7. Sofrimentos e provações são as bênçãos de Deus

Por Wang Gang, China

Sou fazendeiro e, como a minha família é pobre, sempre tive que viajar para encontrar trabalhos temporários para ganhar dinheiro. Eu achava que poderia ter uma boa vida através do meu trabalho físico. No entanto, na verdade, vi que não havia garantias aos direitos legais de trabalhadores migrantes como eu; repetidas vezes, o meu salário era retido sem nenhuma razão. Constantemente me enganavam e tiravam vantagem de mim. Depois de um ano de trabalho duro, eu não tinha recebido o que me era devido. Senti que o mundo era de fato um lugar sombrio! Os homens se tratam como animais, onde os fortes atacam os fracos; eles competem entre si, brigam, e eu simplesmente não tinha disposição para viver assim. Sentindo extrema dor e depressão em meu espírito, e quando eu tinha perdido fé na vida, um amigo meu compartilhou a salvação de Deus Todo-Poderoso comigo. Desde então, passei a me reunir, orar e cantar regularmente com os meus irmãos e irmãs. Eu me sentia muito feliz e liberto. Na Igreja de Deus Todo-Poderoso, eu vi que os irmãos e as irmãs não tentavam enganar uns aos outros nem faziam distinções sociais. Eles eram francos e se entendiam bem. Todos estavam ali empenhados em buscar a verdade, eliminar seus caracteres corruptos, viver como seres humanos e obter a salvação. Isso me permitiu experimentar felicidade na vida e entender o significado e valor da vida. Foi assim que decidi que deveria espalhar o evangelho e permitir que mais pessoas vivendo nas trevas viessem a Deus para receber Sua salvação e ver a luz novamente, eu me uni às fileiras de proclamar o evangelho e dar testemunho de Deus. No entanto, inesperadamente, fui preso pelo governo do Partido Comunista Chinês por pregar o evangelho e sofri a extrema brutalidade da tortura e o encarceramento.

Foi numa tarde do inverno de 2008, quando duas irmãs e eu estávamos dando testemunho da obra de Deus nos últimos dias a um alvo de evangelho que fomos denunciados por pessoas perversas. Seis policiais usaram a desculpa de precisarem checar nossas licenças residenciais para entrar na casa do alvo de evangelho. Quando passaram pela porta, eles gritaram: “Todos parados!” Dois dos policiais pareciam totalmente fora de si enquanto me agarravam. Um deles me segurou pela roupa na altura do peito, e o outro segurou os meus braços e usou toda a sua força para prendê-los atrás das minhas costas, e depois perguntou com agressividade: “O que você está fazendo? Qual é o seu nome? De onde você é?” Eu respondi: “O que vocês estão fazendo? Por que estão me prendendo?” Quando eles me ouviram dizer isso, ficaram muito furiosos e disseram: “Não importa a razão. Estamos procurando por você e você vai nos acompanhar!” Depois disso, os policiais levaram a mim e duas irmãs. Eles nos colocaram dentro da viatura.

Depois que chegamos ao Departamento de Segurança Pública, os policiais me trancaram numa pequena sala. Eles me mandaram me agachar no chão e chamaram quatro deles para me vigiar. Como passei muito tempo agachado, fiquei muito cansado e não podia mais suportar aquilo. No instante que tentei me levantar, eles correram e empurraram a minha cabeça para baixo para impedir que eu me levantasse. Um pouco depois, ouvi gritos horripilantes de alguém sendo torturado na sala ao lado, e naquele momento tive muito medo: não sei que tortura eles usarão em mim depois! Fiz uma oração premente a Deus em meu coração: “Ó Deus Todo-Poderoso, estou com muito medo agora, peço a Ti que me dês fé e força, que me tornes firme e corajoso para que eu possa ser testemunha de Ti. Mesmo se eu não puder suportar a tortura e o tratamento cruel, se eu tiver que cometer suicídio cortando minha língua fora com meus próprios dentes, eu nunca Te trairei como fez Judas!” Depois de orar, senti a força crescer dentro de mim e meu medo diminuiu.

Depois das sete naquela noite, algemaram minhas mãos atrás das costas, me levaram para a sala de interrogatório no andar de cima e me jogaram no chão. Havia todo tipo de instrumento de tortura como cordas, varas de madeira, cassetetes, chicotes etc. Um policial tinha um cassetete elétrico em suas mãos, que fazia barulhos de choque, e fez ameaças, exigindo informações: “Quantas pessoas fazem parte da sua igreja? Onde vocês se reúnem? Quem é o responsável? Quantas pessoas estão na área pregando o evangelho? Diga! Ou será punido!” Eu olhei para aquele cassetete elétrico ameaçador e olhei de novo para a sala cheia de instrumentos de tortura e não pude evitar sentir medo e nervosismo. Eu não sabia se conseguiria superar aquela tortura, então continuei clamando a Deus. Vendo que eu não disse nada, ele ficou perturbado e bateu violentamente com o cassetete elétrico do lado esquerdo do meu peito. Ele me aplicou choques por quase um minuto. Imediatamente senti como se o meu sangue estivesse fervendo; eu estava sentindo uma dor insuportável da cabeça aos pés e rolei no chão gritando sem parar. O policial não desistiu e subitamente começou a me arrastar e usou o cassetete para me erguer pelo queixo, gritando: “Fale! Você não vai confessar nada?” Ao enfrentar o tormento insano daqueles demônios, eu só temia trair a Deus por não conseguir suportar aquela tortura. Naquele momento, voltei a pensar nas palavras de Deus, “De fora, os poderosos podem parecer perversos, mas não temam, pois isso é porque vocês têm pouca fé. Se sua fé aumentar, nada será difícil demais” (‘Capítulo 75’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me deram fé e força outra vez, e eu reconheci que, embora os policiais malignos à minha frente fossem loucos e incontidos, eles haviam sido arranjados pela mão de Deus. Sem a permissão de Deus, eles não poderiam me matar. Enquanto eu me apoiasse na fé e em Deus e não cedesse aos policiais, inevitavelmente eles falhariam em humilhação. Pensando nisso, juntei toda a força do meu corpo e respondi em voz alta: “Por que me trouxeram aqui? Por que estão me dando choques com um cassetete elétrico? Que crime eu cometi?” De imediato, o policial maligno pareceu um animal paralisado pelos faróis de um carro e carregado de consciência pesada. Ele gaguejou e não conseguiu dizer nada. E saiu com o rabo entre as pernas. Ao observar a vergonhosa situação do dilema de Satanás, eu chorei. No meio daquela difícil situação, senti verdadeiramente o poder e a autoridade das palavras de Deus Todo-Poderoso. Contanto que colocasse a palavra de Deus em prática, eu veria os feitos de Deus. Dois policiais entraram cinco ou seis minutos depois, mas dessa vez tentaram outra tática. O policial magro me disse com voz calorosa: “Seja boazinha para variar. Responda às nossas perguntas, caso contrário, não poderemos libertar você”. Eu não disse uma palavra, então ele trouxe uma folha de papel querendo que a assinasse. Quando vi as palavras “reeducação por meio de trabalho” escrito nela, eu me recusei. O outro policial me deu um tapa violento na orelha esquerda, que quase me jogou no chão. Meu ouvido zumbiu por em tempo, e demorei para recuperar clareza. Eles me algemaram de novo e me trancaram naquela sala pequena.

Depois de voltar à salinha, eu estava muito machucado e maltratado, e a dor era insuportável. Eu me senti profundamente triste e fraco: por que os crentes tinham que sofrer assim? Eu pregava o evangelho com intenções boas. Mostrava para as pessoas que o Salvador tinha voltado e que deviam se apresar e buscar a verdade e ser salvas, mas, inesperadamente, tinha sofrido aquela perseguição. Ao pensar nisso, eu me senti ainda mais injustiçado. Clamei a Deus em oração no meu sofrimento, dizendo: “Ó Deus, minha estatura é pequena demais e sou fraco demais. Quero confiar em Ti e dar testemunho de Ti. Por favor, guia-me”. Mais tarde, lembrei-me de um hino das palavras de Deus: “Não fique desanimado, não seja fraco, e Eu esclarecerei as coisas a você. A estrada para o reino não é tão fácil; nada é assim simples! Vocês querem que as bênçãos venham a vocês facilmente. Hoje, todos terão provações amargas para enfrentar. Sem tais provações, o coração amoroso que vocês têm por Mim não se tornará mais forte e vocês não terão um amor verdadeiro por Mim. Mesmo se essas provações consistirem simplesmente de circunstâncias menores, todos devem passar por elas; só a dificuldade das provações é que variará de uma pessoa para outra. As provações são uma bênção Minha, e quantos de vocês vêm com frequência diante de Mim e imploram de joelhos as Minhas bênçãos? Sempre pensam que umas poucas palavras auspiciosas contam como Minha bênção, porém não reconhecem que o amargor é uma das Minhas bênçãos” (‘A dor das provações é uma bênção de Deus’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). É verdade. Ser confrontado com essa perseguição e adversidade era para que Deus pudesse aperfeiçoar minha fé e meu amor. Aquele ambiente era a bênção de Deus. Como poderia reclamar e culpar a Deus? Eu fui preso e torturado, mas durante todo o tormento Deus estava me guiando com Suas palavras; isso era o amor de Deus. Cantei aquele hino em meu coração, e quanto mais o cantava, mais revigorado me sentia. Ele também restaurou minha fé, e jurei a Deus: “Deus, não importa como a polícia me torture, desejo dar testemunho e nunca trair a Ti. Estou determinado a seguir-Te até o fim”.

No centro de detenção, a polícia continuou a usar todo tipo de método de tortura em mim e frequentemente instigavam os prisioneiros a me bater. No frio cortante do inverno, eles instruíam os prisioneiros a jogar baldes de água fria em cima de mim e me forçavam a tomar banhos frios. Eu tremia de frio da cabeça aos pés. Experimentando palpitações e irrupções de suor, meu coração doía ao ponto de deixar em agonia também as minhas costas. Aqui, os prisioneiros eram máquinas de fazer dinheiro para o governo e não tinham direitos legais. Não tinham outra escolha senão suportar os maus-tratos e trabalhar como escravos. A prisão me forçou a imprimir dinheiro para ser queimado em oferendas aos mortos durante o dia. No início, eles impuseram uma regra que eu tinha que imprimir 1.000 folhas de papel por dia. Depois aumentaram para 1.800 folhas ao dia, e, por fim, 3.000 folhas. Esse número era impossível para uma pessoa experiente, quanto mais para uma pessoa inexperiente como eu. Na verdade, eles faziam isso de propósito para que eu não conseguisse completar a tarefa toda, para que tivessem uma desculpa para me atormentar e me assolar. Se eu não conseguisse atingir a cota, os policiais malignos colocavam grilhões nas minhas pernas que pesavam mais de 5 quilos e amarravam minhas mãos e pés com correntes. Eu só podia ficar sentado, baixar a cabeça e girar a cintura. Não conseguia me mover mais que isso. Além disso, aqueles policiais desumanos e insensíveis não perguntavam nem se importavam com as minhas necessidades básicas. Embora o vaso sanitário ficasse dentro da cela, eu não conseguia andar até lá para usá-lo; só podia implorar aos meus colegas de cela para me levantarem e me levarem até o vaso sanitário. Quando eram prisioneiros um pouco melhores, eles me erguiam; se ninguém me ajudava, então eu não tinha escolha senão segurá-lo. O momento mais doloroso eram as refeições, porque minhas mãos e pés estavam algemados juntos. Eu só conseguia baixar minha cabeça com toda a minha força e levantar minhas mãos e pés. Era a única forma de colocar um pão na minha boca. Cada mordida exigia muita energia. As correntes arranhavam minhas mãos e pés, causando enorme dor. Depois de muito tempo, meus punhos e tornozelos tinham desenvolvido calos duros, escurecidos e brilhantes. Muitas vezes eu não conseguia comer quando estava preso e, em raras ocasiões, os prisioneiros me davam dois pequenos pães. Na maioria das vezes eles comiam a minha porção, e eu ficava com o estômago vazio. Davam-me ainda menos o que beber; a princípio, todos só recebiam duas tigelas de água por dia, mas eu estava algemado e não conseguia me mover. Por isso, raramente eu conseguia beber água. O tormento desumano era indescritível. Fui submetido a esse tipo de tortura desumana quatros vezes, que duraram ao todo dez dias. Mesmo em tais condições, os policiais me obrigaram a trabalhar no turno da noite. Eu tinha passado muito tempo sem jamais poder comer o suficiente; muitas vezes, minha fome causava palpitações, náusea e um aperto no peito. Também me transformei num saco de ossos. Quando minha fome alcançou um ponto em que não conseguia mais suportar, eu me lembrei de algo que o Senhor Jesus respondeu a Satanás no meio de uma tentação: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mateus 4:4). Aquilo me deu uma sensação de alívio e me senti pronto para experimentar pessoalmente aquelas palavras de Deus na minha perseguição por Satanás. Eu me aquietei diante de Deus para orar e ponderar sobre Suas palavras, e antes de perceber, minha dor e minha fome tinham diminuído. Isso me fez sentir que a palavra de Deus é a verdade, o caminho e a vida, e que ela sem dúvida é a fundação em que devo me apoiar para sobreviver. Portanto, a minha fé em Deus aumentou sem que eu percebesse. Naquele ambiente de sofrimento, consegui realmente experimentar a realidade da verdade de que “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”. Essa é mesmo a riqueza mais preciosa da vida que Deus me concedeu e também é minha dádiva única. Além disso, eu nunca poderia ter obtido isso num ambiente onde eu não tivesse que me preocupar com comida ou roupas. Agora o meu sofrimento tinha tanto significado e valor!

Aquela experiência de perseguição e tortura intensificou o ódio que eu tinha em meu coração contra o Partido Comunista. Eu fui preso e submetido a todos os tipos de torturas por nada mais do que crer em Deus. Era abuso desumano; era totalmente maligno! Eu me lembrei de uma passagem das palavras de Deus que eu tinha lido antes: “A face das profundezas é caótica e escura, enquanto as pessoas comuns, sofrendo tal aflição, clamam ao Céu e reclamam à terra. Quando o homem será capaz de erguer a cabeça? O homem está esquelético e emaciado, como pode enfrentar esse diabo cruel e tirânico? Por que ele não entrega a vida a Deus assim que possível? Por que ainda vacila, quando poderá terminar a obra de Deus? Despropositadamente maltratado e oprimido, a sua vida toda, no fim, terá sido gasta em vão; por que ele tem tanta pressa de chegar e tanta pressa de partir? Por que ele não guarda algo precioso para entregar a Deus? Ele esqueceu os milênios de ódio?” (‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Essa experiência me mostrou a essência verdadeira do Partido Comunista como um inimigo de Deus, um inimigo da verdade. Fortaleceu minha determinação de dar testemunho de Deus.

Um mês depois, a polícia do PCC me acusou de “ser suspeito de perturbar a ordem social e de destruir a aplicação da lei”. Fui condenado a um ano de reforma por meio do trabalho. Quando entrei no campo de trabalho, a polícia me forçava a trabalhar todos os dias. Enquanto eu estava na oficina contando sacos, eu contava 100 sacos e os amarrava. Os prisioneiros sempre retiravam um ou mais sacos daqueles que eu havia contado e depois diziam que eu não havia contado direito e aproveitavam isso como uma oportunidade para me socar e me chutar. Quando o guarda me via sendo agredido, ele vinha e, com sarcasmo, me perguntava o que estava acontecendo, e os prisioneiros apresentavam provas falsas de que eu não estava contando sacos em quantidade suficiente. Então, eu tinha que suportar uma enxurrada de severas críticas do capitão de equipe. Sempre que me sentia injustiçado e em dor, eu cantava um hino das palavras de Deus enquanto trabalhava: “Durante estes últimos dias, vocês devem dar testemunho de Deus. Não importa quão grande seja o sofrimento de vocês, devem caminhar até o fim e até mesmo até seu último suspiro, ainda assim vocês devem ser fieis a Deus e ficar à mercê de Deus; só isso é realmente amar a Deus e apenas isso é o testemunho forte e retumbante” (‘Busque amar a Deus, não importa quão grande seja seu sofrimento’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Enquanto cantava e cantava, comecei a me sentir movido e inspirado e não conseguia impedir as lágrimas de escorrerem pelo meu rosto. Decidi que, não importava o quanto sofresse, eu daria testemunho de Deus. Havia outro irmão da minha idade que, por acaso, estava preso comigo naquele tempo. Não podíamos conversar quando estávamos trabalhando durante o dia, mas, à noite, nós anotávamos secretamente passagens e hinos das palavras de Deus que tínhamos decorado e os trocávamos um com o outro. Após um tempo, fomos destacados para trabalhar juntos, e assim, silenciosamente, comungávamos um com o outro, ajudando e encorajando um ao outro. Isso realmente ajudou a aliviar o sofrimento.

Além disso, eles me mandavam memorizar as “regras de conduta” a cada manhã. Se eu não as memorizasse, seria agredido. Eles também me forçavam a cantar canções que elogiavam o partido comunista. Se vissem que eu não estava cantando ou que os meus lábios não se moviam, inevitavelmente eu seria agredido à noite. Eles também me puniam fazendo-me esfregar o chão. Caso eu não limpasse o chão de acordo com as expectativas deles, eu seria espancado. Uma vez, alguns prisioneiros começaram de repente a me bater e me chutar. Depois me perguntaram: “Jovem, você sabe por que você está apanhando? É porque você não se levantou para saudar o guarda quando ele se aproximou”. Cada vez que eu era agredido, eu ficava com raiva, mas não ousava dizer nada. Eu só conseguia chorar e orar a Deus em silêncio, contando-Lhe o ressentimento e rancor no meu coração por causa daquele lugar irracional e sem lei. Não havia nenhuma racionalidade ali, só violência. Não havia pessoas ali, só demônios e escorpiões insanos! Eu sentia tanta dor e tensão vivendo naquele tormento; eu não queria ficar nem mais um minuto. A cada vez que eu fraquejava e sentia dor, eu pensava nas palavras de Deus Todo-Poderoso: “Vocês já aceitaram as bênçãos que lhe foram dadas? Alguma vez já procuraram as promessas que foram feitas para vocês? Vocês, sob a orientação da Minha luz, romperão a repressão das forças das trevas. Certamente, no meio da escuridão, não perderão a luz que os guia. Vocês certamente serão os mestres de toda criação. Certamente serão vencedores diante de Satanás. Certamente, na queda do reino do grande dragão vermelho, levantar-se-ão no meio das miríades das multidões para dar testemunho da Minha vitória. Certamente serão firmes e inabaláveis na terra de Sinim. Através dos sofrimentos que vocês suportam, herdarão a bênção que vem de Mim, e certamente irradiarão Minha glória por todo o universo” (‘Capítulo 19’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me encorajavam. Sem importar se o que Deus estava fazendo comigo era graça e bênção ou provação e refinamento, tudo era para prover a mim e me salvar; tudo aquilo estava trazendo a verdade a mim e fazendo da verdade a minha vida. Deus havia permitido que aquela perseguição e tribulação caíssem sobre mim e embora tivesse sofrido muito fisicamente, isso me permitiu ver claramente a essência maligna do grande dragão vermelho de resistir e odiar a Deus, detestá-lo e renunciar a ele, escapar completamente da influência de Satanás e me voltar inteiramente para Deus e ser transformado em um vencedor por Deus. Também me permitiu realmente experimentar que Deus está comigo, realmente me desfrutar das palavras de Deus transformando-se no pão da minha vida, na lâmpada para os meus pés e na luz para a minha senda, guiando-me passo a passo naquele buraco infernal e escuro. Aquilo era o amor e a proteção de Deus que eu obtive e desfrutei durante a perseguição e tribulação. Naquele momento, consegui ver como eu estava cego. Ao crer em Deus, eu só sabia desfrutar da graça e das bênçãos Dele, mas não buscava minimamente a verdade e a vida. Eu não parava de reclamar quando a minha carne sofria um pouco; eu simplesmente não compreendia a vontade de Deus e não buscava entender a Sua obra. Eu sempre causava tristeza e dor a Deus. Eu não tinha consciência alguma! Sentindo remorso e culpa, orei em silêncio a Deus: “Ó Deus Todo-Poderoso, posso ver que tudo que Tu fazes é para me salvar e me obter. Eu odeio ser tão rebelde e cego. Sempre Te entendi de maneira equivocada e não fui atencioso com a Tua vontade. Ó Deus, hoje a Tua palavra despertou o meu coração e o meu espírito que estavam adormecidos e me fez entender a Tua vontade. Não quero mais ter meus próprios desejos e necessidades; só quero me submeter aos Teus arranjos. Não importa quanto sofrimento tenha de suportar, darei testemunhos de Ti durante as perseguições de Satanás”. Depois de orar, entendi as boas intenções de Deus e sabia que todos os lugares que Ele permitia que eu vivenciasse eram símbolos de Seu grande amor e salvação para mim. Portanto, eu não iria mais me esconder ou deixar de entender a Deus. Embora a situação ainda fosse a mesma, o meu coração estava verdadeiramente repleto de alegria e prazer. Eu sentia que era uma honra poder sofrer dificuldades e perseguição pela minha fé em Deus, e que aquilo era uma dádiva única para mim, uma pessoa corrupta; significavam a bênção e a graça especiais de Deus para mim.

Depois de ter passado um ano difícil na prisão, percebo que tenho uma estatura pequena e que me falta muita verdade. Deus Todo-Poderoso realmente compensou as minhas deficiências naquele ambiente e me permitiu crescer. Em minha adversidade, Ele fez com que eu obtivesse a mais preciosa riqueza na vida, entendesse muitas verdades que eu não entendia no passado e visse claramente. Eu reconheci a aparência repugnante de Satanás, do demônio, e a essência reacionária de sua resistência a Deus. Experimentei sinceramente a grande salvação e misericórdia que Deus Todo-Poderoso tinha para mim, uma pessoa corrupta, e senti que o poder e a vida nas palavras de Deus Todo-Poderoso poderiam me trazer luz, ser a minha vida e me levar a vencer Satanás e sair resoluto do vale da sombra da morte. Graças a Deus!

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