Não serei mais enganado pelas “boas intenções”

30 de Julho de 2019

Por Meng Yu, Província de Henan

Certa vez, ao realizar o meu dever, percebi que um irmão estava tentando agradar suas irmãs. Aos meus olhos, era uma demonstração do aspecto mau do caráter dele. Decidi buscar uma oportunidade para lembrá-lo dessas coisas. Passados alguns dias, percebi que o desempenho dele na função se tornou menos produtivo uma evidência do meu julgamento prévio sobre ele. Então, decidi falar frente a frente com ele. No entanto, quando tocamos nessa questão, ele negou de modo severo todos os meus comentários e retrucou que eu estava sendo muito crítico. Ele disse: “durante todos esses anos, sempre que se comunica comigo, você me repreende com uma atitude condescendente, e hoje você está falando do mesmo modo condescendente…” A comunicação se tornou ainda mais improdutiva terminou em completa discordância. A reação dele me levou a uma conclusão amarga, e eu pensei: “comuniquei para ajudá-lo, não para humilhá-lo expondo suas falhas. Em vez de escutar, você procurou por falhas em mim e me acusou de ser condescendente. Está bem! Deixarei você em paz. Porém, as minhas intenções eram boas, e a sua rejeição só demonstra que você não busca a verdade”. Desde então, sempre considerei que eu estivesse certo, enquanto pensava que o irmão era o único errado. Entretanto, recentemente, obtive conhecimento de mim mesmo ao lidar com pessoas, coisas e objetos que Deus colocou ao meu redor.

Dias atrás, a igreja designou uma nova tarefa para um de meus irmãos mais novos. Ele estava numa condição ruim, mas, desde que houve essa reorganização, ele se transformou em um novo homem, com uma mente mais enérgica e uma palavra mais confiante. Um dia, ele se comunicou comigo com um tom, expressão e jeito que me deixaram extremamente irritado. Eu sabia que ele comunicava a vontade de Deus e falava a verdade sobre mim, mas eu simplesmente não podia ouvi-lo, muito menos aceitar o que ele dizia. Quando eu estava a ponto de explodir, de repente, vi-me refletido nele e me lembrei do tom e da expressão que usei vários meses atrás quando me comuniquei com o meu irmão. Não surpreendia que eu tivesse sido considerado condescendente. O que ele sentiu era sincero, e agora eu tinha sentido a mesma aversão que ele sentiu de mim como a sensação nauseante de comer uma mosca morta. Deus organizou esse ambiente para me permitir ver esta verdade: um homem com boas intenções, mas com um caráter inalterado, não tem lugar no coração para Deus, então, o que ele revela é natural e é a incorporação de seu caráter satânico. Então, lembrei-me de um trecho da comunhão de Cristo: “O segredo para a autorreflexão e se conhecer é este: quanto mais você sente que em certas áreas fez o bem ou que fez a coisa certa, e quanto mais você acha que pode satisfazer a vontade de Deus ou que é capaz de se gabar em certas áreas, então mais vale a pena para você se conhecer naquelas áreas e mais vale a pena para você escavá-las a fundo para ver que impurezas existem em você, bem como que coisas não podem satisfazer a vontade de Deus” (‘Só reconhecendo seus pontos de vista equivocados você pode se conhecer’ em “Registros das falas de Cristo”). Com isso, Deus pretende ensinar ao homem a entender a falta de pureza em suas palavras e ações. Como os homens são naturalmente rebeldes e estão cheios de venenos satânicos, suas ações, a não ser que sejam corrigidas pela verdade, são naturalmente resistentes a Deus. Aqueles que pensam que seu comportamento está de acordo com a verdade e é irreprochável, na realidade, têm um caráter inalterado e ainda não foram aperfeiçoados por Deus. Eles ainda se opõem a Deus em sua essência interior e revelam seu caráter satânico. Existem muitas impurezas no homem que necessitam ser analisadas, reconhecidas e tratadas. Agora, relembrando a comunicação com aquele meu irmão, justifiquei minha correção com minhas boas intenções, mas falhei em notar que eu tinha uma postura errada na minha comunicação. Posicionei-me como o dono da verdade, como alguém que pode dizer se os outros estão se comportando de maneira normal, e que tinha total discernimento. Pressionei duramente o meu interlocutor para que ele aceitasse e, ao menor sinal de desacordo, eu o rotulei como “alguém que não está buscando a verdade”. O que revelei? Arrogância, severidade, opressão, disciplina o nojento e repulsivo caráter de Satanás. Existe alguma diferença entre o que eu revelei e as opressões políticas em vários movimentos políticos impulsionados pelo grande dragão vermelho? O grande dragão vermelho não se baseava em nada, a não ser em suas próprias intenções, ao plantar acusações e sujeitar as pessoas a opressões brutais. Não orei de verdade a Deus nem procurei Sua orientação antes de me comunicar com o meu irmão, tampouco confirmei se ele estava de fato cometendo um erro antes de me valer da minha impressão prévia, atribuí seu desempenho improdutivo ao fato de ele estar sob a influência do mal e pressionei-o duramente para que ele aceitasse a acusação. Agora me dou conta que minha natureza inerente é idêntica à do grande dragão vermelho todos os movimentos que fiz, todos os meus olhares e modos de falar exalavam o caráter arrogante que é tipicamente revelado pelo grande dragão vermelho. Como posso beneficiar os homens com o meu caráter apodrecido? Como o Espírito Santo poderia operar através de mim? Sem a Sua obra, como posso esperar produzir frutos com a minha comunicação? Agora percebo que a comunicação não era frutífera, não por causa da rejeição da verdade do meu irmão, mas porque eu não tinha posto Deus em meu coração e não era um homem correto diante de Deus. O que revelei não era detestado apenas por Deus, mas também pelos homens.

Graças à obra prática de Deus, conheço-me a mim mesmo e entendo que, se os homens não tiverem mudado em caráter, mesmo se pensarem ter boas intenções e atitudes adequadas, eles não conseguem deixar de revelar o caráter corrompido de Satanás, e por isso eles deveriam entender a si mesmos. De agora em diante, buscarei me concentrar nas mudanças de caráter da minha vida, conhecer a mim mesmo e mudar minha natureza inerente, deixar de julgar com um olhar superficial, abster-me da tendência de não procurar meus próprios defeitos quando tenho boas intenções, buscar me conhecer melhor em tudo, alcançar mudanças de caráter e trazer consolo ao coração de Deus.

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