, da cor dos olhos e do formato do rosto”. No entanto, como é que as figuras desses períodos diferentes que ele pintou, apesar de terem idades diferentes, têm estrutura óssea que não se assemelha à de seu grupo étnico? Todas têm um rosto retangular; as mais jovens só têm menos rugas e cabelos mais escuros, enquanto as mais velhas têm mais rugas, pele mais escura e cabelos mais grisalhos. Os traços dessas figuras são basicamente todos os mesmos: rosto largo e retangular, estatura alta e constituição física particularmente forte. Eu digo: “Por que todas essas figuras são iguais? Elas são parecidas demais e não têm traços que as distinguem”. O próprio pintor não percebe o problema. Talvez ele tenha pintado demais obras desse tipo, sua técnica tenha se tornado polida demais e seu estilo tenha se tornado fixo. Sempre que pinta figuras, os homens quase sempre têm o mesmo formato de rosto, e ele não consegue capturar os traços faciais únicos de personagens diferentes. Sua capacidade de avaliar e apreciar as coisas não é um pouco baixa? (Sim.) Depois de terminar a pintura, ele não sabe se os traços faciais que retratou estão de acordo com as características ósseas desse grupo étnico; ele não tem certeza sobre essas características. Vocês diriam que o calibre dele nessa área é mediano ou ruim? (Ruim.) Ele consegue corrigir isso depois de receber sugestões de outras pessoas? Uma vez, Eu lhe sugeri algo, mas quando vi seu trabalho mais tarde, ele continuava igual. A essa altura, não há mais nada a dizer — explicar mais ainda estaria fora de seu alcance.
Quando se trata de problemas relacionados à capacidade das pessoas de avaliar e apreciar as coisas, essas são as manifestações das pessoas com diferentes níveis de calibre. Pessoas com calibre bom conseguem não apenas apreciar as coisas, mas conseguem também avaliá-las. Aquelas com calibre ainda melhor, ao encontrar pensamentos e pontos de vista corretos, elas os defenderão e os compartilharão ou os proverão a outras pessoas, e quando encontrarem pensamentos e pontos de vista incorretos, conseguirão identificá-los e corrigi-los. As pessoas de calibre mediano têm certa capacidade de apreciar as coisas, mas carecem da capacidade de avaliar as coisas — elas não conseguem identificar as coisas no nível do pensamento. As pessoas de calibre baixo não entendem as coisas no nível do pensamento, e, portanto, não se pode dizer que elas têm qualquer capacidade de identificar as coisas. As pessoas sem calibre não conseguem entender essas questões de forma alguma. Mesmo que alguém lhes explique, elas ainda assim não conseguem entender o que realmente são os pensamentos e pontos de vista que estão sendo discutidos. Para elas, é igual a ouvir uma história sobre outro planeta — está completamente fora de seu alcance. Essas são as diferentes características exibidas por pessoas de calibres diferentes em termos da capacidade de avaliar e apreciar as coisas.