31. À beira da morte, Deus Todo-Poderoso veio ao meu socorro

Por Wang Cheng, Província de Hebei

Durante meu tempo como crente no Senhor Jesus Cristo, fui perseguido pelo governo do Partido Comunista Chinês. O governo usou o “crime” de minha crença no Senhor Jesus como razão para, com frequência, dificultar minha vida e me oprimir. Ordenaram até que os policiais da aldeia visitassem minha casa com frequência para investigar minhas práticas de crença. Em 1998, aceitei a obra de Deus Todo-Poderoso nos últimos dias. Quando ouvi as palavras que o Criador professou pessoalmente, fiquei entusiasmado e comovido de uma maneira que nem consigo descrever. Com o encorajamento do amor de Deus, tomei uma decisão: eu seguiria Deus Todo-Poderoso até o fim, acontecesse o que fosse. Durante aquele tempo, participei de reuniões e espalhei o evangelho com entusiasmo, o que, mais uma vez, atraiu a atenção do governo do Partido Comunista Chinês. Dessa vez, sua perseguição foi pior do que nunca. As coisas ficaram tão ruins que eu não conseguia praticar minha fé em minha própria casa e fui obrigado a abandonar meu lar para cumprir meus deveres.

Em 2006, eu era responsável pelas operações de impressão dos livros das palavras de Deus. Certa vez, enquanto transportavam livros, infelizmente, alguns irmãos e irmãs e o motorista da gráfica foram presos pela polícia do Partido Comunista Chinês. Todos os dez mil exemplares de “A Palavra manifesta em carne” que estavam no caminhão foram apreendidos. Mais tarde, o motorista entregou dez outros irmãos e irmãs, e, um após o outro, todos eles foram levados em custódia. Esse evento causou um grande rebuliço em duas províncias e o caso foi supervisionado diretamente pelas autoridades centrais. Quando o governo do Partido Comunista Chinês descobriu que eu era o líder, ele não poupou esforços, mobilizando a força da polícia armada para investigar todas as áreas de operação relacionadas ao meu trabalho. Confiscaram dois carros e uma van da gráfica com a qual trabalhávamos e também se apropriaram de 65.500 yuans da companhia, além dos três mil yuans que roubaram dos irmãos e irmãs que estavam no caminhão naquele dia. Além disso, a polícia também veio e vasculhou minha casa duas vezes. Sempre que vinham, derrubavam a porta da frente, despedaçavam e quebravam meus pertences e viravam minha casa inteira do avesso. Eram piores do que um bando de bandidos errantes! Mais tarde, já que o governo do Partido Comunista Chinês era incapaz de me encontrar, eles reuniram todos os meus vizinhos, amigos e parentes e os interrogaram sobre o meu paradeiro.

Eu fui obrigado a fugir para a casa distante de um parente para evitar a prisão e perseguição pelo governo do Partido Comunista Chinês. Eu jamais teria imaginado que a polícia do Partido Comunista Chinês continuaria a me rastrear por uma distância tão grande a fim de efetuar minha prisão. No entanto, na noite do terceiro dia após minha chegada na casa do meu parente, um destacamento de mais ou menos cem policiais, composto de uma unidade policial da minha cidade de origem em cooperação com a polícia criminal e a polícia armada locais, cercou completamente a casa do meu parente e então capturou e prendeu todos os meus parentes. Eu fui cercado por mais de dez policiais armados, que apontavam sua arma para a minha cabeça e gritavam raivosamente: “Um movimento e você está morto!”. Em seguida, alguns dos policiais pularam em mim e todos começaram a tentar algemar meus braços atrás das minhas costas. Puxaram minha mão direita sobre meu ombro e então manipularam meu braço esquerdo atrás das minhas costas e violentamente puxaram minha mão para cima. Quando não conseguiram juntar minhas mãos para algemá-las, eles pisaram nas minhas costas e puxaram com ainda mais força até, finalmente, juntarem minhas mãos. Eu não consegui suportar a dor ardente e lancinante, mas, por mais que gritasse “Não aguento a dor!”, os policiais não ligaram, e tudo que pude fazer foi orar a Deus para que Ele me desse forças. Eles tiraram 650 yuans de mim e então me interrogaram sobre o local em que a igreja guardava seu dinheiro, exigindo que eu lhes entregasse todos os fundos. Eu estava absolutamente irado e, com desdém, pensei comigo mesmo: “Eles se chamam a ‘Polícia do Povo’ e ‘os protetores da vida e propriedade do povo’, mas a razão pela qual mobilizaram um destacamento dessa magnitude para uma caça de longa distância para me prender não é apenas para obstruir a obra de Deus, mas também para saquear e embolsar os fundos da igreja! Esses policiais malignos têm um desejo insaciável de dinheiro. Eles quebram a cabeça e fazem de tudo para encher seus cofres. Quem sabe quantos atos inimagináveis eles cometeram em sua busca de riqueza ou quantas vidas de pessoas inocentes eles arruinaram para se enriquecer?”. Quanto mais refletia sobre isso, mais irritado ficava, e jurei a mim mesmo que eu preferiria morrer a trair a Deus. Jurei a mim mesmo que lutaria contra esses demônios até o amargo fim. Quando um dos policiais viu como eu os encarava furiosamente em silêncio, ele veio até mim e me esbofeteou duas vezes, o que fez com que meus lábios inchassem e sangrassem profusamente. No entanto, não satisfeitos com isso, os policiais malignos me xingaram e chutaram selvagemente nas pernas até eu cair no chão. Eles continuaram a me chutar como uma bola de futebol enquanto eu estava deitado no chão, até, após um período indeterminado, eu finalmente desmaiar. Quando acordei, eu já estava num carro a caminho da minha cidade de origem. Eles puseram grilhões em mim com uma enorme corrente de aço, que prendia meu pescoço aos tornozelos, de modo que eu não conseguia me sentar em posição ereta. Eu era obrigado a olhar para o chão, enrolado numa posição fetal, praticamente sem apoio do meu peito e cabeça. Quando os policiais viram que eu estava em dor evidente, eles gargalharam e comentaram sarcasticamente: “Vamos ver se seu Deus consegue salvar você agora!”, além de outros comentários humilhantes. Eu entendi claramente que a razão pela qual estavam me tratando dessa maneira era porque eu era um crente em Deus Todo-Poderoso. Era exatamente como Deus tinha dito na Era da Graça: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, Me odiou a Mim” (João 15:18). Quanto mais me humilhavam, maior era a clareza com que eu enxergava sua substância demoníaca como inimigos de Deus e sua natureza maligna que odeia a Deus, o que me fez desprezá-los ainda mais. Ao mesmo tempo, clamei continuamente a Deus, orando: “Amado Deus Todo-Poderoso! Foi certamente por causa de Tuas boas intenções que permitiste que eu fosse preso pela polícia, e eu estou disposto a me submeter a Ti. Hoje, mesmo que meu corpo carnal esteja em dor, estou disposto a dar testemunho de Ti para envergonhar o velho diabo. Eu não me submeterei a ele sob nenhuma circunstância. Oro para que Tu me dês fé e sabedoria”. Após encerrar minha oração, lembrei-me desta passagem das palavras de Deus: “Aquiete-se em Mim, pois Eu sou seu Deus, o único Redentor de vocês. Vocês devem aquietar seu coração em todos os momentos, viver em Mim; Eu sou sua rocha, o apoiador de vocês” (de ‘Capítulo 26’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). As palavras de Deus me deram fé e determinação ainda maiores. Deus governa soberano sobre todas as coisas, e a vida e a morte do homem estão em Suas mãos. Com Deus Todo-Poderoso como minha retaguarda forte, eu não tinha nada a temer! Depois disso, eu tive uma fé renovada e uma senda para praticar e estava preparado para encarar a tortura cruel que me esperava.

Durante aquela escolta de 18 horas de volta para a minha cidade de origem, eu perdi a conta de quantas vezes eu desmaiei por causa da dor, mas nenhum daqueles policiais bandidos demonstrou a menor preocupação. Quando finalmente chegamos, já tinha passado das duas da manhã. Eu me sentia como se todo o sangue do meu corpo tivesse coagulado — meus braços e pernas estavam inchados e dormentes, e eu não conseguia me mexer. Ouvi um dos policiais dizer: “Acho que ele está morto”. Um deles agarrou a corrente de aço e a puxou para baixo com força bruta, fazendo com que o rebordo irregular cortasse minha carne. Eu rolei para fora do carro e desmaiei novamente por causa da dor. Os policiais me chutaram até eu acordar e então gritaram: “Maldito! Tentando se fingir de morto, é? Assim que tivermos descansado, você vai ver só!”. Então me arrastaram violentamente para uma cela no corredor da morte e, ao saírem, disseram: “Arranjamos essa cela especialmente para você”. Vários presos foram perturbados do sono quando fui arrastado para dentro, e seus olhares ferozes me assustaram tanto que me encolhi num canto, com medo de me mexer. Era como se eu tivesse entrado em algum tipo de inferno na terra. Ao amanhecer, os outros prisioneiros se amontoaram ao meu redor e me olharam como se eu fosse algum tipo de alienígena. Todos eles saltaram em mim, assustando-me tanto que, prontamente, me agachei no chão. O rebuliço despertou o prisioneiro-chefe — ele me deu uma olhada e disse friamente: “Façam com ele o que quiserem, só não o espanquem até a morte”. Os presos reagiram ao prisioneiro-chefe como se ele tivesse emitido um decreto imperial. Eles avançaram, prontos para me espancar. Pensei comigo mesmo: “É agora. Os policiais me entregaram a esses condenados à morte para fazerem o trabalho sujo — estão me mandando para a morte intencionalmente”. Senti-me totalmente aterrorizado e impotente e tudo que pude fazer foi confiar minha vida a Deus e aceitar Suas orquestrações. Justamente quando estava me preparando para a surra, aconteceu algo incrível: ouvi alguém gritar com urgência: “Esperem!”. O prisioneiro-chefe veio correndo, me levantou e me olhou pelo que pareciam ser alguns minutos. Eu estava com tanto medo que nem ousei olhar para ele. “Como um sujeito bom como você foi parar num lugar como este?”, ele perguntou. Quando o ouvi falando comigo, eu olhei bem para ele e percebi que ele era o amigo de um amigo que eu tinha encontrado uma vez no passado. Então, ele se dirigiu aos outros prisioneiros e disse: “Esse homem é meu amigo. Se alguém tocar nele, terá que se ver comigo!”. Em seguida, saiu para comprar uma refeição para mim e conseguir alguns itens de higiene e de uso diário que eu precisaria na prisão. Depois disso, nenhum dos outros prisioneiros ousou pegar no meu pé. Eu sabia que tudo que tinha acontecido era o resultado do amor e do sábio arranjo de Deus. Originalmente, a polícia queria usar os outros prisioneiros para me torturar sem misericórdia, mas nunca tinha imaginado que Deus agiria através do prisioneiro-chefe para ajudar-me a escapar dessa bala. Eu me comovi ao ponto de chorar e tive que clamar em louvor a Deus em meu coração, dizendo: “Amado Deus! Obrigado por mostrar-me a Tua misericórdia! Foste Tu que vieste ao meu socorro através desse amigo quando eu estava extremamente assustado, impotente e fraco, permitindo que eu testemunhasse os Teus feitos. És Tu que mobilizas todas as coisas para que prestem serviço a Ti e para que aqueles que acreditam em Ti se beneficiem”. Naquele momento, minha fé em Deus cresceu ainda mais porque eu tinha experimentado pessoalmente o Seu amor. Apesar de ter sido lançado na barriga da besta, Deus não me abandonou. Com Deus ao meu lado, o que poderia temer? Meu amigo me consolou, dizendo: “Não fique triste. Não importa o que tenha feito, não lhes diga uma só palavra, mesmo que isso mate você. Mas você deve se preparar mentalmente e saber que, já que o enfiaram aqui com um punhado de condenados à morte, eles não vão soltar você facilmente”. As palavras do meu amigo me fizeram sentir que Deus estava me guiando a cada momento e que Ele tinha falado através do meu companheiro de cela para me alertar daquilo que estaria por vir. Eu me preparei mentalmente e jurei a mim mesmo em silêncio: não importa como esses demônios me torturem, jamais trarei a Deus!

No segundo dia, mais de dez policiais armados vieram e, como se eu fosse um prisioneiro condenado à morte, me escoltaram da casa de detenção até um local remoto no campo. O estabelecimento para o qual me levaram era um complexo de muros altos com um pátio grande fortemente vigiado por policiais armados. Uma placa na entrada principal dizia: “Base de treinamento para cães policiais”. Cada sala estava cheia de todos os tipos de instrumentos de tortura. Parecia que eles tinham me trazido para um dos estabelecimentos secretos de interrogatório e tortura do Partido Comunista Chinês. Olhando em volta, fiquei de cabelo em pé e tremi de medo. Os policiais malignos me fizeram ficar parado no centro do pátio e então abriram uma jaula de aço e soltaram quatro cães de caça extraordinariamente grandes e de aparência cruel, apontaram para mim e ordenaram aos cães policiais treinados, dizendo: “Mata!” Imediatamente, os cachorros avançaram em minha direção como um bando de lobos. Eu estava tão apavorado que fechei os olhos apertados. Meus ouvidos começaram a zunir e minha mente apagou — o único pensamento em minha cabeça era: “Ó Deus! Por favor, salva-me!”. Eu continuei clamando pela ajuda de Deus e, após uns dez minutos, eu só conseguia sentir como os cachorros mordiscavam minha roupa. Um cão especialmente grande se apoiou em meus ombros, me cheirou e então lambeu meu rosto, mas nunca me mordeu. De repente, lembrei-me de uma história bíblica em que o profeta Daniel foi lançado numa cova de leões famintos porque ele adorava a Deus, mas os leões não o machucaram. Por estar com ele, Deus enviou um anjo que fechou a boca dos leões. De repente, um profundo senso de fé jorrou dentro de mim e dispersou todo medo em meu coração. Eu tive a convicção profunda de que tudo é orquestrado por Deus e de que a vida e a morte do homem estão nas mãos de Deus. Além disso, se eu tivesse que ser mordido até a morte pelos cães cruéis por causa da minha crença em Deus e morrer como mártir, isso seria uma grande honra e eu não teria queixa nenhuma. Quando o medo deixou de me restringir e eu estava disposto a abrir mão de minha vida para dar testemunho de Deus, testemunhei mais uma vez a onipotência e os feitos milagrosos de Deus. Dessa vez, os policiais correram totalmente histéricos até os cães e gritaram: “Mata! Mata!”. No entanto, de repente, era como se esses cães altamente treinados não conseguiam entender as ordens de seus mestres. Tudo que fizeram foi rasgar minha roupa um pouco, lamber meu rosto e então dispersar-se. Alguns dos policiais malignos tentaram parar os cachorros e ordenar que me atacassem novamente, mas, de repente, os cachorros ficaram com medo e fugiram em todas as direções. Quando os policiais viram o que tinha acontecido, todos eles ficaram perplexos e disseram: “Que estranho, nenhum dos cachorros queria mordê-lo!”. De repente, lembrei-me das seguintes palavras de Deus: “O coração e o espírito do homem são guardados na mão de Deus, tudo de sua vida é observado pelos olhos de Deus. Não importa se você acredita nisso ou não, todas e cada uma das coisas, vivas ou mortas, vão se transformar, mudar, se renovar e desaparecer de acordo com os pensamentos de Deus. Tal é a maneira pela qual Deus preside sobre todas as coisas” (de ‘Deus é a fonte da vida do homem’ em “A Palavra manifesta em carne”). “Deus criou todas as coisas, portanto faz toda a criação ficar sob o Seu domínio e submeter-se ao Seu domínio; Ele comandará todas as coisas, de modo que todas as coisas estejam em Suas mãos. Toda a criação de Deus, incluindo animais, plantas, seres humanos, montanhas, rios e lagos, tudo deve ficar sob o domínio Dele. Todas as coisas nos céus e na terra devem ficar sob o domínio Dele” (de ‘O sucesso ou o fracasso dependem da senda que o homem percorre’ em “A Palavra manifesta em carne”). Eu tinha experimentado e visto na vida real como todas as coisas — vivas ou mortas — estão sujeitas às orquestrações de Deus e como todas elas se movem e mudam com os pensamentos de Deus. Eu consegui sobreviver ileso após ser atacado pelos cães policiais porque Deus Todo-Poderoso tinha selado suas bocas e feito com que não ousassem me morder. Eu estava profundamente ciente de que isso tinha acontecido através do poder imenso de Deus e que Deus tinha revelado um de Seus feitos milagrosos. Tanto os policiais bandidos como os cães policiais treinados tiveram que se submeter à autoridade de Deus. Ninguém consegue suplantar a soberania de Deus. O fato de eu ter caído nas mãos diabólicas do governo do Partido Comunista Chinês e experimentado uma provação semelhante à do profeta Daniel se devia, sem dúvida alguma, à exceção que Deus tinha feito para me exaltar e conceder-me a Sua graça. Ao testemunhar os feitos onipotentes de Deus, vim a ter uma fé ainda maior em Deus e jurei combater o diabo até o fim. Jurei acreditar e adorar a Deus para sempre e trazer glória e honra a Ele!

Quando a polícia não conseguiu alcançar seu objetivo usando os cães de ataque, fui levado para a sala de interrogatório. Eles me penduraram na parede pelas algemas, e, no mesmo instante, senti uma dor lancinante em meus punhos. Era como se minhas mãos estivessem prestes a ser cortadas do corpo completamente. Grandes gotas de suor começaram a pingar pelo meu rosto. No entanto, aqueles policiais bandidos ainda não tinham terminado e começaram a me encher de chutes e socos selvagens. Enquanto me espancavam, eles latiam raivosamente: “Vamos ver se seu Deus consegue salvá-lo agora!”. Eles se revezavam me espancando — quando um deles se cansava, o outro tomava seu lugar imediatamente. Eles me espancaram até eu ficar coberto de cortes e hematomas da cabeça aos pés e sangrar profusamente. Naquela noite, eles me deixaram pendurado na parede e não permitiram que eu fechasse os olhos. Eles tinham designado dois subalternos com armas de choque para me vigiar. Sempre que eu fechava os olhos, eles me eletrocutavam para impedir que caísse no sono. Eles me torturaram a noite toda dessa forma. Enquanto um dos subalternos me espancava, ele me fixou com seus olhos hostis e gritou: “Quando eles espancarem você até você desmaiar, eu vou espancar você até você acordar de novo!”. Graças à iluminação de Deus, eu estava completamente ciente do que estava acontecendo: Satanás estava tentando usar todos os tipos de técnicas de tortura para fazer com que eu me comprometesse. A ideia era torturar-me até meu espírito quebrar e eu perder o controle sobre minhas faculdades mentais, ponto em que eu divulgaria as informações que estavam buscando. Então poderiam prender o povo escolhido de Deus, interromper a obra de Deus nos últimos dias e saquear e confiscar os bens da Igreja de Deus Todo-Poderoso para encher seus próprios cofres — essas eram as ambições selvagens de sua natureza bestial. Eu rangi os dentes e resisti à dor. Jurei a mim mesmo que não faria compromissos com eles, mesmo que isso significasse ficar pendurado até a morte. Na manhã seguinte, ao amanhecer, eles ainda não mostravam nenhum sinal de que me deixariam descer, e eu estava completamente exausto; senti que eu estaria melhor se estivesse morto e não tinha mais a força de vontade para continuar. Tudo que pude fazer foi clamar pela ajuda de Deus, orando: “Ó Deus! Eu sei que mereço sofrer, mas meu corpo está tão fraco, e não consigo aguentar muito mais. Enquanto ainda estiver respirando e consciente, quero pedir que escoltes minha alma deste mundo. Não quero me tornar um Judas e Te trair”. Justamente quando eu estava prestes a desmoronar, a palavra de Deus mais uma vez me iluminou e orientou: “‘Entrar na carne desta vez é como cair na cova do tigre’. O que isso significa é que, porque esta rodada da obra de Deus tem Deus entrando na carne e nascendo na morada do grande dragão vermelho, Sua vinda à terra desta vez é ainda mais acompanhada de perigos extremos. O que Ele enfrenta são facas, armas e porretes; o que Ele enfrenta é a tentação; o que Ele enfrenta são multidões com olhares assassinos. Ele corre o risco de ser morto a qualquer momento” (de ‘Obra e entrada (4)’ em “A Palavra manifesta em carne”). Deus é o soberano supremo de toda a criação — descer para o meio da humanidade mais profundamente corrompida a fim de nos salvar já era uma humilhação incrível, mas Ele também teve que suportar todos os tipos de perseguição às mãos do governo do Partido Comunista Chinês. O sofrimento pelo qual Deus passou é verdadeiramente imenso. Se Deus suportou toda essa dor e sofrimento, por que eu não poderia me sacrificar por Ele? A única razão pela qual eu ainda estava vivo era por causa da proteção e do cuidado de Deus, sem os quais eu teria sido torturado até a morte há muito tempo por esse bando demoníaco. Naquela cova de demônios, apesar de esses diabos usarem cada método à sua disposição para infligir a mim uma tortura cruel, Deus estava comigo, e sempre que sobrevivia a uma rodada de tortura, eu testemunhava os feitos milagrosos de Deus e também a Sua salvação e proteção. Pensei comigo mesmo: “Deus tem feito tanto por mim, como devo confortar Seu coração? Visto que Deus me concedeu essa oportunidade hoje, eu deveria continuar a viver para Deus!”. Naquele momento, o amor de Deus reavivou minha consciência e senti profundamente que devia satisfazer a Deus, acontecesse o que fosse. Afirmei a mim mesmo: “É minha honra sofrer ao lado de Cristo no dia de hoje!”. Vendo que eu ainda não falava nada e não tinha implorado por misericórdia, mas temendo que eu poderia morrer nesse lugar sem divulgar quaisquer informações e que, então, eles estariam encrencados com seus superiores, os policiais malignos pararam de me espancar. Depois disso, fui pendurado numa parede pelas algemas e largado ali por outros dois dias e duas noites.

Durante aquele tempo, fazia um frio de doer, eu estava encharcado até a pele, minhas roupas eram finas demais para fornecer qualquer isolação térmica, eu não tinha comido havia vários dias e estava faminto e com frio — eu realmente não aguentava mais. Justamente quando estava prestes a desmoronar, aquele bando de policiais bandidos aproveitou meu estado debilitado para conspirar outro esquema obscuro: trouxeram um psicólogo para tentar uma lavagem cerebral em mim. Ele disse: “Você ainda é jovem e precisa sustentar seus pais e filhos. Depois que você foi preso, seus companheiros de fé e especialmente os líderes de sua igreja não demonstraram nenhuma preocupação, mas aqui está você, sofrendo por eles. Você não acha que está sendo um pouco tolo? Esses policiais não tiveram escolha senão torturá-lo…”. Quando ouvi suas mentiras, pensei comigo mesmo: “Se meus irmãos e irmãs viessem me visitar aqui, isso não seria equivalente a se entregar? Você só está dizendo isso para me enganar, para semear discórdia entre mim e meus irmãos e irmãs e para me levar a entender errado, acusar e abandonar a Deus. Não vou cair nessa!”. Depois disso, trouxeram comida e bebida para mim, tentando cortejar-me com sua generosidade aparente. Confrontado com a “bondade” repentina desses policiais bandidos, agarrei-me ainda mais a Deus, pois eu sabia que estava em meu ponto mais fraco naquele momento e que Satanás estava pronto para dar o bote quando qualquer oportunidade aparecesse. Minhas experiências durante aqueles dias me permitiram enxergar a substância do governo do Partido Comunista Chinês. Não importava o quanto fingisse ser bondoso e afetuoso, sua substância maligna, reacionária e demoníaca era imutável. A estratégia do diabo de “conversão através de compaixão amorosa” só expôs ainda mais as profundezas de sua traição e enganação. Graças a Deus por guiar-me a enxergar o esquema ardiloso de Satanás. No fim, o psicólogo não conseguiu fazer quaisquer avanços e balançou a cabeça, dizendo: “Não consigo tirar nada dele. Ele é teimoso como uma mula, um caso perdido!”. Com isso, partiu desanimado. Quando vi Satanás fugir em derrota, meu coração se encheu de alegria indescritível!

Quando aqueles policiais perversos viram o fracasso de sua tática suave, eles revelaram imediatamente as suas cores verdadeiras, pendurando-me na parede mais uma vez por um dia inteiro. Naquela noite, enquanto estava pendurado ali tremendo de frio, com tanta dor nas mãos que elas pareciam se romper, pensei em meu delírio que realmente não sobreviveria. Naquele momento, vários policiais entraram e, mais uma vez, fiquei imaginando que tipo de tormento eles tinham preparado para mim. Em minha fraqueza, orei novamente a Deus, dizendo: “Ó Deus, Tu sabes que sou fraco e realmente não aguento mais. Por favor, tira minha vida neste momento. Prefiro morrer a ser um Judas e trair a Ti. Não permitirei que o esquema ardiloso desses demônios seja bem-sucedido!”. Os policiais ostentaram seus porretes de quase um metro de comprimento e começaram a golpear as juntas dos meus pés e pernas. Alguns deles riam loucamente enquanto me batiam, outros tentavam me seduzir, dizendo: “Você parece gostar de ser punido. Você não cometeu nenhum crime grave, não matou ninguém nem ateou fogo em nada. Apenas nos diga o que sabe e nós soltaremos você”. Quando continuei em silêncio, eles se enfureceram e gritaram: “Você acha que as dezenas de policiais que estão na frente de você neste momento são todos incompetentes? Já interrogamos inúmeros prisioneiros no corredor da morte aqui e sempre conseguimos que confessassem, mesmo quando não tinham feito nada de errado. Quando ordenamos que falem, eles falam. O que o leva a pensar que é diferente?”. Então, alguns deles se aproximaram e começaram a beliscar e torcer minhas pernas e meu quadril até eu ficar coberto de hematomas. Em alguns lugares, eles me beliscaram com tanta força que tiraram sangue. Após ficar pendurado na parede por tanto tempo, eu já estava incrivelmente fraco, e isso intensificou a dor de seus golpes injustificados ao ponto em que eu desejei minha própria morte. Naquele momento, eu estava completamente quebrado — eu não aguentava mais e, finalmente, desabei em lágrimas. Enquanto as lágrimas jorravam, pensamentos de traição apareceram em minha mente: “Talvez eu deva dizer-lhes algo. Enquanto isso não causar dificuldades a meus irmãos e irmãs, mesmo que me acusem ou executem, assim seja!”. Quando o bando de policiais malignos me viu chorar, todos eles caíram na gargalhada e, muito satisfeitos consigo mesmos, disseram: “Se você tivesse dito algo mais cedo, não teríamos sido obrigados a espancar você desse jeito”. Eles me desceram da parede e me deitaram no chão, me deram um pouco de água e permitiram que eu descansasse um pouco. Então pegaram uma caneta e papel que já tinham sido preparados desde o começo e se prepararam para registrar minha declaração. Justamente quando eu estava caindo vítima da tentação de Satanás e estava prestes a trair a Deus, mais uma vez as palavras de Deus apareceram claramente em minha mente: “Não terei mais misericórdia daqueles que não Me ofereceram sequer um pingo de lealdade em tempos de adversidade, pois Minha misericórdia vai só até esse ponto. Além disso, não tenho apreço algum por quem quer que já tenha Me traído e gosto ainda menos de Me associar com quem trai os interesses de seus amigos. Esse é Meu caráter, seja quem for a pessoa. Eu devo lhes dizer isto: não receberá Minha clemência pela segunda vez quem partir Meu coração, e quem tiver sido fiel a Mim ficará no Meu coração para sempre” (de ‘Prepare boas ações suficientes para o seu destino’ em “A Palavra manifesta em carne”). Nas palavras de Deus, reconheci o caráter de Deus, que não tolera ofensas, e as consequências de trair a Deus. Também me conscientizei de minha própria rebeldia. Minha fé em Deus era fraca demais, e eu não O compreendia realmente, muito menos era obediente a Ele de verdade. Assim, eu certamente trairia a Deus. Pensei em como Judas tinha vendido Jesus por meras trinta moedas de prata e como, neste momento, eu estava disposto a trair a Deus por um momento de conforto e alívio. Sem a iluminação oportuna das palavras de Deus, eu teria me tornado um dos traidores de Deus a serem condenados por toda a eternidade! Após entender a vontade de Deus, vi que Deus tinha feito o melhor arranjo possível. Pensei comigo mesmo: “Se Deus permite que eu sofra ou morra, eu estou disposto a me submeter e colocar minha vida e morte nas mãos de Deus. Não tenho poder para decidir sobre essa questão. Mesmo que me sobre apenas um último suspiro, devo me empenhar para satisfazer a Deus e dar testemunho Dele”. Naquele momento, um hino da igreja me veio à mente: “Minha cabeça pode quebrar, e sangue pode fluir, mas a coragem do povo de Deus não se perderá. As exortações de Deus repousam no coração, decido humilhar Satanás, o diabo” ( de ‘Desejo ver o dia da glória de Deus’ em “Seguir o Cordeiro e cantar cânticos novos”). Enquanto cantarolava o hino em minha mente, minha fé foi revigorada e resolvi que, se eu morresse, eu morreria por Deus. Acontecesse o que fosse, eu não cederia ao velho diabo, o governo do Partido Comunista Chinês. Vendo que eu estava deitado no chão sem me mexer, os policiais malignos começaram a me tentar, dizendo: “Todo esse sofrimento vale a pena? Estamos lhe dando a oportunidade de fazer uma boa ação aqui. Conte-nos tudo que sabe. Mesmo que você não nos diga nada, temos todos os testemunhos e evidências que necessitamos para condená-lo”. Quando vi como esses demônios devoradores de homens estavam tentando levar-me a trair Deus e entregar meus irmãos e irmãs para arruinar a obra de Deus, eu não consegui mais conter a fúria que fervia dentro de mim e gritei na cara deles: “Se vocês já sabem de tudo, acho que não existe razão para me interrogar. Mesmo se eu soubesse de tudo, eu jamais lhes contaria!”. Furiosos, os policiais retrucaram, gritando: “Se você não confessar, vamos torturar você até a morte! Não pense que sairá daqui vivo! Nós conseguimos que todos aqueles prisioneiros no corredor da morte falassem, e você acha que é mais durão do que eles?”. Respondi: “Agora que me capturaram, não planejo sair daqui com vida!”. Sem dizer uma palavra, o policial avançou contra mim e me chutou direto no estômago. Doeu tanto que parecia que meus intestinos tinham se partido em dois. Com isso, todos os policiais restantes me atacaram e me espancaram até eu desmaiar novamente… Quando voltei a mim, descobri que tinham me pendurado como antes, mas, dessa vez, tinham me pendurado ainda mais alto. Todo meu corpo estava inchado e eu não conseguia falar, mas, por causa da proteção de Deus, não sentia a menor dor. Naquela noite, a maioria dos policiais foi embora, e os quatro que foram designados para me vigiar caíram no sono rapidamente. De repente, minhas algemas se abriram milagrosamente, e eu caí no chão com leveza. Naquele momento, recuperei minha consciência e, de repente, me lembrei de como Pedro tinha sido salvo pelo anjo do Senhor durante seu encarceramento. As correntes caíram das mãos de Pedro, e o portão de ferro de sua cela se abriu sozinha. Foi pela grande exaltação e graça de Deus que, como Pedro, pude experimentar os feitos milagrosos de Deus. Eu me ajoelhei no chão imediatamente e ofereci uma oração de graças a Deus, dizendo: “Amado Deus! Obrigado por Tua misericórdia e Teu doce cuidado. Obrigado por Tua vigília incessante que manténs sobre mim. Quando minha vida estava em jogo e a morte estava próxima, Tu me guardaste secretamente. Foi Teu grande poder que me protegeu e me permitiu testemunhar mais uma vez Teus feitos milagrosos e Tua soberania onipotente. Se eu não tivesse experimentado isso pessoalmente, eu jamais teria acreditado que isso é real!”. Através do meu sofrimento, eu tinha testemunhado mais uma vez a salvação de Deus e fiquei profundamente comovido, e uma afeição infinita me preencheu. Eu queria sair daquele lugar, mas eu estava tão machucado que não conseguia me mexer, então dormi bem ali no chão até ser acordado por chutes ao amanhecer. Quando os policiais perversos me viram deitado no chão, eles começaram a discutir entre si, tentando determinar quem tinha me soltado. Todos os quatro policiais que tinham sido responsáveis por me vigiar durante a noite disseram que não tinham as chaves das minhas algemas. Todos eles ficaram ao redor das algemas com um olhar vazio — cada um verificou as algemas, mas ninguém conseguiu encontrar nenhum sinal de uma rachadura nelas. Eles me perguntaram como as algemas tinham sido abertas, e eu disse: “Elas abriram sozinhas!”. Eles não acreditaram em mim, mas, em meu coração, eu sabia: tinha sido o grande poder de Deus e era um de Seus feitos milagrosos.

Mais tarde, quando viram que eu estava tão fraco que poderia perecer a qualquer momento, os policiais perversos não ousaram me pendurar por mais tempo, então passaram para uma forma diferente de tortura. Eles me arrastaram até uma sala e me colocaram numa cadeira de tortura. Minha cabeça e meu pescoço foram imobilizados com braçadeiras de metal, e meus braços e pernas foram amarrados, de modo que eu não conseguia mexer um músculo sequer. Em meu coração, orei a Deus, dizendo: “Ó Deus! Tudo está sob Teu controle. Eu já sobrevivi a vários testes de vida ou morte e agora eu me confio a Ti mais uma vez. Estou disposto a colaborar Contigo para dar testemunho e humilhar Satanás”. Após concluir minha oração, eu me senti calmo, sereno e sem um pingo de medo. Naquele momento, um dos policiais ligou o interruptor, e todos os subalternos prenderam a respiração para ver como eu seria eletrocutado. Quando não mostrei a menor reação, eles foram verificar a conexão. Quando continuei sem reagir, eles olharam uns para os outros incrédulos, incapazes de acreditar em seus olhos. Finalmente, um dos subalternos disse: “Talvez haja um mal contato na cadeira de tortura”. Após dizer isso, ele se aproximou de mim e, assim que me tocou, soltou um grito — o choque elétrico o jogou um metro para trás, e ele caiu no chão, gritando de dor. Quando a dúzia de lacaios viu o que tinha acontecido, todos quase morreram de medo e saíram correndo da sala. Um deles estava em um estado de medo tão grande que escorregou e caiu no chão com um estrondo. Muito tempo passou até dois subalternos entrarem para me soltar, tremendo de pavor de levarem um choque. Durante toda a meia hora que passei amarrado à cadeira de tortura, em momento algum senti qualquer corrente elétrica. Era como se eu estivesse sentado numa cadeira comum. Mais uma vez, eu tinha testemunhado o grande poder de Deus e ganhei um senso profundo de Sua amabilidade e bondade. Mesmo que perdesse tudo que tinha, incluindo minha própria vida, contanto que tivesse Deus comigo, eu tinha tudo que precisava.

Depois disso, a polícia me levou de volta para a casa de detenção. Da cabeça aos pés, eu estava coberto de cortes, hematomas e ferimentos, meus braços e pernas estavam terrivelmente inchados — eu estava totalmente debilitado e nem conseguia ficar de pé, sentar ou até mesmo comer. Eu estava totalmente à beira do colapso. Quando os outros prisioneiros do corredor da morte na cela souberam que eu não tinha entregado ninguém, eles passaram a me ver a uma luz nova e disseram com aprovação: “Você é o herói verdadeiro, nós somos heróis falsos!”. Eles até competiram uns com os outros para me dar comida e roupas para vestir… Quando os policiais perversos viram como Deus tinha operado em mim, eles não ousaram mais me torturar e até tiraram minhas algemas e grilhões. A partir de então, ninguém ousou me interrogar novamente. A despeito disso, os policiais ainda não tinha desistido e, assim, a fim de extrair de mim informações sobre a igreja, eles tentaram incitar outros prisioneiros para fazerem com que eu me rendesse. Tentaram instigar os outros prisioneiros, dizendo: “Aqueles que acreditam em Deus Todo-Poderoso deveriam ser espancados!”. No entanto, para a sua surpresa, um dos prisioneiros, que era um assassino, disse: “Jamais farei o que você diz. Eu não só não baterei nele, ninguém nesta cela baterá nele! Todos nós estamos aqui porque alguém nos entregou. Se todos fossem tão leais quanto esse cara, nenhum de nós teria sido condenado à morte”. Outro condenado à morte disse: “Todos nós fomos presos porque fizemos algo realmente ruim, merecemos sofrer. Mas esse cara é um crente em Deus e não cometeu nenhum crime, mesmo assim, vocês o deixaram quase irreconhecível com sua tortura!”. Um por um, todos os prisioneiros protestaram contra as injustiças que eu tinha sofrido. Quando viram o que estava acontecendo, os policiais não queriam que as coisas fugissem ao seu controle e, assim, não disseram mais nada e apenas se afastaram abatidos. Naquele momento, lembrei-me de uma passagem na Bíblia que diz: “Como corrente de águas é o coração do rei na mão de Jeová; Ele o inclina para onde quer” (Provérbios 21:1). Quando testemunhei como Deus tinha levado os outros prisioneiros a virem ao meu socorro, eu tive a convicção profunda de que tudo isso era um feito de Deus, e minha fé Nele se fortaleceu ainda mais!

Quando uma estratégia não funcionava, aqueles policiais malignos conspiravam outro esquema. Dessa vez, eles ordenaram que o diretor da casa de detenção me designasse para o trabalho mais extenuante: eu era obrigado a fazer dois rolos inteiros de papel Joss por dia (papel Joss ou dinheiro-fantasma faz parte de uma tradição chinesa em que as pessoas queimam papel laminado como oferta aos seus ancestrais mortos. Um rolo de papel de Joss consiste em 1.600 folhas de papel alumínio coladas a 1.600 folhas de papel inflamável). Minha carga de trabalho era o dobro da dos outros prisioneiros e, naquele tempo, a dor em meus braços e pernas era tão insuportável que eu mal conseguia levantar ou segurar qualquer coisa. Assim, mesmo que trabalhasse a noite toda, não havia como completar minha tarefa. A polícia usou minha incapacidade de completar meu trabalho como desculpa para me punir fisicamente de todas as maneiras possíveis. Os policiais me forçaram a tomar banhos gelados quando a temperatura estava 15 graus abaixo de zero; me obrigaram a trabalhar noite afora ou ficar de vigia e, como resultado disso, eu nunca conseguia dormir mais do que três horas por noite. Quando era continuamente incapaz de completar meu trabalho, eles reuniam todos os prisioneiros da minha cela, nos levavam para fora, nos cercavam com suas armas em punho e nos obrigavam a ficar agachados no chão com nossas mãos atrás da cabeça. Se alguém não conseguia manter a posição, eles o eletrocutavam com seus bastões elétricos. Aqueles policiais perversos usaram todos os métodos à sua disposição para fazer com que os outros prisioneiros me odiassem e abusassem de mim. Confrontado com essa situação, tudo que pude fazer foi vir para diante de Deus em oração: “Amado Deus, sei que esses policiais perversos estão provocando os outros prisioneiros com o objetivo de levá-los a me odiar e torturar para que eu traia a Ti. Isso é uma guerra espiritual! Ó Deus! Não importa como os outros prisioneiros me tratem, estou disposto a me submeter às Tuas orquestrações e arranjos e oro para que Tu me concedas a determinação para suportar esse sofrimento. Desejo dar testemunho de Ti!”. Depois disso, testemunhei mais uma vez os feitos de Deus. Aqueles condenados à morte não só não me odiaram como também organizaram uma greve por mim e exigiram que minha carga de trabalho fosse cortada pela metade. No fim, os policiais não tiveram escolha senão ceder às exigências dos prisioneiros.

Apesar de serem forçados a cortar minha carga de trabalho pela metade, os policiais ainda tinham outros truques guardados na manga. Alguns dias mais tarde, um novo “prisioneiro” entrou na cela. Ele era muito gentil comigo, comprava qualquer coisa que eu precisasse, pegava comida para mim, perguntava sobre meu bem-estar e também queria saber por que eu tinha sido preso. No início, não suspeitei de nada e lhe disse que era um crente em Deus e que tinha sido preso por imprimir materiais religiosos. Ele continuou me perguntando sobre os detalhes de minha operação de impressão de livros e, quando percebi como ele ficava me pressionando com perguntas, comecei a me sentir incomodado e orei a Deus dizendo: “Amado Deus, todas as pessoas, coisas e situações que nos cercam são permitidas por Ti. Se esse homem é um informante enviado pela polícia, peço que Tu me reveles sua verdadeira identidade”. Após terminar minha oração, permanecei quieto diante de Deus, e uma passagem de suas palavras me veio à mente: “Permaneça quieto em Minha presença e viva de acordo com Minha palavra, e você realmente permanecerá atento e praticará o discernimento no espírito. Quando Satanás chegar, você será capaz de se defender contra ele imediatamente, assim como sentir sua chegada; você sentirá uma verdadeira inquietação em seu espírito” (de ‘Capítulo 19’ das Declarações de Cristo no princípio em “A Palavra manifesta em carne”). Fiquei ponderando sem parar as perguntas que o suposto “novo prisioneiro” tinha feito e percebi que todas elas tinham sido exatamente sobre o que a polícia queria saber de mim. Naquele momento, foi como se eu tivesse despertado de um sonho: tudo isso tinha sido outro dos esquemas da polícia maligna e esse homem era um informante. O “prisioneiro” viu como eu tinha me calado de repente e perguntou se eu estava me sentindo bem. Eu disse que estava bem e então, com dureza e justiça, lhe disse: “Vou poupar-lhe o trabalho e dizer-lhe que você está desperdiçando seu tempo. Mesmo se soubesse de algo, eu não lhe contaria!”. Todos os outros prisioneiros elogiaram meu comportamento, dizendo: “Todos nós poderíamos aprender com vocês crentes. Vocês realmente têm força de caráter!”. O informante não soube o que responder e, dois dias depois, desapareceu.

Eu sobrevivi a um ano e oito meses naquela casa de detenção. Mesmo que aqueles policiais bandidos tenham pensado em todas as maneiras para dificultar minha vida, Deus fez com que os prisioneiros no corredor da morte cuidassem de mim. Mais tarde, o líder dos prisioneiros foi transferido, e os prisioneiros me elegeram como novo líder. Sempre que algum dos prisioneiros se metia em alguma encrenca, eu fazia o possível para ajudá-lo. Eu lhes disse: “Ou sou um dos fiéis de Deus. Deus exige que vivamos com humanidade. Mesmo estando presos, enquanto vivermos, devemos viver com uma semelhança de humanidade”. Após fazer essa declaração, aqueles condenados à morte pararam de intimidar novos prisioneiros. No passado, o nome “cela número 7” tinha despertado medo no coração dos prisioneiros, mas, sob minha gestão, ela se transformou numa cela civilizada. Todos os prisioneiros diziam: “Esse pessoal da Igreja de Deus Todo-Poderoso é uma galera boa. Se sairmos daqui, definitivamente colocaremos nossa fé em Deus Todo-Poderoso!”. Minha experiência na casa de detenção me lembrou da história de José. Durante seu encarceramento no Egito, Deus esteve com ele, Deus lhe concedeu graça, e tudo correu muito bem para José. Durante esse tempo, tudo que fiz foi agir de acordo com as exigências de Deus e me submeter aos Seus arranjos e orquestrações. Por isso, Deus esteve comigo e me capacitou a desviar desastres a cada passo. Agradeci a Deus do fundo do meu coração pela graça que Ele tinha me concedido!

Mais tarde, sem a menor evidência, o governo do Partido Comunista Chinês inventou acusações falsas e me condenou a três anos de prisão, finalmente me libertando apenas em 2009. Após minha libertação, a polícia local continuou me vigiando de perto e exigiu que eu estivesse sempre à sua disposição. Cada movimento meu estava sujeito ao controle do governo do Partido Comunista Chinês, e eu não tinha nenhuma liberdade pessoal. Fui obrigado a fugir da minha cidade de origem e cumprir meus deveres em outro lugar. E mais, visto que eu era um dos fiéis de Deus, o governo do Partido Comunista Chinês se recusou a processar os registros de residência (do sistema hukou) da minha família (os registros de residência dos meus dois filhos estão sendo processados até hoje). Isso deixou ainda mais claro para mim que a vida sob o domínio do governo do Partido Comunista Chinês é um inferno. Jamais me esquecerei do tormento cruel que o governo do Partido Comunista Chinês infligiu a mim. Eu o desprezo com todo meu ser e preferiria morrer a ser escravo dele. Eu renuncio completamente a ele!

Essa experiência me deu um entendimento muito melhor de Deus. Testemunhei Sua onipotência e sabedoria e a substância de Sua bondade. Também vi que, não importa o quanto o governo demoníaco do Partido Comunista Chinês persiga o povo escolhido de Deus, ele continua sendo nada mais do que um objeto de serviço e contraste da obra de Deus. O governo do Partido Comunista Chinês é e sempre será o inimigo derrotado de Deus. Tantas vezes, a proteção milagrosa de Deus me salvou em momentos de desespero, permitindo que eu me livrasse das garras de Satanás e recuperasse a vida à beira da morte; tantas vezes, as palavras de Deus me consolaram e reavivaram e se tornaram minha retaguarda e meu apoio em meus momentos de maior fraqueza e desesperança, permitindo que eu transcendesse minha carne e me livrasse das garras da morte; e tantas vezes, quando estava prestes a dar meu último suspiro, a vitalidade de Deus me amparou e me deu a força para continuar vivendo. É exatamente como dizem as palavras de Deus: “A força de vida de Deus pode prevalecer sobre qualquer poder; além do mais, ela ultrapassa qualquer poder. Sua vida é eterna; Seu poder, extraordinário, e Sua força vital não é facilmente vencida por qualquer ser criado ou força inimiga. A força de vida de Deus existe e fulgura em seu brilhante esplendor, independentemente de tempo ou lugar. O Céu e a terra podem passar por grandes mudanças, mas a vida de Deus é a mesma para sempre. Todas as coisas podem passar, mas a vida de Deus ainda permanecerá, porque Deus é a fonte e a raiz da existência de todas as coisas” (de ‘Só o Cristo dos últimos dias pode dar ao homem o caminho de vida eterna’ em “A Palavra manifesta em carne”). Que toda a glória seja dada ao verdadeiro Deus onipotente!

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