32. O amor de Deus não tem limites

Por Zhou Qing, Província de Shandong

Sofri ao máximo as misérias desta vida. Eu estive casada por poucos anos quando meu marido faleceu, e, a partir daquele ponto, o grande fardo de cuidar da minha família recaiu todo sobre os meus ombros. Com um filho novo, minha vida era dura. Eu sempre era objeto de chacota e desdém dos outros; fraca e impotente, eu banhava meu rosto em lágrimas todos os dias, achando que a vida neste mundo era simplesmente dura demais. Justamente quando eu estava me chafurdando nas profundezas do pessimismo e desespero, uma irmã compartilhou comigo o evangelho da obra de Deus Todo-Poderoso dos últimos dias. Meu coração se encheu de intensa emoção quando li estas palavras de Deus Todo-Poderoso: “Quando você estiver enfadado e quando começar a sentir um pouco da triste desolação deste mundo, não fique perdido, não chore. Deus Todo-Poderoso, o Vigia, abraçará a sua chegada a qualquer tempo” (de ‘O suspirar do Todo-Poderoso’ em “A Palavra manifesta em carne”). Deus me chamou como uma mãe amorosa, e eu senti que finalmente tinha encontrado meu lar, meu apoio e o lugar de descanso para o meu espírito. A partir de então, eu passei a ler as palavras de Deus todos os dias e aprendi que Deus é a fonte de toda vida, que Deus governa o destino de cada pessoa e que Deus Todo-Poderoso é o único apoio e salvação da humanidade. Para que viesse a entender mais verdades, eu participava ativamente das reuniões na igreja e, na Igreja de Deus Todo-Poderoso, testemunhei que todos os irmãos e irmãs eram simples e abertos uns com os outros. Quando estava com eles, eu me sentia à vontade, tinha uma grande sensação de libertação em meu coração e gozava uma alegria e felicidade que nunca tinha sentido antes no mundo. Assim, eu me enchi de confiança e esperança para o meu futuro. Comecei a cumprir o meu dever na igreja a fim de retribuir o amor de Deus. No entanto, para a minha surpresa, o governo do Partido Comunista Chinês (PCC) simplesmente não permite que alguém acredite no Deus verdadeiro ou siga a senda correta, e eu fui submetida à captura e perseguição brutal e desumana às mãos do governo do PCC simplesmente por causa da minha fé.

Certa tarde em dezembro de 2009, enquanto lavava roupa em casa, de repente, cinco ou seis policiais à paisana invadiram meu pátio. Um deles gritou: “Somos da Brigada Criminal da Polícia, encarregados especialmente de fechar o cerco aos crentes em Deus Todo-Poderoso!”. Antes que pudesse me recompor, eles começaram a revirar tudo em minha casa como um bando de ladrões. Eles revistaram minha casa por dentro e por fora e confiscaram alguns livros sobre a crença em Deus, um leitor de DVD e dois leitores de CD que encontraram. Então me escoltaram até uma viatura e me levaram para a delegacia. A caminho da delegacia, pensei em como os irmãos e irmãs tinham descrito como haviam sido presos e torturados cruelmente pela polícia perversa, e meu coração saltou para a garganta; eu estava com tanto medo. Em apuros, orei a Deus com urgência: “Ó Deus Todo-Poderoso! Sinto-me tão fraca neste momento. Pensar que serei torturada me deixa tão apavorada. Por favor, dá-me fé e força e expulsa o meu medo”. Após orar, lembrei-me de duas passagens das palavras de Deus: “De fora, os poderosos podem parecer perversos, mas não temam, pois isso é porque vocês têm pouca fé. Se sua fé aumentar, nada será difícil demais” (de ‘Capítulo 75’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Em todos os Meus planos, o grande dragão vermelho é o Meu contraste, o Meu inimigo e também o Meu servo; como tal, nunca relaxei os Meus ‘requisitos’” (de ‘Capítulo 29’ das Palavras de Deus para todo o universo em “A Palavra manifesta em carne”). Enquanto contemplava as palavras de Deus, ocorreu-me que eu estava com medo das torturas cruéis de Satanás porque eu não possuía fé verdadeira em Deus. “Satanás é, de fato, um contraste que presta serviços à obra de Deus”, pensei. “Não importa quão cruel e selvagem seja, ele ainda está nas mãos de Deus e não tem escolha senão obedecer aos arranjos e orquestrações de Deus. E mais, quanto mais cruel e selvagem Satanás for, mais terei que confiar em minha fé para dar testemunho de Deus. Neste momento crucial, de forma alguma posso ser intimidada pelo poder despótico de Satanás, em vez disso, devo apoiar-me na fé e força que Deus me dá para derrotar Satanás”. Pensando nisso, já não senti mais tanto medo.

Quando chegamos à delegacia, dois policiais me algemaram sem uma palavra e me chutaram e empurraram até o segundo andar antes de rosnarem para mim: “Temos um ‘tratamento especial’ para pessoas como você!”. Em meu coração, eu sabia que esse “tratamento especial” significava tortura. Naquele momento, continuei orando a Deus em meu coração e não ousei me afastar de Deus por um momento sequer, pois temia que perderia Seu cuidado e proteção e que cairia nos esquemas ardilosos de Satanás. Assim que entrei na sala de interrogatório, um dos policiais perversos ordenou que eu ficasse de joelhos. Quando não fiz o que mandou, ele me deu um chute maldoso na parte de trás do meu joelho, de forma que involuntariamente caí de joelhos com um estrondo. Então me cercaram e começaram a me bater e chutar até minha cabeça girar, minha visão ficar turva e sangue jorrar do meu nariz e da minha boca. No entanto, ainda não tinham acabado, pois ordenaram que me sentasse no chão e colocaram uma cadeira à minha frente. Então, um dos policiais malignos começou a me golpear nas costas, e cada golpe fazia com que meu rosto e minha cabeça se chocassem contra a cadeira. Minha cabeça estava zunindo, e a dor era insuportável. Um dos policiais riu maliciosamente e disse: “Alguém já entregou você. Se não começar a falar, vamos espancá-la até a morte!”. Após dizer isso, ele me deu um soco em cheio no peito, o que doeu tanto que fiquei muito tempo sem conseguir inspirar. Então, outro policial gritou: “Você realmente acha que é algum tipo de Liu Hulan? Mais cedo ou mais tarde, arrancaremos a verdade de você!”. O bando de policiais perversos me torturou de todas as maneiras e só paravam quando se cansavam. Justamente quando pensei que receberia um tempinho para respirar, um policial com cinquenta e tantos anos se aproximou para tentar me enganar com sua rotina de policial bom: “Alguém nos contou que você é uma líder da igreja. Você acha que não conseguiremos acusá-la de nada se não falar? Temos seguido você por muito tempo e só prendemos você porque temos provas suficientes. Então comece a falar!”. Fiquei chocada ao ouvi-lo dizer isso: “Seria verdade?”, pensei, “Se alguém realmente foi um Judas e me entregou, então eles já não saberiam tudo sobre mim? Será que consigo sair impune se não lhes disser nada? O que devo fazer?”. Em meu desespero, as palavras de Deus Todo-Poderoso me vieram à mente: “Você pensa em toda a graça que você obteve, todas as palavras que você ouviu — você poderia ouvi-las em vão? Não importa quem fuja, você não pode. Outras pessoas não creem, mas você tem que crer. Outras pessoas abandonam a Deus, mas você tem que apoiar a Deus e dar testemunho Dele. Outros difamam a Deus, mas você não pode. Não importa quão rude Deus seja com você, você ainda tem que tratá-Lo corretamente. Você deveria retribuir Seu amor e você deveria ter consciência, porque Deus é inocente. Sua vinda à terra, do céu, para operar entre a humanidade, já foi uma grande humilhação. Ele é santo, sem a menor imundície. Ao vir a uma terra de imundície — quanta humilhação Ele aguentou? Operar em vocês é para o bem de vocês” (de ‘O significado de salvar os descendentes de Moabe’ em “A Palavra manifesta em carne”). Cada uma das palavras de Deus atingiu meu coração entorpecido, e minha consciência se sentiu duramente repreendida. Pensei em como eu tinha seguido Deus Todo-Poderoso por anos, como eu tinha desfrutado amor e calor intermináveis de Deus, como tinha obtido o abundante suprimento de vida de Deus, entendido verdades que ninguém em toda a história foi capaz de entender, percebido o significado e valor da vida e me livrado da minha antiga vida sombria de dor, desolação e desespero. Deus tinha me dado tremendo amor — como pude me esquecer disso? Como pude não saber o que fazer e até pensar em trair a Deus no momento em que ouvia que outra pessoa O tinha traído? Esses pensamentos me fizeram chorar muito, e eu me odiei por faltar-me tanta consciência e humanidade. Sempre que alguém demonstrava bondade para comigo, eu fazia de tudo para retribuir a bondade. Deus, porém, tinha me dado tanta graça e tantas bênçãos e tinha me concedido uma salvação tão grande, mesmo assim minha consciência permanecia entorpecida. Eu não só não tinha pensado em retribuir a Deus, mas, em vez disso, encontrando-me em apuros, pensava até em trair a Deus. Eu estava causando tanta dor ao coração de Deus! Naquele momento, senti um remorso tão profundo por ter vacilado. Se outra pessoa realmente tinha traído a Deus, então Deus certamente estaria sentindo uma dor e tristeza extrema, e eu deveria agora estar tentando consolar o coração de Deus com minha própria lealdade. No entanto, eu estava sendo tão egoísta e desprezível que eu não só não tinha ficado do lado de Deus, mas também tinha pensado em trair a Deus para que eu pudesse prolongar uma vida patética e ignóbil. Eu só tinha pensado em mim mesma, sem qualquer consciência ou razão — eu estava causando tanta dor ao coração de Deus e fazendo com que Ele me odiasse tanto! Em minha repreensão própria e em meu remorso, eu fiz uma oração silenciosa a Deus: “Ó Deus Todo-Poderoso! Falta-me tanta consciência e humanidade! Tudo que tens me dado foi amor e bênçãos, e tudo que eu tenho Te dado em troca foi mágoa e dor. Ó Deus! Obrigada por Tua orientação que me permite saber o que devo fazer agora. Agora, desta vez, desejo satisfazer a Ti com ação real. Não importa o quanto Satanás me atormente, prefiro morrer a falhar em meu testemunho a Ti e jamais Te trairei!”. O policial perverso viu o quanto eu estava chorando e pensou que eu estava começando a ceder, então ele se aproximou de mim e disse com mansidão fingida: “Diga-nos o que queremos saber. Diga-nos e você poderá ir para casa”. Eu fixei meu olhar nele e, furiosa, disse: “Jamais trarei a Deus!” Isso o enfureceu profundamente; ele começou a me esbofetear e a gritar histericamente: “Então você prefere a vara à cenoura, é? Eu tentei lhe oferecer uma saída com alguma dignidade, mas você a joga na minha cara. Você acha que não podemos lhe fazer nada? Se não começar a se comportar e confessar, nós a jogaremos na prisão por cinco anos e seu filho será proibido de ir à escola”. Respondi: “Se eu tiver que passar cinco anos na prisão, então isso é algo que terei que suportar. Você pode impedir que meu filho vá à escola, mas o destino dele permanece sendo o destino dele. Eu me submeterei à soberania de Deus”. O bando de diabos ficou ainda mais enraivecido, e um deles me agarrou pelo pescoço e me arrastou para uma plataforma de concreto. Então me obrigaram a me sentar no chão com as pernas estendidas. Um policial pisou em uma de minhas pernas enquanto outro enfiava seu joelho em minhas costas, puxando meus braços para trás com força. Imediatamente, senti uma dor insuportável em meus braços, como se tivessem quebrado, e, involuntariamente, minha cabeça se lançou para a frente e bateu contra a plataforma de concreto, imediatamente causando um galo enorme. Na época, estávamos no meio do inverno, com ventos gelados, e cada gota de água se transformava em gelo, mesmo assim, esses policiais malignos estavam me torturando ao ponto em que eu suava baldes, encharcando completamente as minhas roupas. Quando viram que eu ainda não estava cedendo, eles arrancaram minha jaqueta forrada de algodão e me deitaram de costas no chão gelado, vestida apenas com as roupas de baixo finas, e continuaram a me interrogar. Quando, mesmo assim, eu não respondia a nenhuma de suas perguntas, eles me deram uma nova sessão de chutes. Esse bando de diabos me torturou até o cair da noite, e todos eles estavam esgotados, mas ainda não haviam conseguido arrancar nada de mim. Quando foram jantar, eles me ameaçaram, dizendo: “Se você continuar de boca fechada hoje à noite, nós algemaremos você num ‘banco de tigre’ e deixaremos você congelar até morrer!”. Depois disso, saíram enfurecidos. Eu comecei a sentir medo naquele momento e pensei comigo mesma: “A quais outras torturas esses policiais malignos me submeterão? Eu conseguirei resistir?”. Especialmente quando pensava no rosto selvagem deles e nas cenas em que me torturavam, eu me sentia ainda mais angustiada e impotente. Eu temia que não conseguiria suportar a tortura cruel e que eu trairia a Deus, assim continuei orando a Deus. Naquele momento, as palavras de Deus me lembraram disto: “Se o homem tem pensamentos tímidos e temerosos, ele está sendo enganado por Satanás. Ele teme que nós cruzemos a ponte da fé para entrar em Deus” (de ‘Capítulo 6’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus esclareceram minha mente, e então eu soube que meu medo era porque Satanás tinha me enganado e que assim eu tinha perdido minha fé em Deus. Percebi também que eu realmente precisava experimentar esse tipo de situação a fim de ser temperada e edificada, caso contrário eu seria eternamente incapaz de desenvolver uma fé verdadeira em Deus. E mais, percebi que eu não estava lutando sozinha nessa adversidade, mas que eu tinha Deus Todo-Poderoso como minha fiel retaguarda. Então lembrei de quando os israelitas foram tirados do Egito e estavam sendo perseguidos pelos soldados egípcios até o Mar Vermelho. Àquela altura, não havia como voltar atrás, e eles obedeceram à palavra de Deus e confiaram em sua fé para atravessar o Mar Vermelho. Para a surpresa deles, Deus partiu o Mar Vermelho e o transformou em terra seca; eles atravessaram em segurança e escaparam do perigo, fugindo assim da perseguição e da matança pelos soldados egípcios. Enfrentar a tortura cruel pela polícia do PCC agora era a mesma coisa. Contanto que eu tivesse fé e confiasse em Deus, eu certamente derrotaria Satanás! E assim meu coração recuperou a força, e eu não me senti mais tão tímida e assustada. Eu disse uma oração a Deus em meu coração: “Ó Deus Todo-Poderoso! Desejo batalhar contra Satanás confiando em Ti e nunca mais ser intimidada pelo poder despótico da polícia perversa! Darei testemunho de Ti!”. Nesse momento de perigo, Deus Todo-Poderoso não só agiu como minha retaguarda poderosa, mas também demonstrou misericórdia e compaixão para com minha fraqueza. A polícia não voltou para me interrogar naquela noite, e eu passei a noite em segurança.

De manhã cedo, vários policiais com um olhar assassino vieram e começaram a me intimidar, dizendo: “Se você não cooperar, você pagará por isso! Vamos lhe dar um gostinho da morte! Seu Deus Todo-Poderoso não pode salvar você agora. Você não sobreviveria a isso nem mesmo se fosse Liu Hulan! Se não começar a falar, não espere sair dessa com vida”. Então me obrigaram novamente a tirar minha jaqueta forrada de algodão e a deitar no chão gelado enquanto me interrogavam. Quando vi cada um deles fixar seu olhar impregnado de maldade em mim, tudo que pude fazer foi clamar desesperadamente a Deus e pedir que Ele me ajudasse a permanecer firme em meu testemunho. Quando viram que eu continuava em silêncio, eles ficaram enfurecidos. Um dos policiais começou a me bater cruelmente na cabeça com uma pasta de arquivo até eu ficar tonta e enjoada. Enquanto me batia, ele me xingava e me ameaçava, dizendo: “Hoje nós lhe daremos um gostinho da forca. Qual é a escola que o filho dela frequenta? Informem o diretor da escola e tragam seu filho para cá. Ela vai querer estar morta”. Então me interrogaram sobre as coisas que tinham encontrado em minha casa, mas já que não ficaram satisfeitos com minhas respostas, eles começaram a bater a pasta do arquivo contra minha boca até sangue escorrer dos cantos dos meus lábios. Então espancaram ferozmente todo o meu corpo e só pararam quando se cansaram. Naquele momento, um policial entrou na sala e viu que eu não tinha confessado, então quatro ou cinco homens vieram até mim, soltaram as algemas e então algemaram minhas mãos atrás das minhas costas. Eles me obrigaram a me sentar diante de uma escrivaninha grande com minha cabeça na altura da beira da escrivaninha e com as pernas estendidas. Quando achavam que minhas pernas não estavam estendidas o bastante, eles pisavam nelas e pressionavam meus ombros para baixo. Durante muito tempo, suspenderam meus braços e algemas atrás de mim e me obrigaram a permanecer totalmente imóvel na postura que tinham escolhido para mim. Se eu me movesse para a frente, bateria minha cabeça contra a escrivaninha, se me mexesse para a esquerda, a direita ou para trás, eu seria severamente punida. Essa sua tática abominável me causou tanta dor que eu só queria morrer, soltando um grito após o outro gargarejando sangue. Eles só me soltaram e me permitiram deitar no chão quando viram que eu estava à beira da morte. Pouco tempo depois, aquele bando de diabos desumanos começou a me torturar e causar estragos em mim novamente. Quatro ou cinco policiais malignos ficaram em pé em cima de minhas pernas e braços, de modo que eu não conseguia me mexer, então taparam meu nariz e apertaram minhas bochechas para que eu abrisse minha boca enquanto derramaram um fluxo constante de água fria em minha boca. Sufocando-me, lutei desesperadamente, mas eles não me soltaram, e, aos poucos, perdi a consciência. Não faço ideia de quanto tempo eu fiquei desmaiada, mas acordei de repente, engasgando com a água e comecei a tossir violentamente. Água saía de minha boca, do meu nariz e das minhas orelhas, e meu peito estava em agonia. A única coisa que conseguia sentir era escuridão completa em minha volta e era como se meus olhos estivessem saltando de suas órbitas. Eu estava engasgando tanto que só conseguia exalar, mas não inalar. Meus olhos estavam vazios, e eu me sentia como se a morte estivesse próxima. Quando a minha vida estava por um fio, eu sofri outra crise violenta de tosse e convulsões e consegui cuspir parte da água. Depois disso, eu me senti um pouco melhor. Então, um dos policiais perversos me arrastou pelos cabelos e me colocou numa posição sentada, e deu um puxão nas minhas algemas. Então ordenou que um de seus subalternos pegasse um cassetete de eletrochoque para aplicá-lo em mim. Para a minha surpresa, quando o subalterno voltou, ele disse: “Só consegui encontrar quatro. Dois deles não funcionam, e os outros dois precisam ser carregados”. Quando ouviu isso, o oficial rugiu em fúria: “Você é estúpido demais para qualquer coisa! Traga água com pimenta malagueta!”. Orei sem cessar a Deus em meu coração, pedindo que Ele me protegesse para que eu pudesse superar toda a tortura cruel infligida por esses policiais perversos. Naquele momento, algo inesperado aconteceu: um dos policiais realmente disse: “Isso é demais. Nós já a torturamos muito. Não façam mais isso”. Quando esse policial ouviu isso, tudo que pôde fazer foi ceder. Naquele momento, realmente percebi a soberania e o governo de Deus sobre todas as coisas, pois era Deus que estava me protegendo e me dando essa folga. Esses policiais perversos, porém, ainda não estavam dispostos a me deixar ir. Eles algemaram minhas mãos atrás das minhas costas novamente, ficaram em pé em minhas pernas e puxaram minhas mãos algemadas para cima com toda a sua força. Tudo que eu conseguia sentir era uma dor insuportável como se meus braços estivessem quebrando e gritei sem parar. Em meu coração, continuei clamando a Deus Todo-Poderoso e, sem perceber, deixei escapar “Todo-Po…” Mas então baixei minha voz e disse imediatamente: “Tudo posso… Posso lhes contar tudo que sei”. Aquele bando pensava que eu realmente queria lhes contar tudo, então eles me soltaram e gritaram: “Todos nós somos investigadores profissionais. Nem pense em nos enganar. Se você não se comportar e não nos contar tudo agora, pode esquecer a ideia de uma vida longa ou de sair daqui. Nós lhe daremos algum tempo para refletir sobre isso!”. Eu estava incrivelmente angustiada diante de sua tortura e ameaças e pensei comigo mesma: “Não quero morrer aqui, mas realmente não quero trair a Deus ou entregar a igreja. Que devo fazer? E se eu lhes contasse apenas sobre um irmão ou irmã?”. Mas, de repente, percebi que eu jamais conseguiria fazer isso e que dizer-lhes qualquer coisa seria trair a Deus e faria de mim um Judas. Em minha dor, orei a Deus: “Ó Deus! O que devo fazer? Por favor, ilumina-me e guia-me e, por favor, dá-me força!”. Após orar, lembrei as palavras de Deus que dizem: “A igreja é Meu coração”. “Você deve sacrificar tudo para proteger Meu testemunho. Esse deve ser o objetivo das ações de vocês, não se esqueçam disso” (de ‘Capítulo 41’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). “Sim”, pensei. “A igreja é o coração de Deus. Entregar um irmão ou uma irmã seria causar estragos na igreja, e isso é o que mais entristece a Deus. Não devo fazer nada que prejudique a igreja. Deus veio do Céu para a terra para operar para nos salvar, e Satanás mantém seus olhos gananciosos fixados nos escolhidos por Deus, esperando em vão pegar todos nós de uma só vez e destruir a igreja de Deus. Se eu entregasse meus irmãos e irmãs, eu não estaria permitindo que o esquema insidioso de Satanás fosse bem-sucedido? Deus é tão bom, e tudo que Ele faz no homem Ele o faz por amor. Não devo machucar o coração de Deus. Não posso fazer nada por Deus hoje, então peço apenas que eu seja capaz de ser testemunha para retribuir o amor de Deus — essa é a única coisa que posso fazer”. Quando entendi a vontade de Deus, fiz uma oração a Ele: “Ó Deus! Eu não sei que tipo de tortura eles ainda reservaram para mim. Tu sabes que sou de estatura muito baixa e que, muitas vezes, me sinto tímida e assustada. Mas acredito que Tu seguras tudo em Tuas mãos e desejo tomar uma resolução em Tua presença de ser testemunha Tua, mesmo que isso custe minha própria vida”. Naquele momento, um dos policiais perversos gritou com raiva: “Então, já pensou no caso? Se você não se comportar e não nos contar tudo, garantirei que você morrerá aqui, hoje mesmo! Nem mesmo o Deus onipotente pode salvar você!”. Eu fechei os olhos apertados, agarrando-me à minha decisão de ser testemunha mesmo que isso custasse a minha vida, e não disse uma única palavra. Os policiais rangeram os dentes em fúria, correram até mim, me humilharam e torturaram sem parar exatamente como tinham feito antes, me pisoteando e espancando. Eles bateram em minha cabeça cruelmente até ela começar a rodar. Tudo ficou preto diante dos meus olhos, e minha cabeça parecia ter aberto ao meio. Aos poucos, comecei a sentir que não conseguia mexer meus olhos, meu corpo ficou anestesiado de dor, e eu não consegui ouvir nada com clareza. Tudo que conseguia perceber eram suas vozes que pareciam vir de muito longe. No entanto, minha mente estava absolutamente clara, e continuei repetindo estas palavras em silêncio: “Não sou um Judas. Prefiro morrer antes de me tornar um Judas”. Não sei quanto tempo passou, mas quando acordei, vi que estava totalmente molhada, e quatro ou cinco policiais malignos estavam agachados ao meu redor como que para verificar se eu estava viva ou morta. Olhei para esse bando de oficiais que não eram melhores do que bestas e senti uma indignação profunda surgir dentro de mim: era essa a “polícia do povo” que “amava as pessoas como seus próprios filhos”? Eram esses os executores da lei que “defendiam a justiça, puniam os maus e ajudavam os bons”? Eram todos apenas demônios e monstros do inferno! Naquele momento, lembrei-me de uma passagem de um sermão: “O grande dragão vermelho resiste e ataca Deus da forma mais cruel e frenética e prejudica o povo escolhido de Deus da forma mais diabólica e terrível — esses são os fatos. O grande dragão vermelho persegue e coage o povo escolhido de Deus, e qual é seu propósito nisso? Ele deseja erradicar completamente a obra de Deus nos últimos dias e o retorno de Deus. Essa é a malícia do grande dragão vermelho e é o esquema ardiloso de Satanás” (“Sermões e comunhão sobre a entrada na vida”). Contemplando os fatos em minha volta à luz dessas palavras, vi com clareza cristalina que o governo do PCC é a encarnação de Satanás e que ele é o maligno que tem se oposto a Deus desde o início. É porque apenas o diabo Satanás odeia a verdade e teme a luz verdadeira e deseja banir a vinda do Deus verdadeiro, porque apenas ele pode ferir cruelmente e torturar de forma desumana aqueles que seguem a Deus e que seguem a senda correta. Agora Deus Se tornou carne e veio operar dentro de seu covil, e Ele arranjou para que eu passasse por tal situação para que, por ter sido tão profundamente enganada por Satanás, eu pudesse perceber que é o diabo Satanás que prejudica e devora as pessoas, que há luz por trás de seu governo sombrio e que existe um Deus verdadeiro que nos protege e provê para nós dia e noite. A vinda de Deus Todo-Poderoso trouxe luz e verdade para mim e permitiu que eu finalmente enxergasse o rosto demoníaco do governo do PCC que se vangloria todos os dias como sendo “grande, honrável e correto”, despertando em mim um ódio amargo pelo governo do PCC. Sua vinda me permitiu perceber o significado e valor de buscar a verdade e ver a senda de luz na vida. Quanto mais refletia sobre isso, mais eu entendia, e senti surgir dentro de mim uma força que me ajudou a encarar a cruel tortura dos oficiais. Minha dor física também diminuiu, e, no fundo, eu sabia que isso era Deus que estava me protegendo e me ajudando a passar pelas tentativas da polícia de extorquir confissões de mim através da tortura.

No fim, a polícia reconheceu que não conseguiria arrancar nada de mim, então me acusaram de “perturbar a ordem pública” e me escoltaram até a casa de detenção. Nesses lugares, o governo do PCC obriga os prisioneiros a trabalharem como máquinas, obrigando-os a trabalhar sem parar durante o dia inteiro. Eu mal conseguia dormir cinco horas por noite, e todos os dias eu ficava tão exausta que meu corpo parecia cair em pedaços. A despeito disso, os agentes penitenciários nunca permitiam que eu comesse o bastante. Todas as refeições que eu recebia consistiam em apenas dois pãezinhos cozidos a vapor e alguns legumes sem uma única gota de óleo. Durante o tempo que passei presa ali, a polícia maligna veio me interrogar várias vezes. Em seu último interrogatório, disseram que me condenariam a dois anos de reforma pelo trabalho. Com ousadia, eu lhes perguntei: “A lei do estado não garante liberdade de crença? Por que me condenar a dois anos de reforma pelo trabalho? Estou doente. Se eu morrer, o que meus filhos e pais farão? Morrerão de fome sem ninguém que cuide deles”. Um policial cinquentão disse severamente: “Você será condenada porque quebrou a lei do estado, e as evidências são irrefutáveis!”. Respondi: “Crer em Deus é algo bom. Eu não cometo homicídio, não provoco incêndios, não faço nada ruim. Procuro apenas ser uma boa pessoa. Por que, então, não me permitem ter a minha fé?”. Os policiais ficaram envergonhados e enfurecidos com minha resposta, e um deles veio até mim e me esbofeteou, jogando-me no chão. Então me obrigaram a me estender no chão. Um deles segurou meus ombros, outro, as minhas pernas. Um terceiro pisou com força no meu rosto com seus sapatos de couro e declarou descaradamente: “Por acaso, hoje é dia de feira. Vamos tirar suas roupas e faremos você desfilar nua pela feira!”. Após dizer isso, ele pisou com força na parte inferior do meu corpo e em meu peito. Com um pé, subiu em meu peito e levantou o outro pé de forma ameaçadora, e então fez isso repetidas vezes, ocasionalmente pisoteando minhas coxas. Minhas calças ficaram rasgadas em muitos lugares por terem sido pisadas e o gavião também rasgou. Eu me senti tão humilhada que as lágrimas não paravam de escorrer dos meus olhos, e eu me senti como se fosse cair em pedaços. Eu simplesmente não suportava ser humilhada dessa forma por esses diabos. Senti que era simplesmente difícil demais viver desse jeito e preferi estar morta. Justamente quando estava sentindo essa terrível angústia, lembrei-me das palavras de Deus que dizem: “Chegou a hora de retribuirmos o amor de Deus. Embora estejamos sujeitos a bastante ridicularização, calúnia e perseguição por seguirmos a senda da crença em Deus, acredito que isso seja algo significativo. É uma questão de glória, não de vergonha, e, não importa o que aconteça, as bênçãos de que desfrutamos não são nada insignificantes” (de ‘A senda… (2)’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça” (Mateus 5:10). Imediatamente, as palavras de Deus refrescaram minha memória. “Sim”, pensei. “A dor e a humilhação que sofro hoje são de extremo significado e valor. Estou sofrendo isso porque creio em Deus e trilho a senda correta, e sofro isso para ganhar a verdade e a vida. Esse sofrimento não é vergonhoso, é uma bênção de Deus. O que acontece é que eu não entendo a vontade de Deus, e quando sofro essa dor e humilhação, quero morrer para pôr um fim nisso tudo e de forma alguma consigo enxergar o amor ou as bênçãos de Deus. Como eu poderia não estar causando tristeza em Deus?”. Quando pensei nessas coisas, eu me senti tão endividada a Deus e, em silêncio, tomei a seguinte resolução: “Não importa o quanto esses diabos me envergonhem e torturem, jamais me curvarei ante Satanás. Mesmo que me reste apenas um único suspiro, eu o usarei bem e darei testemunho de Deus e de forma alguma O decepcionarei”. Eles me torturaram por dois dias e duas noites, mas não conseguiram arrancar nada de mim, e assim me mandaram para a Casa de Detenção Municipal.

Na casa de detenção, refleti sobre tudo que tinha experimentado ao longo dos últimos dias e, aos poucos, entendi que passar por tal perseguição e adversidade era o amor e a salvação mais profundos de Deus para mim. Deus queria usar essa situação para temperar minha vontade e minha determinação de sofrer e para incutir fé e amor verdadeiros em mim para que eu aprendesse a ser obediente em momentos tão difíceis e a ser capaz de dar testemunho Dele. Diante do amor de Deus, lembrei como eu tinha me tornado fraca e rebelde repetidas vezes enquanto estava sendo torturada cruelmente, e assim vim para diante de Deus em profundo arrependimento: “Ó Deus Todo-Poderoso! Sou tão cega e ignorante. Eu não reconheci Teu amor e Tuas bênçãos, mas sempre pensei que sofrimento físico era algo ruim. Agora vejo que tudo que acontece comigo é Tua bênção. Mesmo que essa bênção seja contrária às minhas próprias noções e mesmo que, de fora, possa parecer que minha carne esteja sofrendo dor e humilhação, na verdade, isso és Tu concedendo-me o tesouro mais precioso da vida, é um testemunho de Tua vitória sobre Satanás e, além disso, és Tu mostrando-me Teu amor mais real e verdadeiro. Ó Deus! Não tenho nada para retribuir o Teu amor e a Tua salvação. Tudo que posso fazer é dar-Te meu coração e sofrer toda essa dor e humilhação para ser testemunha de Ti!”.

O que veio como uma surpresa completa foi que, justamente após eu ter me preparado para ir para a prisão e ter decidido satisfazer a Deus, Deus abriu uma saída para mim. No meu décimo terceiro dia na casa de detenção, Deus fez com que meu cunhado chamasse os policiais para o lado de fora e lhes desse alguns presentes, o que lhe custou três mil yuans. Ele também entregou cinco mil yuans aos policiais para que eles pudessem me liberar sob fiança até o julgamento. Quando cheguei em casa, vi que a carne em minhas pernas tinha necrosado em decorrência das muitas pisadas dos policiais malignos. Ela tinha ficado dura e preta, e levei três meses para me recuperar. A tortura pela polícia também causou danos severos ao meu cérebro e coração, e fiquei com sequelas. Ainda suporto o tormento dessa dor até hoje. Se não fosse pela proteção de Deus, talvez eu estaria paralisada e presa à cama, e o fato de eu poder levar uma vida normal se deve inteiramente ao grande amor e proteção de Deus.

Após experimentar essa perseguição e adversidade, realmente cheguei a ver a essência demoníaca do governo do PCC, que resiste a Deus. Vim a enxergar claramente também que ele é o maligno e o inimigo irreconciliável de Deus. Eu abrigo um ódio imortal contra ele no fundo do meu coração. Ao mesmo tempo, também vim a ter um entendimento mais profundo do amor de Deus em comparação a antigamente, e vim a entender que toda a obra que Deus faz nas pessoas é feita para salvá-las e por amor a elas. Deus demonstra Seu amor por nós não só através de graça e bênçãos, mas ainda mais através de sofrimento e adversidade. Sendo capaz de permanecer firme durante toda a tortura cruel e os insultos que os policiais acumularam sobre mim e sendo capaz de sair do covil dos demônios, eu vim a apreciar verdadeiramente o fato de que tudo isso se deve às palavras de Deus Todo-Poderoso que me deram fé e força. E mais, foi porque eu fui inspirada pelo amor de Deus Todo-Poderoso, que me capacitou a derrotar Satanás um passo por vez e a ser liberta do covil dos demônios. Graças a Deus por me amar e me salvar, e que todo louvor e glória sejam dados a Deus Todo-Poderoso!

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