O Próprio Deus, o Único III (Trecho II)

O destino da humanidade e o destino do universo são inseparáveis da soberania do Criador

Vocês são todos adultos. Alguns de vocês são de meia-idade, alguns já entraram na velhice. De não crente a crente, e de começar a crer em Deus até aceitar a Sua palavra e experimentar a Sua obra, quanto conhecimento vocês tinham da soberania de Deus? Quais os insights que vocês ganharam sobre o destino humano? Pode-se conseguir tudo o que se deseja na vida? Quantas coisas vocês têm sido capazes de realizar como desejavam em suas poucas décadas de existência? Quantas coisas não acontecem como esperado? Quantas coisas vêm como surpresas agradáveis? Quantas coisas as pessoas ainda esperam ver frutificarem — esperam, inconscientemente, o momento certo, a vontade do Céu? Quantas coisas fazem com que as pessoas se sintam impotentes e frustradas? Todo mundo está cheio de esperanças sobre seu destino e espera que tudo em sua vida será como desejam, que não lhe faltará comida nem roupa, que sua fortuna crescerá espetacularmente. Ninguém quer uma vida de pobreza e opressão, cheia de penúrias, assediada por calamidades. Todavia, as pessoas não podem prever nem controlar essas coisas. Para algumas, talvez, o passado é apenas uma mixórdia de experiências; elas nunca aprendem qual é a vontade do Céu nem se importam com ela. Vão vivendo suas vidas de maneira irrefletida, como animais, dia após dia, sem que lhes importe saber qual é o destino da humanidade, por que os seres humanos estão vivos nem como eles deveriam viver. Essas pessoas chegam à velhice sem terem compreendido nada do destino humano e até o momento em que morrem não têm ideia do que seja a vida. Tais pessoas estão mortas; são seres sem espírito; são bestas. Embora vivam entre todas as coisas, as pessoas tiram contentamento dos muitos modos pelos quais o mundo satisfaz suas necessidades materiais, embora elas vejam este mundo material avançar constantemente, a experiência delas próprias — o que seus corações e seus espíritos sentem e experimentam — nada tem a ver com coisas materiais e nada material pode substituí-la. É um reconhecimento que se dá no fundo do coração, algo que não se pode ver a olho nu. Este reconhecimento reside na compreensão e no sentimento da vida humana e do destino humano. E ele leva as pessoas com frequência a perceber que um Mestre invisível está arranjando todas as coisas, orquestrando tudo para o homem. No meio disso tudo, as pessoas não podem deixar de aceitar os arranjos e as orquestrações do destino; ao mesmo tempo, não podem deixar de aceitar a senda que o Criador traçou à frente, a soberania do Criador sobre o destino. Isto é um fato inconteste. Sejam quais forem a percepção e a atitude que se tenha a respeito do destino, ninguém pode mudar esse fato.

Aonde você irá cada dia, o que você fará, o que ou quem você vai encontrar, o que você dirá, o que acontecerá com você — é possível predizer algo disto? As pessoas não podem prever todos esses acontecimentos e ainda menos controlar como eles se desenvolvem. Na vida, esses eventos imprevisíveis ocorrem o tempo inteiro e são ocorrências corriqueiras. Essas vicissitudes cotidianas e seus modos de se desenrolarem ou os padrões pelos quais elas ocorrem fazem a humanidade lembrar constantemente de que nada acontece ao acaso, de que a vontade humana não pode mudar as ramificações dessas coisas nem a sua inevitabilidade. Todo acontecimento transmite uma advertência do Criador aos homens, bem como envia a mensagem de que os seres humanos não podem controlar seus próprios destinos; ao mesmo tempo, cada evento é uma refutação à ambição e ao desejo selvagem e fútil da humanidade de tomar seu destino em suas mãos. Eles são como fortes tapas que, aplicados nas orelhas da humanidade um após outro, obrigam as pessoas a reconsiderarem quem, afinal, governa e controla seu destino. E, como suas ambições e seus desejos se frustram e estilhaçam uma e outra vez, os seres humanos chegam naturalmente a uma aceitação inconsciente do que o destino lhes reserva, uma aceitação da realidade, da vontade do Céu e da soberania do Criador. Destas vicissitudes cotidianas até os destinos de vidas humanas inteiras, não há nada que não revele os planos do Criador e a Sua soberania; não há nada que não envie a mensagem de que “a autoridade do Criador não pode ser superada”, que não transmita a eterna verdade de que “a autoridade do Criador é suprema”.

Os destinos da humanidade e do universo estão intimamente entrelaçados com a soberania do Criador, inseparavelmente atados às Suas orquestrações; no final, não é possível desemaranhá-los da autoridade do Criador. Mediante as leis de todas as coisas o homem chega a entender a orquestração do Criador e Sua soberania; mediante as regras de sobrevivência ele percebe a governança do Criador; dos destinos de todas as coisas ele tira conclusões sobre os meios pelos quais o Criador exerce Sua soberania e Seu controle sobre elas; e, nos ciclos de vida de seres humanos e todas as coisas, o homem experimenta verdadeiramente as orquestrações e os arranjos do Criador para todas as coisas e todos os seres viventes e testemunha verdadeiramente como tais orquestrações e arranjos suplantam todas as leis, regras e instituições terrenais, todos os demais poderes e forças. À luz dessas coisas, a humanidade é forçada a reconhecer que nenhum ser criado pode violar a soberania do Criador, que nenhuma força pode intervir nem alterar os eventos e as coisas que o Criador predetermina. É sob estas leis e regras divinas que os humanos e todas as coisas vivem e se propagam, geração após geração. Não é isso a verdadeira corporificação da autoridade do Criador?

Extraído de “A Palavra manifesta em carne”

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