Como buscar a verdade (6) Parte quatro

Número 7: A capacidade de identificar as coisas

Agora que terminamos de discutir a capacidade de fazer julgamentos, falemos a seguir sobre a capacidade de identificar as coisas. A que se refere a capacidade de identificar as coisas? Refere-se principalmente a identificar se pessoas, eventos e coisas são positivos ou negativos, corretos ou incorretos, e certos ou errados; refere-se a caracterizar ou classificar pessoas, eventos e coisas — categorizando as pessoas, os eventos e as coisas que você enfrenta em várias categorias. A intenção e o propósito de identificar é classificar as pessoas de acordo com seu tipo e classificar as coisas positivas e as negativas de acordo com seu tipo. Classificar, é claro, não significa agrupar pássaros na categoria de pássaros, animais na categoria de animais ou plantas na categoria de plantas. A capacidade de identificar as coisas não se refere à capacidade de identificar estas, mas à capacidade de identificar os atributos de várias pessoas, eventos e coisas. Por exemplo, você consegue categorizar as manifestações, as revelações e a essência de várias pessoas? Consegue definir os atributos das várias pessoas, eventos e coisas que você encontra? Por exemplo, ao identificar descrentes, você consegue identificar as revelações dos descrentes que lhe permitem ser capaz de reconhecer claramente que eles são descrentes? Se você sabe quais características e traços os descrentes têm, que revelações de humanidade eles exibem, que palavras dizem, que ações tomam e que pensamentos e pontos de vista possuem, você deveria ser capaz de identificar descrentes. Quando várias pessoas, eventos e coisas aparecem, uma pessoa com calibre bom consegue identificar se são coisas positivas ou negativas, pessoas positivas ou negativas, se são justas ou malignas e se são corretas ou incorretas. Ela consegue definir os atributos de várias pessoas, eventos e coisas e discernir se eles se alinham com a humanidade e com a verdade. Esse é alguém que tem calibre bom. E quanto às pessoas que têm calibre mediano? Elas conseguem identificar as várias pessoas, eventos e coisas que têm atributos óbvios. Por exemplo, algumas pessoas dizem: “Como poderia haver um deus? Onde ele está? Por que não consigo confirmar que ele existe?”. Para palavras como essas, que obviamente negam a Deus, elas têm algum discernimento e conseguem identificar que tais pessoas são descrentes e sujeitos negativos. Elas conseguem identificar o mal óbvio, e coisas obviamente negativas, injustas e perversas, mas para algumas coisas que são capciosas, que raramente são ouvidas pelas pessoas e que se enquadram em uma zona intermediária ou cinzenta, elas não conseguem diferenciá-las, nem são capazes de tratá-las de forma diferente. Elas têm a capacidade de discernir pessoas malignas que cometem malfeitos óbvios. Sabem que tal pessoa é maligna e que, se uma pessoa maligna como esta se tornasse líder e ganhasse status, ela seria um anticristo. Mas se essa pessoa tem índole ruim e ainda não cometeu atos malignos, elas não seriam capazes de identificar se ela pode ser categorizada como uma pessoa maligna e que atos malignos ela poderia cometer, nem seriam capazes de definir os atributos dessa pessoa. Isso é ter calibre mediano. O comportamento de algumas pessoas é bastante óbvio, como cometer licenciosidade, adorar ídolos, seguir coisas mundanas, adorar fazer fofoca, reprimir e intimidar frequentemente os outros, ou cometer assassinato e incêndio criminoso, e elas diriam que essas pessoas não são boas e são detestadas por Deus; elas conseguem fazer essa diferenciação. Mas, quanto a algumas pessoas cujo comportamento externo parece muito bom — costumam dar esmolas e ajudar os outros, demonstram paciência para com as pessoas, dão-se razoavelmente bem com os outros —, cuja humanidade parece muito boa por fora, mas cujas palavras e ações na maioria das vezes não concordam com a verdade, e cujas ações violam frequentemente as verdades princípios, elas não seriam capazes de discernir se tais pessoas são aquelas que buscam a verdade ou a que categoria, exatamente, elas pertencem. Para as pessoas, os eventos e as coisas que são óbvios e facilmente rotulados, elas conseguem discernir se são corretos ou incorretos, certos ou errados, se são retos ou perversos e se são coisas positivas ou negativas. Elas conseguem diferenciar tais questões externas, mas não conseguem diferenciar quando se trata de pessoas, eventos e coisas que realmente envolvem os princípios e estão relacionados à verdade. Elas não conseguem discernir quais estão obviamente de acordo com a verdade e quais violam a verdade. Isso é ter calibre mediano. Por exemplo, algumas pessoas usam roupas feitas de tecido relativamente bom, que parecem elegantes e de alta qualidade, e as fazem se assemelhar àquelas figuras de alto nível ou alguém da elite de colarinho branco do mundo. Vendo isso, pessoas com calibre mediano dizem: “É dessas roupas que os não crentes gostam. Como pessoas que creem em Deus, não deveríamos gostar delas; elas não são coisas positivas”. Dizer isso é incorreto. Essas roupas não têm aparência sedutora ou atraente; em vez disso, são elegantes, dignas e decentes, fazem com que quem as veste pareça nobre. Mas essas pessoas consideram tais peças de roupa — que fazem quem as veste parecer nobre e elegante, e que estão na moda atualmente — como coisas negativas, e dizem que são perversas. Isso é ser incapaz de identificar essas coisas, certo? (Sim.) Então, como é a capacidade de tais pessoas de identificar as coisas? No máximo, é mediana. Isso é ter calibre mediano. Tais pessoas não conseguem nem mesmo diferenciar algumas coisas que os não crentes conseguem diferenciar — não crentes que têm calibre bom conseguem discernir entre a humanidade boa e a má, mas essas pessoas não conseguem. Apesar de entenderem algumas doutrinas depois de crerem em Deus, tais pessoas não conseguem diferenciar as coisas positivas das negativas. Elas conseguem discernir coisas que são óbvias, mas não conseguem discernir coisas que não são. São capazes de discernir pessoas obviamente malignas, incidentes óbvios de interrupções e perturbações sendo causados e incidentes óbvios de violação dos princípios, mas quando se trata de certas pessoas, eventos e coisas que são relativamente especiais, sinistros e bizarros, e que estão ocultos nas sombras, elas não conseguem identificá-los. É somente por meio da comunhão e dos avisos dos outros, ou por meio das próprias pessoas fazendo algo óbvio, que elas conseguem identificá-los. Caso contrário, não conseguem. Isso indica que sua capacidade de identificar as coisas é mediana. Há também algumas pessoas que, não importa quais sejam as circunstâncias, não conseguem discernir nenhuma pessoa, evento ou coisa, nem definir os atributos destes. Por exemplo, quando se trata de avaliar quais são, exatamente, os atributos de certa categoria de pessoas — se são crentes verdadeiros ou descrentes, se são pessoas que buscam a verdade ou se são adequadas para ser cultivadas —, elas não sabem e não conseguem ver essas coisas. Mesmo quando tais pessoas exibem muitas manifestações e têm problemas muito óbvios, elas ainda não conseguem identificar essas pessoas ou definir os atributos delas. Isso é carecer da capacidade de identificar as coisas. Mesmo que surjam algumas pessoas, eventos e coisas comuns e facilmente discerníveis, elas não conseguem dizer com clareza se essas pessoas são boas ou malignas, ou se essas coisas são justas ou perversas. Elas não sabem como diferenciá-las ou categorizá-las, nem sabem como classificá-las. Mesmo depois de ler as palavras de Deus e de se comunicar com os outros, elas ainda não conseguem identificá-las. No final, elas fazem com que os outros decidam por elas, dizendo: “Seja como for que você as caracterize, é isso que elas são. Se você as caracteriza como justas, então elas são justas; se as caracteriza como perversas, então são perversas”. Em resumo, elas mesmas não conseguem fazer definições ou tirar conclusões. Não importa a situação, sempre que se trata de tirar uma conclusão, elas ficam perdidas e não têm nada a dizer. Isso não é carecer da capacidade de identificar as coisas? (Sim.) Mesmo com o fenômeno externo mais simples, se você lhes pede que identifiquem qual é a natureza disso e quais são os atributos, elas não sabem. No entanto, elas têm um truque: conseguem divagar, recontando o que uma pessoa disse e fez. Mas se você lhes pergunta: “Essa pessoa é, de fato, um crente verdadeiro ou não? É alguém que aspira a Deus tremendamente?”, elas respondem: “Bem, ele crê em Deus há mais de dez anos e renunciou a família e carreira. Quando o filho tinha três ou quatro anos, ele o confiou aos irmãos e deixou sua casa para desempenhar seu dever”. Elas agem de forma calculada; evitam tirar conclusões por si mesmas e, em vez disso, deixam que você decida. Se você lhes pergunta: “Então, essa pessoa é alguém que aceita a verdade?”, elas respondem: “Bem, desde que se tornou líder de igreja, ele tem se levantado muito cedo e ido para a cama muito tarde. Quanto a se é alguém que aceita a verdade, quando os irmãos lhe apontaram alguns dos problemas dele uma vez, ele chorou na hora, dizendo que estava em dívida com Deus e não tinha se saído bem”. “E ele se arrependeu depois?” “Bem, na hora, a atitude dele foi muito boa.” Elas gostam de dar a você um monte de informações, mostrando que têm algo a oferecer, que sabem tudo e sabem como ver as pessoas, e impedindo que você as subestime. Na realidade, elas não conseguem discernir as pessoas, nem tirar conclusões. Simplesmente lhe contam um monte de fenômenos e informações, e deixam que você identifique que tipo de pessoa é esse, e que tire conclusões sobre essa pessoa e defina os atributos dela. Você diz: “Essa pessoa pode, basicamente, ser considerada alguém que aceita a verdade. Ele tem ímpeto na crença em Deus e é um crente verdadeiro. É só que, por ter calibre baixo e carecer de capacidade de compreensão, ele nunca consegue encontrar os princípios de prática e não consegue praticar a verdade, apesar do fato de que está disposto a aceitá-la”. Elas respondem: “Para mim, ele não parece alguém que tem capacidade de compreensão. Sempre que fala sobre algo desagradável, ele chora — é sempre a mesma atitude”. Veja só! Elas mesmas não têm capacidade de identificar as coisas, mas são muito boas em pegar carona nos comentários dos outros. Isso não é problemático? A manifestação mais comum de pessoas que carecem da capacidade de identificar as coisas é que elas gostam de lhe contar sobre um monte de fenômenos, informações, problemas difíceis, os rumos dos eventos ou tudo o que observaram sobre alguma situação, depois esperam que você a defina e, depois que você a define, elas acham que a sua definição é boa e conseguem aceitá-la. Depois de aceitá-la, elas ainda não sabem por que você definiu dessa maneira. Não conhecem a base ou os princípios por trás de sua conclusão, nem sabem como tratar ou lidar com o tipo de pessoa em questão. Não sabem nada sobre nenhuma dessas coisas. Mesmo depois de comunhão e estudo, elas ainda não entendem. Isso mostra que elas não têm capacidade de identificar as coisas; isso é uma manifestação de não ter calibre. Além disso, elas cometem frequentemente o erro de distorcer fatos e confundir uma coisa com outra. Não importa sobre que questão comentem, elas não conseguem captar a raiz ou a essência do assunto e, em vez disso, tiram conclusões baseadas apenas em fenômenos externos. Por exemplo, elas descrevem o malfeito de um anticristo como uma transgressão, acreditando que, desde que o anticristo o reconheça, ele pode dar meia-volta. Se veem uma pessoa honesta contando uma mentira, elas a caracterizam como uma pessoa enganosa. Se veem alguém sendo arrogante e presunçoso, elas o caracterizam como uma pessoa maligna. Esses são os tipos de erros cometidos comumente por pessoas que carecem da capacidade de identificar as coisas. Para cada pessoa, a capacidade de identificar as coisas é um tipo de calibre que ela deveria possuir ao se deparar com várias pessoas, eventos e coisas na vida. A capacidade de identificar as coisas envolve não apenas identificar a essência de várias pessoas, eventos e coisas, mas também determinar os atributos destes. Quanto mais precisamente você conseguir determinar esses atributos, maior capacidade de identificar as coisas você provará que possui. Se suas determinações não forem muito precisas e houver uma lacuna entre suas determinações e a essência e a raiz da questão, isso prova que sua capacidade de identificar as coisas é mediana. Se você não consegue determinar os atributos de pessoas, eventos e coisas, nem perceber bem esses atributos, isso prova que você não tem capacidade de identificar as coisas. Por exemplo, digamos que, quando se trata de uma pessoa, você só consegue descrever as muitas manifestações e revelações dela, mas não consegue perceber bem a essência. Ou seja, você só consegue falar que essa pessoa tende a ser negativa ou quais pontos fortes ela tem, só consegue falar sobre muitas coisas que aconteceram com essa pessoa, mas não conhece a índole, o calibre ou a atitude dela em relação à verdade, não consegue perceber bem essas questões essenciais e não tem nenhuma definição para as pessoas, os eventos e as coisas que aparecem ou ocorrem ao redor dessa pessoa. Independentemente de tais coisas serem corretas ou incorretas, justas ou perversas, coisas positivas ou negativas, manifestações de boa humanidade ou de humanidade maligna, você não consegue perceber bem nem discernir nenhuma dessas coisas. Não importa quantas verdades você ouviu ou quantos testemunhos experienciais escutou, você ainda não consegue identificar ou diferenciar várias pessoas, eventos e coisas; em seu coração, você não tem definição para nenhuma categoria de pessoas, eventos ou coisas. Isso é carecer da capacidade de identificar as coisas, e é também uma manifestação de não ter calibre.

Se as pessoas que carecem da capacidade de identificar as coisas não têm autoconsciência e, também, são arrogantes e presunçosas, qual é o erro que elas são mais propensas a cometer? É se apegar a algumas poucas manifestações exibidas por outras pessoas e então rotulá-las e defini-las arbitrariamente. Por exemplo, elas veem que algumas pessoas são um pouco voluntariosas e então dizem que são como pessoas malignas, que são diabos — isso não é um erro enorme? Essas pessoas são apenas um pouco voluntariosas e, devido às condições familiares ou ao ambiente em que cresceram, formaram alguns maus hábitos de vida ou desenvolveram alguns hábitos ruins e falhas. No geral, a índole dessas pessoas não é boa, mas também não é maligna, então elas não podem ser chamadas de pessoas malignas. No entanto, aqueles que carecem da capacidade de identificar as coisas se apegam a algumas coisas que uma dessas pessoas diz ou a uma ou duas coisas que ela faz e então a definem cegamente, dizendo: “Essa pessoa tem uma personalidade estranha, antissocial e obstinada. Ela é uma pessoa maligna”. Essa definição está errada. Pessoas verdadeiramente malignas dizem palavras agradáveis e bajulam as pessoas; elas têm táticas, ocultam e enganam, e fazem as pessoas de brinquedo. Algumas pessoas malignas conseguem até dar esmolas, ajudar os outros e demonstrar paciência. Aqueles que carecem da capacidade de identificar as coisas dirão de uma pessoa assim: “Essa pessoa é tão boa, é um crente verdadeiro”, mas, na realidade, essa pessoa é um fariseu hipócrita. Aqueles que carecem da capacidade de identificar as coisas não conseguem perceber bem a essência das pessoas — durante as eleições, até votam em pessoas malignas para que estas se tornem líderes. A que isso equivale? Equivale a ajudar e incitar o mal. Algumas pessoas malignas não exibem seu mal em seu comportamento e não o revelam. Seu mal está em seu coração. As coisas que elas fazem são todas intencionais, e suas intenções têm todas uma qualidade dissimulada. As coisas que elas fazem que você consegue ver não refletem, de fato, as verdadeiras intenções delas. As verdadeiras intenções, os propósitos e a perversidade delas estão todos ocultos no coração delas. Se uma pessoa carece da capacidade de identificar as coisas e não consegue discernir tais pessoas, é provável que as considere pessoas boas, pessoas que buscam a verdade. Algumas pessoas têm personalidade franca e não empregam nenhuma tática quando se associam aos outros. Elas falam de maneira direta e são um tanto irritadiças em termos de personalidade e temperamento. Na verdade, não há grandes problemas com sua humanidade, é só que às vezes seu tom de voz é brusco. No entanto, o que elas revelam é exatamente o que pensam no interior — o que quer que pensam no interior é aquilo que revelam no exterior. Os outros costumam pensar que essas pessoas não sabem interagir com todo mundo ou socializar, e não se acostumam com a maneira de falar usada por elas. Tais pessoas falam de forma particularmente brusca e direta, e estão sempre magoando os outros sem querer. Com o tempo, acabam magoando a todos, e as pessoas não nutrem bons sentimentos por elas. Alguns que carecem de discernimento dizem que uma pessoa como essa é maligna, mas, na verdade, ela não é maligna. Você diz que ela é maligna — então apresente os fatos de que ela atormentou os outros: quem ela atormentou ou reprimiu? Quem ela prejudicou ou enganou? Se realmente houver uma base factual provando que essa pessoa é uma pessoa maligna — que ela não apenas prejudica os outros com palavras, que também há maldade no fundo do coração dela e que ela é verdadeiramente prejudicial aos outros —, então ela pode ser caracterizada como uma pessoa maligna. Se ela não tem intenção de prejudicar os outros, então não é uma pessoa maligna. Ela simplesmente tem uma personalidade franca e fala de maneira brusca — isso é inato. Falar de forma brusca, no máximo, é uma falha e um defeito da humanidade dela. Ela não sabe como ter tato e se colocar em pé de igualdade com os outros quando fala, não sabe como mostrar tolerância para com as outras pessoas, ser complacente e paciente com os outros, ser atenta aos sentimentos dos outros. Ela não sabe nada disso. Faltam coisas em sua humanidade. No entanto, algumas pessoas que carecem de discernimento consideram tais indivíduos como pessoas malignas. Na verdade, quando esses indivíduos fazem as coisas, eles protegem os interesses da casa de Deus na maioria das vezes. Embora seu tom seja um pouco brusco quando falam com os outros, eles não prejudicaram ninguém, nem têm a intenção de prejudicar as pessoas. É só que lhes falta tato em sua fala, e eles não consideram a situação ao falar. Por causa de certos defeitos e falhas na humanidade de tais indivíduos, muitas outras pessoas pensam erroneamente que eles são pessoas malignas, mas não conseguem apresentar nenhuma evidência dos atos malignos deles. Isso é um erro de julgamento, uma caracterização equivocada de tais indivíduos. Indivíduos verdadeiramente malignos podem não prejudicar os outros exteriormente, podem dar esmolas e ajudar os outros, e suas palavras podem demonstrar que são compreensivos, atenciosos, cuidadosos, concessivos e até mesmo tolerantes e amorosos para com os outros — suas palavras e ações podem parecer muito boas —, mas em certas circunstâncias especiais ou assuntos especiais, e em assuntos que envolvem seus interesses, eles conseguem reprimir, prejudicar e conspirar em segredo contra os outros, e nem sequer protegerão os interesses da casa de Deus. Mesmo que algo não envolva seus interesses, mesmo que tenham apenas que levantar um dedo, eles ainda não protegerão os interesses da casa de Deus. Aquilo que tais indivíduos vivem exteriormente parece excepcionalmente bom, e, por fora, nenhuma falha ou defeito pode ser visto em sua humanidade, mas eles são, de fato, pessoas totalmente malignas. Muitas pessoas não conseguem discernir tais indivíduos e são cegadas pelas táticas, pelas filosofias para os tratos mundanos e pelos complôs e esquemas deles. Se a natureza essência de um indivíduo desse tipo e os fatos de seus malfeitos são expostos, não só essas pessoas não aceitam, como também consideram esse indivíduo bom, alguém que a casa de Deus deveria cultivar e para o qual deveria dar um papel importante. Elas carecem de discernimento de tais indivíduos. Não falemos sobre se essas pessoas conseguem avaliar uma pessoa de acordo com a palavra de Deus ou as verdades princípios, e olhemos apenas para seu calibre — elas consideram até mesmo esses indivíduos obviamente malignos como pessoas boas, e, mesmo quando há fatos dos malfeitos desses indivíduos, elas ainda os consideram pessoas boas — isso significa que elas são totalmente confusas. Pessoas que carecem da capacidade de identificar as coisas não são apenas deficientes mentais e idiotas, mas também confusas. Esses indivíduos malignos reprimiram e atormentaram os outros e usaram várias táticas para fazer as pessoas de brinquedo, mas essas pessoas não consideram isso maligno e não conseguem ver que é maligno. Além disso, há uma manifestação óbvia de pessoas malignas, que é o fato de nunca protegerem os interesses da casa de Deus — nem uma única vez. Mesmo que tivessem apenas que dizer uma única palavra ou levantar um dedo, elas ainda não os protegeriam, muito menos quando se trata de assuntos que envolvem a segurança pessoal delas, ou o status e a reputação delas — nesses casos, elas protegem menos ainda os interesses da casa de Deus. Algumas pessoas não conseguem perceber bem esses indivíduos obviamente malignos. Diga-Me, tais pessoas têm calibre? Pessoas malignas têm uma essência maligna; elas reprimem qualquer um. Não importa quem seja, contanto que uma pessoa afete seu status ou seus interesses, essa pessoa se torna o alvo da repressão delas. Aqueles que carecem de discernimento não conseguem perceber bem essas questões. As pessoas que carecem de discernimento não são confusas? (Sim.) Elas nem sabem se pessoas malignas as reprimirão — diga-Me, até que ponto tais pessoas são confusas? Não são totalmente confusas? (Sim.) Depois que alguns indivíduos malignos são dispensados, certas pessoas sem a menor capacidade de identificar as coisas chegam a se manifestar em favor deles, a defendê-los e a clamar sobre a injustiça que eles sofreram, só porque esses indivíduos malignos creem em Deus há muitos anos, possuem alguns dons, são eloquentes, têm táticas e, exteriormente, renunciam às coisas, despendem-se e suportam dificuldade. Essas pessoas não falam sobre quanto mal esses indivíduos malignos fizeram. Em vez disso, dizem: “Eles creem em Deus há muitos anos, seguiram a Deus com devoção focada e suportaram muita dificuldade. Foram até presos pelo grande dragão vermelho, suportaram tortura e cumpriram pena na prisão, e, além disso, ajudaram tal irmão ou tal irmã”. Elas olham apenas para essas coisas e ignoram os atos malignos desses indivíduos; não mencionam quanto mal eles fizeram. Elas não são confusas demais? (Sim.) Aqueles que são totalmente confusos já não podem mais ser redimidos, são incuráveis. Pessoas que não possuem a capacidade de identificar as coisas são pessoas sem calibre — elas não têm nenhuma habilidade. Tais pessoas não sabem e não conseguem identificar se algo é correto ou incorreto, ou se uma pessoa é uma figura positiva ou negativa. Elas não conseguem ver claramente a essência e a natureza de uma pessoa, ou resumir os atributos dessa pessoa, por meio do comportamento, das manifestações, das revelações de corrupção e dos muitos fatos dos malfeitos dela. Contanto que essa pessoa ainda esteja na igreja, essas pessoas a tratarão como um irmão ou irmã e a tratarão com amor, de coração. Elas não têm discernimento de ninguém e não conseguem tratar ninguém de acordo com os princípios. Tais pessoas não têm capacidade de identificar as coisas. Elas não sabem e não conseguem identificar se várias questões são justas ou perversas, se têm um efeito positivo ou negativo sobre as pessoas e se devem ser consideradas corretas e aceitas, ou consideradas incorretas e discernidas e rejeitadas, e se é preciso resistir a elas. Quando você lhes dá um exemplo para explicar alguma questão, elas sabem que tais questões não são boas, que não se conformam com as verdades princípios e que não são aplicáveis na casa de Deus. Mas na próxima vez que uma questão semelhante surge, elas ainda não sabem como abordá-la e não conseguem aplicar os princípios — elas só entendem se você lhes dá outro exemplo. Você tem que lhes explicar as questões uma por uma, usando o método de ensinar uma criança a aprender, para que elas entendam. Isso é carecer da capacidade de identificar as coisas. Não importa se é uma pessoa ou uma coisa, elas não sabem se é justa ou perversa, correta ou incorreta, uma coisa positiva ou negativa, se ela está de acordo com a verdade e com as necessidades da humanidade ou não, nem como os crentes em Deus deveriam vê-la — elas não sabem nada disso. Isso é carecer da capacidade de identificar as coisas. Então, qual é a base para avaliar o nível da capacidade de uma pessoa de identificar as coisas? A base é se suas definições dos atributos de várias coisas são precisas. Se suas definições são precisas, você tem a capacidade de identificar as coisas. Se a precisão de suas definições dos atributos de várias coisas está acima de cinquenta por cento, então sua capacidade de identificar as coisas é mediana ou está acima da média. Se ela não atinge cinquenta por cento, sua capacidade de identificar as coisas é ruim. Se a precisão não é nem de um por cento, então você não tem a capacidade de identificar as coisas e é uma pessoa sem calibre. Se alguém tem ou não a capacidade de identificar as coisas, isso é discernido dessa maneira. Não darei mais exemplos sobre essa capacidade. Vocês podem comunicar isso entre si; deixarei esse tópico para vocês.

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