O Próprio Deus, o Único III (Trecho III)

Após tornar-se independente, a pessoa começa a experimentar a soberania do Criador

Se o nascimento e o crescimento de uma pessoa são o “período preparatório” para sua jornada na vida, deitando a pedra fundamental de seu destino, então a independência é o solilóquio de estreia de seu destino na vida. Se o nascimento e o crescimento de uma pessoa são riqueza que ela acumulou para seu destino na vida, a sua independência é quando ela começa a gastar ou aumentar essa riqueza. Quando a pessoa deixa seus pais e se torna independente, as condições sociais com que ela se depara e o tipo de trabalho e carreira que encontra disponíveis são decretados pelo destino e nada têm a ver com seus pais. Algumas pessoas escolhem uma boa graduação na faculdade e acabam achando um emprego satisfatório após a graduação, fazendo um primeiro avanço triunfal na jornada de suas vidas. Algumas pessoas aprendem e dominam diversas habilidades, mas nunca encontram um trabalho adequado para elas nem acham seu lugar, muito menos têm uma carreira; no início de sua jornada de vida, elas se veem frustradas a cada instante, cercadas por problemas, com perspectivas sombrias e incerteza na vida. Algumas pessoas dedicam-se diligentemente aos estudos, mas perdem por pouco todas as chances de receber uma educação superior e parecem fadadas a nunca alcançar o sucesso, vendo a sua primeira aspiração na jornada da vida se desmanchar no ar. Não sabendo se a estrada adiante é fácil ou cheia de pedras, elas sentem pela primeira vez quão cheio de variáveis é o destino humano e, portanto, veem a vida com esperança e medo. Algumas pessoas, apesar de não serem muito bem educadas, escrevem livros e alcançam certa fama; algumas, embora quase totalmente iletradas, ganham dinheiro nos negócios e são capazes de sustentar-se… Qual a ocupação que se escolhe, como se ganha a vida: as pessoas têm algum controle para saber se fazem uma boa ou má escolha? Estão elas de acordo com seus desejos e suas decisões? A maioria das pessoas desejaria poder trabalhar menos e ganhar mais, não labutar debaixo de sol e chuva, vestir-se bem, brilhar e resplandecer em toda parte, estar em posição superior a outrem e trazer honra a seus antepassados. Os desejos das pessoas são perfeitos, mas quando elas dão seus primeiros passos na jornada da vida, vão se dando conta de como o destino humano é imperfeito e, pela primeira vez, compreendem verdadeiramente o fato de que, embora possa fazer planos ousados para seu futuro, embora possa nutrir fantasias audaciosas, ninguém tem a capacidade ou o poder de realizar seus próprios sonhos, ninguém tem condições de controlar seu próprio futuro. Sempre haverá alguma distância entre os sonhos da pessoa e as realidades que ela deve confrontar; as coisas nunca são como a gente gostaria que fossem e, diante de tais realidades, a pessoa pode nunca atingir satisfação ou contentamento. Algumas pessoas irão até onde for imaginável, farão enormes esforços e grandes sacrifícios por sua subsistência e seu futuro, tentando mudar seu próprio destino. No fim, todavia, mesmo se conseguem realizar seus sonhos e desejos graças a seu próprio trabalho duro, elas nunca podem mudar seus destinos e, por maior que seja a obstinação com que tentem, nunca podem superar o que o destino lhes atribuiu. Independentemente de diferenças de habilidade, QI e força de vontade, todas as pessoas são iguais perante o destino, que não faz distinção entre o grande e o pequeno, o elevado e o baixo, o exaltado e o humilde. A ocupação que a pessoa exerce, o que ela faz para ganhar a vida e a quantidade de riqueza que ela acumula na vida não é decidido pelos pais nem por seus talentos, seus esforços ou suas ambições, mas são predeterminadas pelo Criador.

Extraído de “A Palavra manifesta em carne”

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