22. A palavra de Deus é minha força na vida

Por Xu Zhigang, Município de Tianjin

No passado, eu era profundamente influenciado pelos valores tradicionais da China, e a aquisição de imóveis para meus filhos e netos era o objetivo da minha vida. A fim de alcançá-lo, dediquei-me a aprender a tecnologia para o conserto de automóveis. Abri também uma oficina mecânica, e os negócios iam muito bem. Naquele período da minha vida, eu acreditava que eu controlava meu próprio destino, então, quando minha cunhada pregou o evangelho do Senhor Jesus para mim, eu não só o recusei, como zombei dela, pois acreditava que poderia viver muito bem sem acreditar no Senhor. No entanto, os bons tempos não duraram. Os negócios foram ficando cada vez piores na minha oficina, e não importava o quanto trabalhasse, eu não conseguia reverter as coisas. Eu me esgotei tentando mudar a situação, estava exausto e miserável e assim passava o dia todo ingerindo bebidas alcoólicas para aliviar minha ansiedade. Por isso, certo dia, eu não prestei atenção enquanto dirigia e acabei me envolvendo num acidente. Meu carro foi totalmente destruído, mas, felizmente e por milagre, eu sobrevivi. Pouco tempo depois, na primavera de 1999, minha esposa pregou o evangelho dos últimos dias anunciado por Deus Todo-Poderoso para mim. Lendo as palavras de Deus Todo-Poderoso, vim a entender algumas verdades e aprendi que a razão pela qual eu estava vivendo naquele estado miserável e desamparado era que eu tinha aceitado os princípios de vida com os quais Satanás doutrina as pessoas. Eu quis confiar em meus próprios esforços para criar um lar feliz para mim mesmo, e o resultado foi que me fizeram de tolo a ponto de cair em extremo sofrimento e quase perder minha vida. Foi Deus Todo-Poderoso que me resgatou da beira da morte e me trouxe para a Sua casa, e eu estava extremamente grato a Ele por ter me demonstrado misericórdia. A partir de então, passei a ler a palavra de Deus todos os dias e a frequentar reuniões e comungar com meus irmãos e irmãs, e meu coração se encheu de luz. Eu gostava disso e regozijava por ter encontrado a senda genuína na vida. No entanto, não demorou e eu me tornei um alvo de captura do governo do Partido Comunista Chinês (PCC) por causa da minha crença em Deus e fui obrigado a deixar minha família e me esconder. Naquele tempo, apesar de passar por períodos de fraqueza, eu acreditava que, não importando para onde eu fosse ou como os demônios de Satanás me perseguissem, as palavras de Deus me guiariam. Mais de dez anos depois, vim a entender aos poucos algumas verdades através da orientação e provisão da palavra de Deus, e minha vida era muito gratificante. Ao longo do período seguinte, durante o qual fui preso e sujeitado a perseguição, eu experimentei de forma ainda mais prática que a palavra de Deus é minha força na vida, pois foi a palavra de Deus que me permitiu permanecer forte, íntegro e sem medo em meio ao tormento e à tortura cruéis de Satanás, de modo que fui capaz de finalmente humilhar Satanás por completo. Depois dessa experiência, apreciei a palavra de Deus ainda mais e não conseguiria me separar da palavra de Deus nem por um momento.

Num dia de fevereiro de 2013, eu estava nas ruas espalhando o evangelho com vários irmãos e irmãs, mas no caminho de volta, fomos parados por um sedã. Três policiais saíram do carro e pediram nossas identidades e, quando ouviram meu sotaque de fora, me revistaram à força sem informar um motivo. Confiscaram dos meus bolsos um cartão do Banco Agrícola da China, que continha mais de 700 yuans, mais de 300 yuans em dinheiro, um celular, um aparelho MP5 e algumas informações sobre o evangelho. No momento em que um dos oficiais soube que eu acreditava em Deus Todo-Poderoso, seu comportamento ficou feroz, ele me algemou forçosamente e me enfiou no carro. Na delegacia, ordenou que eu me colocasse contra a parede, onde um policial me perguntou asperamente: “Como você se chama? Onde você mora? Quem pregou a crença em Deus para você?”. Quando viu que eu não responderia, ele se enfureceu instantaneamente, arrancou de mim o casaco com forro de penas, depois me virou e puxou meu suéter sobre minha cabeça e me espancou brutalmente com seu cassetete. A cada tantos golpes, ele me perguntava: “Vai falar agora?”. Após me bater repetidamente quinze vezes, a carne nas minhas costas parecia estar lacerada, e minha espinha parecia ter sido fraturada de tanto que doía. Mas por mais que me batessem, eu me recusava a falar. Finalmente, balbuciando de raiva, ele gritou: “Muito bem, eu desisto! Espancar você desse jeito está fazendo meu punho doer, e, mesmo assim, você não quer falar!”. Em meu coração, eu sabia que Deus estava me protegendo. Eu não poderia ter resistido a um espancamento tão violento por conta própria. Em silêncio, agradeci a Deus.

Eles reconheceram que bater em mim não surtiria efeito, então mudaram de tática. Um desses policiais malignos trouxe uma vara de mais ou menos um metro de comprimento e seis centímetros em diâmetro e, com uma risada sinistra, disse: “Vamos deixá-lo ‘provar as delícias’ de se ajoelhar nisto e ver se ele fala!”. Eu tinha ouvido que, após ficar ajoelhado numa vara desse tipo por trinta minutos, a pessoa não conseguiria ficar de pé ou andar direito. Confrontado com esse tipo de tortura, senti que minha estatura espiritual era baixa demais e que minha carne não seria capaz de suportá-lo. Eu estava com medo e, assim, clamei a Deus com toda a minha força: “Deus! Minha estatura é baixa demais, e temo não resistir a esse tipo de tormento. Por favor, protege meu coração e me dá a força para suportar esse tormento e não Te trair”. Eu clamei a Deus sem parar, e Deus sabia que minha carne era fraca. Ele ouviu minha oração porque, no fim, esses policiais malignos decidiram não usar esse tipo de tortura. Os fatos diante dos meus olhos demonstravam a proteção e misericórdia de Deus comigo, o que tanto aumentou minha fé Nele como diminuiu em muito o meu medo. Apesar de terem decidido não usar aquele método de tortura, eles ainda não estavam dispostos a me liberar. Em vez disso, pensaram em outro método de tortura. Eles me obrigaram a ficar de joelhos no chão com a cintura ereta, e então um oficial pesado, com mais de um metro e oitenta de altura, subiu em minhas panturrilhas com os dois pés e as forçou para baixo o máximo que pôde. No momento em que subiu nelas, senti uma dor lancinante e orei a Deus com toda a minha força: “Deus! Não consigo suportar tamanha tortura desumana, mas desejo satisfazer-Te, assim imploro que me dês fé, força e a vontade para suportar sofrimento. Desejo permanecer firme em meu testemunho de Ti”. Graças a Deus, Ele, mais uma vez, ouviu a minha oração. Aquele policial gordo não conseguiu se equilibrar em minhas panturrilhas e, depois de pouco tempo, desceu de mim. O policial maligno ao seu lado se enfureceu e disse: “Seu tolo inútil! Por que desceu dele tão rápido?”. Esses demônios eram, de fato, incomparavelmente perversos e cruéis. Pensaram em cada método possível para me torturar e estavam loucos para me matar, como se apenas a morte os satisfizesse. Eles me obrigaram a permanecer de joelhos numa posição ereta e não permitiram que eu me mexesse. Mais tarde, um dos policiais olhou para os outros de maneira expressiva e, então, todos os outros saíram, deixando-me a sós na sala com aquele policial que me vigiava. Ele veio até mim e tentou se engraçar comigo, dizendo: “Minha mãe também acredita em Deus. Conte-me como você veio a crer. Eu gostaria de acreditar em Deus com você, me leve até seus superiores”. Quando ouvi suas mentiras e vi seu sorriso falso, de repente, eu me senti profundamente enojado. Quando eu estava prestes a desmascarar seu truque, de repente, lembrei-me da palavra de Deus: “Você deve carregar a Minha coragem dentro de si […] Mas, por Minha causa, também não deve se render a qualquer força das trevas. Confie na Minha sabedoria para trilhar o caminho perfeito; não permita que as conspirações de Satanás se consolidem” (de ‘Capítulo 15’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me ofereceram orientação oportuna, permitindo que eu entendesse que eu precisava não só de coragem, mas sobretudo de sabedoria na presença de Satanás. Devemos confiar em Deus o tempo todo para que Ele nos conceda sabedoria para lutar contra Satanás. Através da iluminação e orientação da palavra de Deus, eu soube o que fazer e disse: “Se você realmente quiser acreditar, você só precisa ler a palavra de Deus em casa. Você não precisa sair e se encontrar com alguém”. No momento em que parei de falar, o oficial maligno que tinha me espancado entrou e disse maliciosamente: “Trabalhar com você está sendo uma baita dor de cabeça!”. Eu sabia que Satanás tinha fracassado e sido humilhado, então, em silêncio, agradeci a Deus. Vi que Deus estava sempre comigo, me guiando, me encorajando e milagrosamente impedindo a violência da mão preta do diabo. O amor de Deus por mim era tão grande! Naquele momento, apesar de preso numa cela, senti que meu relacionamento com Deus era mais próximo do que nunca e me senti muito apoiado e tranquilo. Eles me obrigaram a ficar ajoelhado por mais de duas horas. Finalmente, depois de uma da manhã, quando perceberam que o interrogatório não estava dando em nada, tudo que puderam fazer foi sair abatidos.

Na manhã do segundo dia, os policiais me levaram para uma sucursal da Agência de Segurança Pública. Após entrar na sala de interrogatório, o chefe da polícia criminal me perguntou furiosamente: “Qual é seu nome? Onde você mora? Quem apresentou você à crença em Deus? Há quanto tempo você acredita em Deus? Quem são seus contatos? Conte-me tudo, ou prometo que você se arrependerá!”. Mas não importava o que perguntasse, eu não lhe disse nada. Ele me interrogou o dia inteiro, usando táticas duras e suaves, mas não conseguiu tirar nada de mim, e, finalmente, ele gritou enfurecido: “Não vai falar? Então vamos ver se vai gostar da vida na casa de detenção! Se quiser dificultar as coisas, certamente podemos fazer isso! Se não nos der as respostas que queremos, vamos manter você preso lá para sempre!”. E, assim, fui levado para a casa de detenção e trancado numa cela que abrigava o maior número de infratores graves. No momento em que entrei na cela, meu sangue congelou por causa da atmosfera sombria e aterrorizante do lugar. As paredes da cela tinham quatro metros de altura, era escuro e úmido, e apenas uma janela pequena permitia a entrada de escassos raios de luz solar, e havia um cheiro denso e rançoso que tornava o ar quase impossível de respirar. Esse espaço minúsculo estava abarrotado de criminosos; havia assassinos, usuários de drogas e assaltantes, todos eles infratores sérios. Cada um deles parecia selvagem e diabólico, e vários eram altos e musculosos e tinham o rosto magro e feio e o corpo coberto de tatuagens de dragões, fênices, serpentes e coisas semelhantes. Alguns dos prisioneiros eram magros como um palito, pareciam esqueletos vivos e me faziam tremer só de olhar para eles. Havia uma hierarquia entre os detentos, e os crentes em Deus Todo-Poderoso estavam no final da lista e não tinham quaisquer direitos. Originalmente, o botão de emergência tinha sido instalado na parede para ser usado em situações de emergência para chamar o guarda penitenciário, mas os crentes em Deus Todo-Poderoso não tinham o direito de “desfrutar” de seu uso. Não importava quão desumano fosse o abuso, ninguém jamais responderia.

Em meu primeiro dia na cela, o prisioneiro-chefe zombou de mim quando soube da minha situação, dizendo: “Já que você acredita em Deus Todo-Poderoso, peça que Ele o tire daqui. Se seu Deus é tão bom, por que Ele permitiu que você viesse parar aqui?”. O prisioneiro infame ao seu lado se juntou à zombaria: “Na sua opinião, quem é melhor, o nosso chefe aqui ou seu Deus?”. Ouvi-los menosprezando e insultando Deus me deixou furioso. Eu queria discutir com eles, mas não tinha como fazê-lo. Lembrei que Sermões e comunhão sobre a entrada na vida afirma que a essência dos malfeitores é a de demônios, e isso é absolutamente correto! Esses demônios eram totalmente irracionais e mereciam ser amaldiçoados! Quando não respondi, o prisioneiro-chefe se enfureceu e, cruelmente, me esbofeteou duas vezes, depois me acertou duramente no queixo, derrubando-me no chão. Confrontado com esses diabos, tive muito medo e tive que clamar a Deus: “Ó Deus! Tu sabes que sou covarde e fraco e que sempre tive medo de bandidos e gângsteres. Por favor, protege-me, dá-me fé e força e não permitas que eu perca meu testemunho nesta situação”. Esses diabos viram que eu não falaria, então pensaram em outra maneira de me torturar. Um criminoso que parecia um esqueleto se aproximou de mim e me forçou a recuar até a parede. Então, fez com que dois outros prisioneiros apertassem meus ombros contra a parede. Depois, beliscou minhas coxas internas com toda força que tinha, primeiro a esquerda, depois a direita, e cada beliscão provocava uma dor lancinante indizível. (Depois disso, minhas pernas ficaram cobertas de calombos grandes, alguns dos quais não desapareceram até hoje). Então, ele violentamente espancou o lado externo das minhas coxas com seus punhos. Logo depois, agachei-me no chão e foi quase impossível me levantar de novo. Ainda assim, não pararam de me atormentar. Estávamos no meio do inverno e fazia um frio terrível, mas esses diabos me mandaram tirar a roupa e ficar agachado junto à parede sob uma torneira. Continuamente, derramaram água em mim e deliberadamente abriram a janela. Fiquei com tanto frio que não conseguia parar de tremer. Quando um dos prisioneiros viu que eu estava cerrando os dentes para suportar a tortura, ele pegou um pedaço de uma placa de espuma e o abanou como um ventilador para jogar ar frio em mim, o que me fez sentir imediatamente como se meu meu sangue tivesse congelado, e meus dentes não paravam de bater. Em silêncio, tive que orar a Deus: “Ó Deus! Sei que Tuas boas intenções estão por trás disso que está acontecendo comigo agora, por isso imploro por Tua orientação para entender Tua vontade, porque, sozinho, não consigo aguentar o tormento desses diabos. Ó Deus! Por favor, dá-me mais fé e força, para que eu tenha a vontade e determinação para superar essas dificuldades”. Depois de orar, lembrei-me das palavras de Deus: “‘Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória’. No passado, vocês todos ouviram essa frase, ainda que ninguém tenha entendido o sentido real das palavras. Hoje, vocês conhecem bem o verdadeiro significado que elas encerram. Essas palavras são o que Deus realizará nos últimos dias. E serão realizadas sobre aqueles cruelmente afligidos pelo grande dragão vermelho na terra onde ele repousa. O grande dragão vermelho é perseguidor e inimigo de Deus; assim, nessa terra, aqueles que creem em Deus estão sujeitos a humilhação e perseguição. É por isso que essas palavras se tornarão realidade no seu grupo de pessoas” (de ‘A obra de Deus é tão simples quanto o homem imagina?’ em “A Palavra manifesta em carne”). Contemplando as palavras de Deus, entendi a vontade de Deus. O fato de estar sofrendo por minha crença em Deus era algo glorioso e acontecia em minha honra. Satanás estava me atormentando com a intenção de fazer com que eu traísse e negasse a Deus porque eu não conseguia resistir ao sofrimento carnal, portanto, de forma alguma eu poderia me submeter a Satanás. Naquele momento, lembrei-me de repente de como o policial maligno tinha me ameaçado com prisão perpétua na casa de detenção e eu tive uma percepção repentina: os prisioneiros estavam me abusando e atormentando porque eles tinham recebido essa ordem da polícia maligna! Só aí vi claramente que esses “Policiais do Povo” hipócritas eram, na verdade, incrivelmente sinistros e desprezíveis. Estavam usando esses prisioneiros para fazer seu trabalho sujo. São depravados até o âmago e nada mais são do que diabos capazes de matar sem terem que derramar uma única gota de sangue com suas próprias mãos! Satanás estava tentando cada método possível para fazer com que eu me submetesse a eles, mas a sabedoria de Deus é exercida com base nos truques de Satanás. Deus estava usando esse ambiente para me dar fé verdadeira Nele, para permitir que eu visse claramente a face feia e a essência maligna de Satanás, despertando assim um ódio verdadeiro contra elas em meu coração. Quando entendi a vontade de Deus, meu coração se iluminou e encontrei minha força. Eu não podia permitir que Satanás me enganasse. Não importava quanta dor ou fraqueza carnal sentisse, eu devia permanecer firme em meu testemunho de Deus. Eu era grato a Deus por me dar forças para superar a tortura e o tormento desses diabos e para, mais uma vez, derrotar Satanás.

Na casa de detenção, nossas refeições diárias consistiam em repolho congelado cozido em água, conserva de legumes e um pequeno pão de milho cozido a vapor, que, de forma alguma, enchia o estômago. À noite, o prisioneiro-chefe e seu cortejo dormiam na plataforma de dormir, enquanto o resto era obrigado a dormir no chão. Deitado no chão gelado e olhando para os prisioneiros em minha volta, pensei em minhas circunstâncias lamentáveis e, imediatamente, senti um frio solitário se apoderar do meu coração. Lembrei-me do tempo em que estava com meus irmãos e irmãs e como tinha sido feliz e alegre todos os dias. Mas agora eu passava cada dia com esses criminosos, tendo que suportar sua intimidação e seus insultos, e eu me senti indizível e terrivelmente miserável. Fui para diante de Deus e orei a Ele: “Ó Deus! Não sei quanto tempo terei que continuar vivendo assim e como sobreviver aos dias que virão. Agora, minha carne está fraca, e não quero encarar mais esta situação. Ó Deus! Por favor, dá-me a determinação para suportar sofrimento e guia-me para entender Tua vontade para que eu possa Te satisfazer nesta situação”. Depois de orar, as palavras de Deus apareceram com clareza na minha mente: “Muitas são as noites de insônia que Deus suporta em prol da obra da humanidade. Das alturas às mais baixas profundezas, Ele desceu ao inferno vivo no qual o homem vive para passar Seus dias com o homem; Ele nunca Se queixou da mesquinharia entre os homens, nunca censurou o homem por sua desobediência, mas resiste à maior humilhação quando realiza pessoalmente Sua obra. […] Mas para o bem de toda a humanidade, para que toda a humanidade possa encontrar descanso mais cedo, Ele suportou a humilhação e sofreu injustiça para vir à terra e entrou pessoalmente no ‘Inferno’ e no ‘Hades’, na cova do tigre, para salvar o homem. Como o homem se qualifica para se opor a Deus? Que razão ele tem para mais uma vez se queixar de Deus? Como ele pode ter a ousadia de olhar para Deus novamente? Deus do Céu veio a esta terra mais imunda de vício, e nunca desabafou Suas queixas ou Se queixou do homem; em vez disso, aceita silenciosamente a devastação[1] e a opressão do homem. Ele nunca reagiu às exigências descabidas do homem, nunca fez exigências excessivas ao homem e nunca fez exigências descabidas ao homem; Ele meramente faz todo o trabalho exigido pelo homem sem reclamar: ensinando, esclarecendo, repreendendo, o refinamento das palavras, lembrando, exortando, consolando, julgando e revelando” (de ‘Obra e entrada (9)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Considerei as palavras de Deus e pensei no sofrimento que Deus suportou para o bem da humanidade ambas as vezes em que veio para o mundo em carne e, involuntariamente, meus olhos se encheram de lágrimas. O Senhor Jesus foi pregado na cruz, usando Sua própria vida para redimir a humanidade, que tinha sido corrompida por Satanás. Hoje, Deus Todo-Poderoso encarnou novamente e veio para a China, a nação que mais resiste a Deus, onde Ele arrisca Sua vida para professar Suas palavras e nos salvar. Quem conhece as dificuldades e o sofrimento que Ele suportou para fazer isso? Quem poderia apreciar isso? Enquanto isso, eu, um membro da humanidade corrupta, me sentia insuportavelmente miserável e só queria escapar da minha situação após passar apenas alguns dias com aqueles criminosos. Deus, que é santo e justo, viveu conosco neste mundo maligno e caído durante décadas. Deus não sofreu muito mais? Além disso, eu estava sofrendo para me livrar da corrupção e alcançar a salvação verdadeira. Mas Deus é inocente e não é deste mundo nem deste inferno na terra, no entanto, puramente por causa de Seu amor pela humanidade, Ele veio para as profundezas do covil do grande dragão vermelho, disposto a sacrificar Sua vida para salvar a humanidade. O amor de Deus é realmente incrível! Se eu tivesse qualquer amor por Deus, eu não deveria sentir que minhas próprias circunstâncias eram insuportáveis e não deveria me sentir tão aflito. Diante do amor de Deus, não senti nada além de vergonha e arrependimento. Enquanto contemplava o amor de Deus, senti ondas de calor em meu coração. Deus é verdadeiramente maravilhoso, e Seu amor pela humanidade é tão profundo e verdadeiro! Se eu não tivesse experimentado pessoalmente tais circunstâncias, eu não conheceria o carinho e a beleza de Deus. Mesmo que a experiência dessas circunstâncias tenha devastado meu corpo, ela foi incrivelmente benéfica para a minha vida. Pensando nisso, meu coração se encheu de gratidão a Deus e encontrei a determinação para permanecer firme em meu testemunho de Deus a despeito da dor extrema.

Na casa de detenção, o prisioneiro-chefe me falava com frequência de todos os meios que os guardas penitenciários usavam para atormentar os “criminosos” que creem em Deus: eles enfiam tachinhas nos dedos dos crentes, causando dor indizível; enchem uma garrafa de água com água fervente e obrigam o crente a enfiar um de seus dedos nela e, quando a pele está queimada, fazem com que o crente retire o dedo e então esfregam pó de pimenta nas bolhas. Enquanto ouvia a descrição dessas torturas horripilantes, eu ardia de raiva, e minha aversão ao governo do PCC, esse regime satânico, só aumentava. Ele descreve a si mesmo de todas as maneiras positivas enquanto comete cada ato perverso. Ele declara “liberdade de crença religiosa”, que “todas as pessoas desfrutam dos direitos e interesses legítimos de cidadãos” e que “os prisioneiros são tratados como família”, mas, ao mesmo tempo, abusa e tortura secretamente as pessoas, não demonstrando nenhum respeito pela vida humana, nem tratando as pessoas como seres humanos. Para alguém que acredita em Deus, entrar em seu mundo é igual a entrar no Inferno, um lugar onde será torturado e aviltado e onde nunca poderá saber se sairá vivo dali. Esse pensamento me aterrorizou, pois eu temia que aquelas torturas seriam usadas em mim. Sempre que ouvia os guardas penitenciários abrirem a pequena janela na porta de metal, meu coração saltava pela boca, pois eu temia que seria arrastado para fora e torturado. Passava cada dia tomado de medo e me sentia inextricavelmente encurralado. Em minha miséria, só me restou orar a Deus em silêncio: “Ó Deus! Meu coração está fraco neste momento e me sinto tão intimidado, mas desejo Te satisfazer, por isso, por favor, dá-me fé e força. Desejo confiar em Ti para vencer a tentação de Satanás!”. Depois de orar, encontrei orientação na palavra de Deus: “Não tema, Deus Todo-Poderoso das hostes certamente estará com você. Ele os defende e Ele é o escudo de vocês” (de ‘Capítulo 26’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Quando as pessoas estão preparadas para sacrificar a própria vida, tudo se torna insignificante e ninguém consegue vencê-las. O que poderia ser mais importante que a vida? Assim, Satanás se torna incapaz de fazer algo mais nas pessoas, não há nada que ele possa fazer com o homem” (de ‘Capítulo 36’ das Interpretações dos mistérios das palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). A palavra de Deus me deu conforto e encorajamento incríveis. “Sim”, pensei. “O Deus em que creio é o Senhor da criação, que criou os céus e a terra e todas as coisas que neles há, que é soberano sobre todas as coisas e que controla tudo e todos. Além do mais, a vida e a morte de cada pessoa não estão nas mãos de Deus? Sem a permissão de Deus, Satanás, o diabo, não ousaria fazer nada comigo. O fato de eu passar o dia inteiro num estado de timidez e terror não é simplesmente meu medo da morte e meu medo de sofrimento físico? Satanás estava usando essa fraqueza para me atacar, para fazer com que sucumbisse a ela e traísse a Deus. Esse é o truque de Satanás para devorar as pessoas. Mas se estou disposto a abrir mão da minha vida, existiria realmente algo que eu não conseguiria suportar?”. Lembrei-me da experiência de Jó: quando Satanás fez sua aposta com Deus, Jó experimentou sofrimento carnal, mas, sem a permissão de Deus, por mais que Satanás torturasse Jó, Satanás não podia tirar a vida dele. Agora, eu queria seguir o exemplo de Jó e ter fé verdadeira em Deus, pois, mesmo que meu corpo fosse torturado até a morte pelos demônios, minha alma estava nas mãos de Deus. Não importava como esses demônios me pudessem torturar e atormentar, eu jamais cederia a esse abuso tirânico. Jurei que jamais me tornaria um Judas! Sou grato pela orientação oportuna que encontrei na palavra de Deus, que me livrou da escravidão e das restrições da morte e que não permitiu que eu caísse vítima do esquema de Satanás. Graças à proteção de Deus, não sofri aqueles tipos de tortura e, mais uma vez, reconheci nisso o amor e a misericórdia de Deus por mim.

Alguns dias depois, aquele policial maligno voltou para me interrogar novamente, esperando obter informações sobre os líderes da igreja, mas quando não respondi, ele se tornou totalmente selvagem. Ele me encarou, enquanto agarrou meu queixo e inclinou minha cabeça para a esquerda e direita, então disse através de seus dentes cerrados: “Existe algum pingo de humanidade em você? Vá em frente então, acredite em Deus! Colocarei uma foto sua na Internet e inventarei algumas histórias sobre você, farei com que todos que creem em Deus Todo-Poderoso acreditem que você traiu a Deus e entregou seus irmãos e irmãs. Ninguém jamais voltará a falar com você. E então levarei você para um lugar que ninguém conhece, cavarei um buraco e enterrarei você vivo, e ninguém jamais descobrirá”. Em sua fúria, esse diabo explicou seus truques e esquemas secretos descarados, e isso era também seu jeito típico de manipular as pessoas — incriminando, difamando, fazendo falsas acusações de crimes e homicídio. Eles não demonstram qualquer respeito pela vida das pessoas, e é impossível dizer quantos atos desumanos e inescrupulosos eles cometeram em segredo! Dessa vez, quando ouvi seus gritos de ameaça, permaneci calmo e não senti nenhum medo, pois Deus era meu forte apoio. Deus estava comigo, portanto, não precisava temer nada. Quanto mais selvagem Satanás fica, mais ele revela sua feiura e impotência; quanto mais ele persegue os crentes, mais ele expõe sua essência maligna e reacionária de transformar Deus em inimigo, de praticar coisas imorais e de contrariar o Céu e a natureza; quanto mais ele prejudica os crentes em Deus, mais ele inspira minha determinação de crer em Deus e de seguir a Deus até o fim: quero dedicar minha vida a Deus e abandonar Satanás de uma vez por todas! Como diz a palavra de Deus: “Desde há muito o homem tem reunido toda a sua força, tem dedicado todos os seus esforços, tem pago cada preço para isto, para arrancar a face hedionda desse demônio e para permitir que as pessoas, que foram cegadas e suportaram todo tipo de sofrimento e dificuldade, se ergam de sua dor e deem as costas para esse velho diabo mau” (de ‘Obra e entrada (8)’ em “A Palavra manifesta em carne”). A essa altura, meu sangue estava fervendo de raiva e, em silêncio, fiz um juramento: não importava quanto tempo tivesse que permanecer ali e o quanto aqueles diabos me torturassem, eu jamais trairia a Deus. O policial viu que eu não responderia e, no fim, me levou de volta para a cela. E assim, graças à orientação da palavra de Deus, eu superei a tortura e as repetidas tentativas desses demônios de extrair uma confissão de mim. Jamais revelei qualquer informação sobre a igreja e, após passar mais de 50 dias na casa de detenção, os policiais se viram obrigados a me libertar sem acusação.

Após experimentar a prisão, vi claramente a essência demoníaca do governo do PCC. Ele luta contra o Céu e faz de Deus um inimigo. Ele se recusa a adorar a Deus e também usa todos os meios possíveis para enganar e controlar o povo, para impedir que as pessoas acreditem em Deus ou O adorem. Tenta fazer com que as pessoas evitem e resistam a Deus para que, eventualmente, sejam destruídas no Inferno juntamente com ele. Ele é tão desprezível, cruel e maligno! Mas, e isto é o mais importante, essa experiência me deu um entendimento genuíno da maravilha e sabedoria de Deus e do poder e autoridade de Sua palavra. Neste país, em que Deus é visto como inimigo amargo, os crentes em Deus são espinhos nos olhos e na carne do governo ateísta. No entanto, ele é totalmente incapaz de restringir aqueles que realmente acreditam em Deus. Não importa o quanto ele oprima, prenda e prejudique nossa carne, ele não pode banir nosso desejo de ir em direção da luz e de buscar a verdade e não pode abalar nossa determinação de crer em Deus e de segui-Lo. Eu fui preso e experimentei pessoalmente a crueldade selvagem desses demônios. Em vão, Satanás quis me levar a sucumbir ao seu governo despótico através da minha prisão e perseguição, mas a palavra de Deus me orientou continuamente e me deu sabedoria, fé e força, que me permitiram permanecer forte em meio à perseguição cruel de Satanás. Através da minha experiência, vi os feitos milagrosos de Deus, minha fé em Deus foi grandemente fortalecida e eu ganhei um entendimento mais prático da palavra de Deus. Experimentei que a palavra de Deus é a verdade e que ela é a força e a fonte da vida das pessoas. Com a orientação da palavra de Deus, nada tenho a temer, e não importa quantos obstáculos e dificuldades eu possa enfrentar na estrada à frente, desejo seguir a Deus até o fim!

Nota de rodapé:

1. “Devastação” é utilizado para expor a desobediência da humanidade.

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