A transformação de uma atriz

01 de Agosto de 2020

Deus Todo-Poderoso diz: “Como uma das criaturas, o homem deve guardar sua própria posição, e se comportar conscienciosamente, e proteger obedientemente aquilo que lhe é confiado pelo Criador. E o homem não deve agir indevidamente, nem fazer coisas além de sua capacidade nem fazer coisas que são abomináveis para Deus. O homem não deve tentar ser grande, nem excepcional, nem acima dos outros, nem querer se tornar Deus. É isso que as pessoas não devem desejar ser. Querer se tornar grande ou excepcional é absurdo. Querer se tornar Deus é ainda mais vergonhoso; é repugnante e desprezível. O que é louvável, e o que as criaturas devem valorizar acima de tudo, é se tornar uma criatura verdadeira; esse é o único objetivo que todas as pessoas devem perseguir” (“A Palavra manifesta em carne”).

Em maio de 2016, eu estava atuando num filme para a igreja. Foi uma honra ser selecionada, poder contribuir para os filmes da igreja para espalhar as palavras de Deus e dar testemunho de Sua obra, para que aqueles que anseiam por Deus possam ouvir Sua voz e ser salvos. Quando recebi o papel principal num curta para o qual tinha feito um teste, fiquei tão feliz e entusiasmada. Era meu primeiro papel principal. Sabia que, se fosse boa, todos na igreja me admirariam. Determinada a dar meu melhor, mergulhei no trabalho. Quando tinha problemas com uma fala, pedia que um ator mais experiente a lesse e então eu repetia. Quando errava os gestos, pedia que alguém demonstrasse, e então praticava e praticava. Às vezes, virava a noite e não sentia cansaço. Dei duro, e então alguns irmãos e irmãs me procuraram, me disseram depois da pré-estreia: “Você foi maravilhosa naquele curta”. Quando disseram isso, meu ego inflou. Quase me senti famosa, como se tivesse me tornado uma estrela. Mas fiquei surpresa quando o diretor me disse que precisaria ser refilmado por várias razões. Fiquei devastada. “Refilmado? Agora sou figurante em outro filme evangélico da igreja. Se o roteiro do curta for editado… e os horários coincidirem, ainda poderei fazer o papel principal?” Mas então pensei que, já que todos gostaram da minha atuação, eu seria a única apta para o papel. Alguns dias se passaram, e ouvi que o roteiro tinha sido revisado, mas ninguém me chamou para o cenário. Estava ansiosa. Assim que abria os olhos de manhã, eu verificava as mensagens no meu celular, esperando que alguém me chamasse. Mas também tinha medo de abrir meu celular e ler que tinham escolhido outra atriz. Sempre que recebia uma mensagem, ficava estressada, temendo que seria substituída. Naqueles dias, eu não conseguia me concentrar em nada que fazia e não conseguia prestar atenção nas filmagens do filme em que já atuava. Eu não conseguia esperar mais e não me importava com o progresso do filme evangélico. Entrei em contato com o gerente de equipe do curta e disse que faria o papel. Mas, alguns dias depois, ele me enviou uma mensagem. Ele selecionaria a irmã Zhao para o papel principal para que o filme evangélico não tivesse que interromper as filmagens. Tudo me pareceu tão injusto. Eu tinha investido tudo naquele papel e sacrificado meu tempo para aquele filme. Por que ele tinha sido tirado de mim, com o roteiro revisado pronto e quase meu? Não consegui aceitar isso. Me tranquei no banheiro e chorei. Então me veio um pensamento terrível: “Se a irmã Zhao não pudesse fazer o papel, eu teria uma chance…” Eu sabia que era errado pensar assim, mas não consegui evitar. Me senti horrível. Eles refilmaram em tempo recorde. E todos disseram que o novo filme era muito melhor. O líder disse que era mais realista e cheio da orientação de Deus e queria que todos nós aprendêssemos com isso. Reclamei comigo mesma: “Por que sua filmagem foi tão bem, mas, quando eu filmei, houve problemas? Por que não conseguiram acertar a agenda para que eu pudesse estrelar nele?” Eu tinha tanta inveja e raiva da irmã Zhao. Não queria vê-la. Me senti como se ela tivesse roubado minha fama. Eu era tão obcecada com fama que mal conseguia respirar. Eu estava em trevas e ferida. Eu orava a Deus todos os dias, implorava por Sua ajuda para que pudesse superar toda a dor e frustração.

Certa vez, li uma passagem das palavras de Deus em meus devocionais que me tocou e deixou transtornada. As palavras de Deus dizem: “Assim que disser respeito a posição, aparência ou reputação, o coração de todos salta em expectativa, e cada um de vocês sempre quer se destacar, ser famoso e reconhecido. Ninguém está disposto a ceder, em vez disso, todos desejam disputarmesmo que disputar seja vergonhoso e proibido na casa de Deus. No entanto, sem disputa, vocês ainda não estão satisfeitos. Quando veem alguém se destacar, vocês sentem inveja, ódio e que é injusto. ‘Por que eu não posso me destacar? Por que é sempre aquela pessoa que pode se destacar e nunca é a minha vez?’ Então, vocês sentem algum ressentimento. Vocês tentam reprimi-lo, mas não conseguem. Vocês oram a Deus e se sentem melhor por algum tempo, mas tão logo se deparam com esse tipo de situação novamente, vocês não conseguem vencê-la. Isso não demonstra uma estatura imatura? Quando uma pessoa cai em tais estados, isso não é uma armadilha? Esses são os grilhões da natureza corrupta de Satanás que amarram os humanos… Se você quiser reverter esse tipo de estado e não quiser ser controlado por essas coisas, então você deve primeiramente deixá-las de lado e desistir delas. Caso contrário, quanto mais você lutar, mais trevas o cercarão, e mais inveja e ódio você sentirá, e seu desejo de obter apenas aumentará. Quanto mais forte seu desejo de obter, menor será sua capacidade de consegui-lo, e, na medida em que você obtiver menos, seu ódio aumentará. Na medida em que seu ódio aumentar, você ficará mais escuro por dentro. Quanto mais escuro você for por dentro, pior será o cumprimento do seu dever; quanto pior for o cumprimento do seu dever, menos útil você será. Isso é um ciclo vicioso interconectado. Você não pode cumprir bem o seu dever em tal estado, então, aos poucos, você será eliminado”. (“Registros das falas de Cristo”). As palavras de Deus me mostraram como me sentia. Eu só queria ser uma grande estrela para os filmes da igreja. Quando recebi o papel principal naquele curta, eu só queria ser famosa, Então nunca reclamei, por mais difíceis que fossem as coisas. Quando soube que seria refilmado, tive medo de ser substituída e vivi em medo e ansiedade constantes. Meu coração não estava mais em meu dever. Quando perdi minha chance de fazer meu papel e meu sonho de fama se foi, eu não consegui aceitar e culpei Deus e o homem. Eu tinha inveja demais da minha substituta e pensei muitas coisas tóxicas sobre ela. Esperava que ela não pudesse fazer o filme, para eu ter o papel principal. Todos ficaram felizes com a refilmagem e com o resultado final, mas eu não conseguia aceitar e fiquei remoendo isso e fiquei ainda mais invejosa, amarga e ressentida. Eu não estava cumprindo meu dever de dar atenção à vontade de Deus e de testificar Dele, mas só queria ser famosa e amada por todos. Estava até disposta a atrasar a filmagem para estrelar no papel principal. Eu não tinha respeito por Deus. Só as palavras de Deus me fizeram perceber como eu era desprezível, e tudo só para alcançar fama e ganho. Perdi minha humanidade, e isso era terrível para Deus. Se não me arrependesse diante de Deus, eu sabia que Ele me expulsaria.

Mais tarde, li estas palavras de Deus: “As emoções da humanidade são egoístas e pertencem ao mundo das trevas. Elas não existem para o bem da vontade, muito menos para o plano de Deus, e assim homem e Deus jamais podem ser mencionados ao mesmo tempo. Deus é eternamente supremo e sempre honrável, enquanto o homem é eternamente baixo, eternamente desprezível. Isso porque Deus está eternamente fazendo sacrifícios e Se dedicando à humanidade; o homem, porém, para sempre toma e esforça-se apenas para si mesmo. Deus está eternamente fazendo esforços para a sobrevivência da humanidade, mas o homem jamais contribui com algo para o bem da luz ou para a justiça. Mesmo que o homem faça um esforço por um tempo, ele é tão fraco que não consegue resistir a um único golpe, pois o esforço do homem é sempre para o próprio bem e não pelos outros. O homem é sempre egoísta, enquanto Deus é eternamente altruísta. Deus é a fonte de tudo que é justo, bom e belo, enquanto o homem é aquele que sucede a todo mal e fealdade e os torna manifestos. Deus jamais alterará Sua substância de justiça e beleza, mas o homem é perfeitamente capaz de, a qualquer momento e em qualquer situação, trair a justiça e afastar-se para longe de Deus” (“A Palavra manifesta em carne”). Ler essas palavras de Deus me abalou muito. Vi como eu era egoísta e horrível por natureza. Eu sempre só pensava em mim mesma. Eu queria tanto que a filmagem desse errado, só porque eu não estrelei no filme. Esperava que não fosse exibido. Mesmo quando um líder pediu que aprendêssemos algo disso, eu nem fiz questão de assisti-lo. Deus se enche de alegria quando a igreja lança um filme bom, porque as verdades comunicadas em cada filme podem ajudar a quem busca o caminho verdadeiro a encontrar a senda e resolver seus problemas. Pode trazer luz para aqueles presos nas trevas. São todos tão úteis. Deus se deleita com coisas positivas. Eu não conseguia amar as mesmas coisas que Deus. Eu odiava tudo que Ele amava e amava tudo que Ele odiava. Eu não estava me opondo a Deus? Eu podia ser considerada crente? Eu era um diabo escondido na casa de Deus. Uma incrédula. Eu me odiava por ser tão horrível e disse isto em oração: “Ó Deus, eu estava errada. Eu queria parar a Tua obra para que eu pudesse ser famosa. Sou tão rebelde. Quero me arrepender, parar de buscar fama e atenção. Quero me submeter ao Teu plano e cumprir bem o meu dever”. Mais tarde, li algumas palavras de Deus que falavam sobre o que eu estava passando e entendi que nosso dever é uma responsabilidade que temos. Não é uma chance para nos exibir ou alimentar nosso ego, mas para nos lembrar de sermos humildes e trabalharmos para Deus. Não importa se a igreja me seleciona como atriz principal ou figurante, devo dar tudo de mim, não importa o que seja, para espalhar a mensagem da obra de Deus dos últimos dias. Perceber tudo isso foi muito libertador. Fiz alguns testes para outros papéis principais em filmes da igreja e não recebi nenhum, mas levei tudo na boa e representei bem os meus papéis.

Logo depois, fui selecionada como atriz principal em outro filme. Fiquei tão grata e prometi a mim mesma que não buscaria fama e representaria meu papel como dever a Deus. Quando recebi o roteiro, comecei a trabalhar analisando a personagem e decorando minhas falas. Então meus irmãos e irmãs pediram que experimentasse alguns figurinos. Com toda essa gente me cercando, me senti como que num pedestal. Pensei: “Ser a atriz principal é muito especial. Se eu representar bem o meu papel, mais pessoas me conhecerão e me admirarão”. Mas quando pensei isso percebi que estava ficando obcecada com minha fama e imagem de novo, então orei a Deus para abandonar meus pensamentos egoístas. Mas já que não tinha entendido a raiz do problema, eu ainda não conseguia parar de me imaginar como estrela. Ao mesmo tempo, estava muito preocupada. Eu quase nunca tinha sido a atriz principal antes, então minha atuação não estava à altura. Se fosse substituída por ser uma atriz ruim, seria o fim. Ninguém ia me querer como atriz de novo. Eu precisava trabalhar muito para aprender as habilidades básicas para que pudesse fazer um ótimo trabalho no filme. Não podia perder minha chance. Eu procurava vídeos de atuação e cursos online todos os dias para aprender, trabalhando muito para me tornar uma atriz melhor e uma atriz principal decente. Fiz um esforço enorme, mas após filmarmos algumas cenas, vi que minha atuação não correspondia em nada ao meu personagem. O jeito de me expressar nunca parecia real. O diretor disse que meus olhos não tinham vida e que minhas expressões nunca correspondiam à cena. Ouvir isso dele me deixou muito ansiosa. Percebi que tinha muito trabalho a fazer e que, se não o fizesse logo, seria substituída. Me esforcei ainda mais nos ensaios, mas quanto mais tentava, mais problemas apareciam. Eu fazia cada cena muito lentamente. Quando vi como os outros me olhavam e ouvi os suspiros do diretor, era como se um peso estivesse me esmagando, e quase não conseguia respirar. Certo dia, o diretor me disse: “Veja, a irmã Liu se encaixa muito bem nessa personagem”. Observe o que ela faz e tente copiá-la”. Pensei: “Acabou. Aposto que o diretor acha que ela seria muito melhor nesse papel. Se eu não melhorar agora, ele me substituirá por ela. Não posso perder esse papel. Se eu falhar agora, todos na igreja saberão que não sou uma boa atriz, como, então, voltarei a fazer um papel principal? Serei apenas figurante e nunca serei uma estrela”. Senti que estava prestes a perder tudo e comecei a encenar um show para meu diretor. Não almoçava, mas usava o tempo para ler livros sobre atuação, sentada onde o diretor pudesse me ver, e estudava o roteiro. Eu olhava para ele quando ele não estava olhando, e quando ele parecia feliz, eu ficava aliviada. Quando não conseguia interpretar sua expressão, eu começava a me perguntar se ele pensava em me substituir. Eu nem pensei em dizer para ele que eu não conseguia me conectar com as emoções do personagem, com medo de que ele me substituiria se descobrisse. Eu estava me afastando rapidamente de Deus. Estava caindo num lugar escuro. Cerrei os dentes e continuei.

Certa vez, antes de partirmos para gravar uma cena na estação de trem, meu diretor me explicou a cena várias vezes e me obrigou a ensaiá-la. Eu até entendi a cena, mas não compreendia os sentimentos do meu personagem. Temendo que meu diretor pensasse que eu não entendia, eu fingi que tinha entendido. Quando começamos a filmar, não consegui encontrar as emoções certas. Depois de duas horas e meia de filmagem, não tínhamos nada na fita. Houve outra vez em que filmaríamos num parque com uma agenda apertada. Pensei: “Preciso fazer essa cena rapidamente”, mas quanto mais tentava fazer um bom trabalho, mais nervosa ficava. Eu não conseguia entrar na cena. Filmamos do meio-dia até escurecer e não conseguimos nem uma boa tomada. Todos estavam frustrados, mas não podiam fazer nada. Vendo que eu não estava indo nada bem, o diretor tentou me ajudar, mas eu inventei um monte de desculpas para escapar daquilo, temendo perder meu papel se lhe dissesse a verdade. Ao longo daqueles dias, me senti muito culpada e horrível sempre que pensava em como tinha atrasado a filmagem. Eu ficava repetindo para mim mesma que precisava me endireitar e fazer meu dever e parar de pensar em fama e status. Mas não conseguia. Eu estava tão obcecada com minha atuação para não perder o papel. Até meus sonhos só giravam em torno da filmagem. Estava sempre ansiosa, e minha insônia foi ficando cada vez pior. Todos me perguntavam: “Por que você está tão diferente? Você parece estar sempre infeliz”. Eu temia que me menosprezariam se lhes dissesse a verdade. Não podia falar com ninguém sobre isso.

Estava presa em minha obsessão doentia por fama e status. Não conseguia parar de pensar naquilo. Eu orava a Deus muitas vezes por dia, pedindo que Ele me ajudasse a superar isso rapidamente. Nas reuniões, todos falavam sobre as experiências maravilhosas que estavam tendo, mas eu ficava sentada ali sem dizer nada, carecendo de palavras. Uma irmã me perguntou certa vez: “Você pode compartilhar suas experiências? Você deve ter muitas, dada a sua participação em tantos filmes”. Entrei em pânico. Não sabia o que dizer. Precisava refletir sobre tudo que tinha passado. Eu tinha aprendido alguma coisa com a atuação nos filmes da igreja esse tempo todo? Por que parecia que eu tinha saído disso de mãos vazias? Eu só tinha me concentrado em fama e status, desperdiçando todas as chances de experimentar a obra de Deus. Por que eu era tão insensível a tudo? Foi quando comecei a me odiar por não buscar a verdade. Vim para diante de Deus para orar e me arrepender.

Mais tarde, encontrei algumas palavras de Deus que falavam da raiz do meu desejo de fama e status. Li nas palavras de Deus: “Satanás usa a fama e o ganho para controlar os pensamentos do homem até que tudo em que as pessoas consigam pensar seja fama e ganho. Elas lutam por fama e ganho, passam por dificuldades por fama e ganho, suportam humilhação por fama e ganho, sacrificam tudo o que tem por fama e ganho e farão qualquer julgamento ou tomarão qualquer decisão para o bem de fama e ganho. Dessa forma, Satanás amarra as pessoas com grilhões invisíveis e elas não têm nem a força nem a coragem para se livrar deles. Elas, sem saber, carregam esses grilhões e caminham penosamente sempre adiante com grande dificuldade. Por causa dessa fama e ganho, a humanidade se afasta de Deus e O trai e se torna cada vez mais perversa. Dessa forma, portanto, uma geração após a outra é destruída em meio à fama e ao ganho de Satanás” (“A Palavra manifesta em carne”). Quando refleti sobre tudo isso, entendi que Satanás estava usando fama e ganho para me controlar. Eu estivera sob a influência de Satanás desde pequena. “Distinga-se dos demais e honre seus antepassados”, “Um homem deixa seu nome onde quer que passe, assim como um ganso deixa seu grito onde quer que voe”, e “Assim como uma árvore vive com sua casca, o homem vive com a sua face”. A filosofia venenosa de Satanás costumava controlar todos meus pensamentos e ações e eu não conseguia deixar de ir atrás de fama e status. Pensava que a vida só valeria a pena se todos me conhecessem, e todas essas pessoas que se tornaram estrelas e eram admiradas por tantos eram as únicas que levavam uma vida digna. Quando comecei a ser atriz nos filmes da casa de Deus, comecei a alimentar meu sonho de ser estrela, de, um dia, ser famosa e adorada. Eu aproveitava cada chance para mostrar meu rosto na câmera, feliz em trabalhar até a exaustão. Selecionada novamente como atriz principal, meu desejo de fama voltou. Não querendo perder minha chance outra vez, eu não fiz perguntas sobre coisas que não entendia e não disse a ninguém quando estava com problemas. Eu mostrava uma fachada, sempre ficava olhando em volta para ver quem estava por perto. Eu temia que outros vissem que eu não conseguia e que o papel seria tirado de mim. Eu preferia atrasar o progresso do filme a desistir daquilo que queria, a me abrir com outros ou a buscar a verdade. Eu não pensava na obra de Deus quando buscava fama e status. Eu não levava em conta minha responsabilidade para com Ele. Eu era egoísta e horrível. Não estava cumprindo meu dever. Só praticava o mal! E para onde todo meu trabalho por fama e status me levaram no fim das contas? Fiquei ainda mais egoísta, teimosa e cruel e perdi toda a minha dignidade. Percebi que fama é apenas uma armadilha de Satanás na qual tinha me emaranhado. Quando não recebia louvor ou adoração, eu fazia de tudo para receber um pouco, e quando recebia, eu fazia de tudo para me agarrar a isso. Por fama e status, tornei-me tão irracional, perdi minha integridade e toda a minha ética. Repetidas vezes, fui contra Deus, e não havia nada no meu coração, nada além de sofrimento. Percebi que Satanás usa fama para corromper e enganar as pessoas, para engoli-las, e buscar essas coisas só pode nos tentar e corromper e nos afastar de Deus. Se continuasse nessa senda, eu viveria uma vida de dor e pereceria no fim por me opor a Deus. Quando percebi tudo isso, eu me ajoelhei diante de Deus em oração. “Ó Deus, não quero mais esconder quem eu sou. Mesmo que meus irmãos e irmãs descubram a verdade sobre minhas mentiras e ganância e tirem de mim meu papel principal, devo contar a verdade e me arrepender diante de Ti”. Na reunião seguinte, me abri a todos sobre minha corrupção. Finalmente, me senti tão mais relaxada e à vontade. Ninguém me julgou, mas todos comunicaram comigo sobre a vontade de Deus. Isso me comoveu muito.

Mais tarde, li estas palavras de Deus: “Como uma das criaturas, o homem deve guardar sua própria posição, e se comportar conscienciosamente, e proteger obedientemente aquilo que lhe é confiado pelo Criador. E o homem não deve agir indevidamente, nem fazer coisas além de sua capacidade nem fazer coisas que são abomináveis para Deus. O homem não deve tentar ser grande, nem excepcional, nem acima dos outros, nem querer se tornar Deus. É isso que as pessoas não devem desejar ser. Querer se tornar grande ou excepcional é absurdo. Querer se tornar Deus é ainda mais vergonhoso; é repugnante e desprezível. O que é louvável, e o que as criaturas devem valorizar acima de tudo, é se tornar uma criatura verdadeira; esse é o único objetivo que todas as pessoas devem perseguir” (“A Palavra manifesta em carne”). Por meio das palavras de Deus, entendi que a vontade de Deus é que eu seja um ser criado que cumpre Seu padrão. Em vez disso, eu tinha ido contra Deus, querendo ser apenas uma atriz famosa. Eu queria ser uma estrela, não queria nada além de ser adorada e venerada. Minha busca era como a de Satanás competindo com Deus por status. Eu ofendi seriamente o Seu caráter e estava na senda da destruição. Nada mais sou do que um ser criado profundamente corrompido por Satanás, totalmente indigna do louvor e da adoração dos outros. Eu sabia que devia cumprir minha responsabilidade como ser criado e fazer meu dever para deixar Deus feliz. Minha atuação ainda tinha muito espaço para crescimento e aprimoramento. Mas jurei a mim mesma não buscar mais fama ou status. Eu trabalharia para melhorar e ficar com os pés no chão ao fazer meu dever. Concentrei toda minha energia em minha atuação e parei de pensar em minha fama. Consegui entender facilmente a personagem e rapidamente entrei em minhas cenas. A filmagem finalmente avançou com velocidade. Finalmente, cumprir o meu dever era o que me deixava à vontade. Os outros ficavam me dizendo que toda minha conduta tinha mudado. Eu não me distraía mais e minha atuação também melhorou. Agradeci a Deus sem parar.

A coisa mais importante que aprendi com essa experiência toda foi entender que jamais se deve fazer algo na casa de Deus para si mesmo. É para espalhar as palavras de Deus e dar testemunho. Essa é a responsabilidade de cada ser criado. Antes, eu era míope e não entendia a verdade. Eu queria coisas mundanas como fama e status e fui atormentada por Satanás até perder quase toda humanidade. Também prejudiquei o trabalho da Igreja. O julgamento de todas as palavras de Deus me fez abandonar todos os meus malfeitos e mais uma vez me salvou de Satanás, colocando-me de volta na senda certa. Agora voltei para meu lugar legítimo como ser criado e cumpro bem o meu dever. Finalmente sinto que minha vida está em paz. Isso é o amor e a salvação de Deus. Graças a Deus Todo-Poderoso!

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